FÉNIX

 

 

Nilsa Alves de Melo

 
 

LEVAR A PAZ
Nilsa Alves de Melo

A paz que tanto almeja pode estar
nem tão perto nem tão longe, depende
da vereda que escolhe e quer trilhar
com a luz que, em seu ser, aquece e acende.

Nem tão perto se esquiva do trabalho
de elevar os que próximos estão,
repartir seus dons, qual formoso galho
que, enflorado, debruça e toca o chão.

Nem tão longe se aqui se santifica,
buscando como um dom o bem fraterno,
cultivando a coragem. E ser terno.

Que brilhe a luz do amor que frutifica:
Coração bem formado e, sim, capaz,
desse ponto partir, levando a paz!
Nilsa Alves de Melo

Nilsa Alves de Melo
Maringá/Paraná/Brasil


Nilsa Alves de Melo - Professora, nasceu no interior paulista aos 28 de abril de 1942. Atuou no ensino fundamental, médio e superior, principalmente na área de ciências e formação de professores de ciências e Biologia. Propõe que a ciência e poesia podem andar juntas. Apreciadora da literatura, transita nos dois lados, obedecendo às regras próprias quando a escrita científica exige. Seus escritos passam por livros didáticos destinados ao ensino fundamental – primeiras quatro séries – bem como contos, crônicas e poesias.

 
 
 
 
 

Nilza de July da Costa e Silva

 
 

POETANDO
Nilza de July da Costa e Silva

Escrevendo poesia você
Encontra respostas
Pra muitas apostas
Luz, cor e emoção
São coisas do coração
Ame e deixe amar
Você só tem a ganhar
A alma fica feliz
E você se torna
Um eterno aprendiz
Do amor e da alegria.
Amor, amor, amar!

Nilza de July da Costa e Silva
Porto Alegre - RS - Brasil

 
 
 
 

Norandino Aranda Palomino (El trovador del amor)

 
 

TU MIRADA
Norandino Aranda Palomino (El trovador del amor)

Mirándome en tus ojos vi la gloria,
su mirar rebozaba en la dulzura,
de ansiedad amorosa fue la euforia,
queriendo degustar de tu ternura,

ahí en tus ojos afloraban fulgurosos,
mensajes que alentaban ansiedades,
queriendo adivinar, vi excelsos gozos
y anhele a tus encantos tan sensuales.

Me embrujo ese mirar y en embeleso;
quedando el corazón de su dulzura,
ferviente apasionado, quede yo preso,
para siempre mujer de tu hermosura.

Y quisiera comprender si esa mirada;
soñando como yo ansia esa ternura,
y encontrar del amor la meta ansiada;
de amarnos para siempre con dulzura.

Norandino Aranda Palomino (El trovador del amor)
Zozocolco de Hidalgo - Veracruz - Mexico

 
 
 
 

Octaviano Joba

 
 

A CARTA
Octaviano Joba

Querida amiga, minha flor
Escrevo-te esta carta na maior dor.

Eu não sabia das surpresas da vida
Que tudo pode acabar num momento
Foi tão breve a sua partida
Que eu fiquei aqui no tormento
Lembrando as flores que plantamos;
A brisa do mar espalhada pela praia;
O verbo amar que juntos conjugamos;
O leve esvoaçar solene da sua saia...
Os seus fulvos cabelos em meu leito;
O doce canto do galo pela madrugada;
...silêncios são segredos do peito...
Puros suspiros, saliva partilhada...
Mas hoje eu sinto o frio da sua ausência
Ainda que, pelo dia, brilhe o sol quente
E esta tristeza me espanca sem clemência
E me deixa cada vez mais triste, doente...
É como se estivesse perdido num caminho;
Abandonado no deserto e sem sorte
E a cada passo sinto na veia um espinho,
Uma dor intermitente anunciando a morte...
Há vezes que eu perco o oxigénio
E vejo esmorrecendo o meu coração:
Amor eterno dura mais que um milénio
E não apaga, nunca, o fogo da paixão...
Vejo-te tão distante, tão longe
E não sei se poderei te alcançar...
Pelas noites medito como um monge
E me ponho, às vezes, a versejar.
Passo os dias consolando a minha dor
Passo os dias procurando ser feliz
E desse consolo eu só penso em ti, amor
A cura que procuro para curar a cicatriz...
E neste monte de tristezas, em resumo
Sinto na alma um inferno...confesso
Que sou um anjo perdido, sem rumo
À espera da sua luz, do seu regresso.

Com os saudosos e melhores cumprimentos
Vão nesta carta minha mágoas e sentimentos.

Receba os beijinhos do poeta que chora
E implora pelo seu perdão nesta hora.

Octaviano Joba
Quelimane-Moçambique
https://octavianojoba.blogspot.com
http://www.recantodasletras.com.br/autores/octavianojoba - uma rede de Autores.


Octaviano Joba é pseudônimo de Octávio João Baptista, natural da Cidade da Quelimane- Moçambique, tem artigos e poemas publicados na Revista Soletras - A Sopradora de Letras ( Moçambique), onde tem divulgado regularmente desde 2015; Revista Samurais Relisa (Moçambique), Revista Ocilongo; Revista Carlos Zemek; Portal Sinestesia, Revista Primeiro Capítulo; entre Outras. Participou em Projectos literários tais como "Folhinha Poética" 2017 e 2018; Participou ainda no Projecto "Poetizar o Mundo" por ocasião do dia da palavra instituído pelo Museu da Palavra da Fundação César Egido Serrano; E é Membro-Editor no Projecto IdeiArt (Www.ideiart.com). Membro-Editor na AMCL- Academia Mundial de Cultura e Literatura, ocupante da cadeira 84, cujo o Patrono é Rui de Noronha. Participou no 2º Sarau Virtual da AVL- Academia Virtual de Letras; e no 3º Sarau Temático "Nas Asas Da Poesia"

 
 
 
 
 

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