FÉNIX

 

 

Olinda da Silveira

 
 

AMANHECER
Olinda da Silveira

Cada manhã,
a noite
expulsa
o sol nascente...

Ele brilha
na garganta
da serra...
Vem como
um caminho
de luz,
aquecendo
a Terra...

Flores desabrocham...
Pássaros constroem
seus ninhos...
Lavradores preparam
o solo...
as sementes
germinam...

Versos,
vêm de longe,
pulam
nas páginas nuas
do meu caderno,
brincam nas linhas,
deslizam na alegria,
ou navegam
nas minhas lágrimas
e constroem um poema.

Olinda da Silveira
Atibaia - SP - Brasil


Nasci em 21-12-1941, em Jarinu, onde passei os dez primeiros anos da minha vida, numa infância muito feliz, andando descalça na rua, sentindo o cheiro da terra molhada, soltando barquinhos de papel na enxurrada.
Fiz até o terceiro ano primário no G.E. Jerônimo de Camargo e quando mudamos para Atibaia, terminei o ensino primário no Grupo. Escolar José Alvim. O ginásio e a escola normal, cursei na Escola Major Juvenal Alvim, mas diplomei-me no I.E.”Cásper Líbero!” em Bragança Paulista.Lecionei em várias escolas do município de Atibaia, na Escola Francisco Damante em Perdões e na Fazenda Fortaleza em Piracaia.Aposentei-me em 1988, mas tive, ainda, alguns anos de jornada no IE Bertrand Russel, hoje Terra Brasil. No momento, faço parte da Tarde Literária e da UBT (União Brasileira dos Trovadores), onde fui bem acolhida e me sinto feliz.

 
 
 
 

Oliveira Caruso

 
 

SONETO DODECASSÍLABO A CRONOS
Oliveira Caruso

Cronos é cruel; rói faustoso a nossa vida.
Mas ele é mui pior, se junto co’a demência
vem-nos rude e de mãos dadas em ímpia lida,
para extirpar a cara, a sacra consciência.

São demônios antigos duma apodrecida
intelectualidade que esgana a ciência
como a corda e o cadafalso duma sofrida
visão derradeira extinta em efervescência.

São vampiros das forças vitais e da mente,
vampiros do real orgulho de ser jovem
e ter toda uma vida fausta, por gozar.

A rica juventude que o sol inclemente
não extirpa, nem levam as águas que chovem
sedentas pelas almas que puder levar.

Oliveira Caruso
Niterói - RJ - Brasil


Paulo Roberto de Oliveira Caruso é carioca nascido a 19 de julho de 1975. Servidor público do estado do Rio de Janeiro, advogado, administrador e estudante de Letras da Universidade Federal Fluminense. Presidente da Academia Brasileira de Trova, Diretor Cultural e Financeiro da Academia de Letras e Artes de Paranapuã e membro de outras Academias no Brasil e no exterior. Membro ademais de grupos virtuais literários no whatsapp. Desde 15 de setembro de 2008 vem participando ininterruptamente da cena literária brasileira e lusófona em geral, sendo que: lançou 47 concursos literários e antologias (virtuais e impressas); participou de 77 antologias impressas e 139 antologias virtuais; prefaciou e apresentou 19 obras alheias após convidado; realizou 108 entrevistas virtuais com literatos que também buscam seu lugar à sombra no Brasil 40 graus e no exterior; desenvolveu artesanalmente 27 livretos de poemas, sendo que 1.859 exemplares já foram distribuídos; obteve 222 prêmios em concursos literários e desde 2012 realizou quase 700 indicações de colegas a academias, prêmios, editoras e grupos virtuais de literatura. Em suma, usa a literatura como válvula de escape da situação ético-moral-social-econômica brasileira.
Administrador e Advogado pela Universidade Federal Fluminense. Especialista em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes (RJ).

 
 
 
 

Olívia de Fátima Batista Miranda

 
 

VOVÓ
Olívia de Fátima Batista Miranda

Hoje depois de alguns anos,
eu volto a relembrar.
E como sinto saudades
da querida avó NANÁ.

Saudades de tudo aquilo
que no coração foi morar.
E como primeira neta,
tenho muito pra contar.

Com ela eu aprendi
a bordar e tricotar.
Ensinava com amor,
coisa melhor não há.

Domingo era o dia
de passear com os netos.
Juntava todos aqueles
que estivessem por perto.

Andávamos pela cidade,
descobrindo seus encantos.
Caminhávamos felizes
por todos os recantos.

Era brava e sincera,
na vida foi sofredora.
Criando filhos e netos,
numa luta redentora.

Miudinha e graciosa,
esperta e trabalhadeira.
Ajudava a sustentar a família
e assim foi a vida inteira.

Morreu tão de repente,
não deu para despedir.
Foi encontrada morta
no seu quarto...ao abrir!

Que os netinhos de hoje,
saibam amar os seus avós.
Com carinho e atenção,
pois muito fazem por nós.

Como eu desejaria,
dar á minha um grande abraço.
A saudade bate forte,
pois criamos grandes laços.

Laços de muita ternura,
um amor transcendental.
Que em outra dimensão
torna-se imortal!

Ainda não tenho netos
e não sei se os terei,
mas netos dos meus irmãos,
são meus também,eu sei!

Olívia de Fátima Batista Miranda
Serro - MG - Brasil

 
 
 
 

Olsen Jr.

 
 

DE BAR EM BAR
Olsen Jr.

Eu, Homem, animal, sou parte integrante
Deste grupelho de estranhos ares,
Que vagueia por aí, em esquisitos vagares
Como na história, o cigano errante.

Procuro e espero, igual à bacante,
À noite, sem destino, pelos bares,
Nos prostíbulos e nos lupanares,
Tendo apenas um copo como amante.

Vejo ali, a angústia de todos os seres,
Somadas com a minha, num reflexo
Único, de muitíssimos viveres...

E neste conciliábulo mundano,
Pelos botecos da vida, confesso:
É solitário que me sinto Humano!

Olsen Jr.
Rio Negrinho - SC - Brasil


Olsen Jr. é formado em direito, escritor e jornalista com várias obras publicadas, também é membro da Academia Catarinense de Letras onde ocupa a Cadeira número 11. Atualmente reside em Rio Negrinho, Norte do Estado de Santa Catarina, Brasil.
Seu livro "Desterro, SC" foi considerado pela Câmara Brasileira do Livro, como um dos 10 melhores livros contos publicados no Brasil em 1999 e esteve na finalíssima do Prêmio Jabuti de 2000".
Algumas obras publicadas:
"Os Esquecidos do Brasil", contos; Prêmio "Revelação" da Academia Catarinense de Letras; "Desterro, SC", contos; Finalíssima do Prêmio Jabuti de 2000, da Câmara Brasileira do Livro; "Estranhos no Paraíso", romance; Finalíssima do Prêmio "Virgílio Várzea" de ficção oferecido pela Fundação Catarinense de Cultura, 1989,
"Confissões de um Cínico", crônicas; "O Burguês Engajado", novela; "A Cidade dos Homens Indiferentes", contos; “Memórias de um Fingidor”, romance.

 
 
 
 
 

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