FÉNIX

 

 

Pedro de Jesus Sapalo Cambinda Vutsivu

 
 

VUTSIVAR
Pedro de Jesus Sapalo Cambinda Vutsivu

Meu amor olha nos meus olhos
E tira daí as respostas que quiseres
O meu contemplar das danças
Tradicionais de minha terra

Amo o silêncio das 18horas
Porque é nesta hora
Onde me encontro
Em comunhão com a minha amada

És a flor do meu jardim
Minha jasmim és tão bela
Com essa beleza indescritível
És a perla doirada da minha história

O vutsivar mais uma vez
Faz-se sentir na minha história
Trazendo diante de mim
Esta jasmim, única na minha terra

Com uma garrafa de cuca
Saíam as palavras como se fosse água
És pura doce e bela
Que só peripatando no saber de vutsivar
Conseguiria descrever como você é

Madalena
É que, é que, é que,
Quando te vejo o meu coração
Salta de tanta alegria
Ame Ndukusole a Madalena.

Pedro de Jesus Sapalo Cambinda - Pedro Vutsivu
Matala - Huíla - Angola


Pedro de Jesus Sapalo Cambinda nasceu no município da Matala província da Huíla.
É estudante do Magistério Primário no município de Matala, responsável das actividades do LEV´ARTE e coordenador do movimento KUTANGA.

 
 
 
 

Pedro Henrique Delgado Zeni

 
 

ENTRE O PASSADO E O PRESENTE
Pedro Henrique Delgado Zeni

Glórias passadas
Não enchem a mesa,
Só criam saudosismo
Dos fracos que não veem a realidade.
Viver o presente
É encarar a tristeza
De cada dia, livre dela ser minguada.
Viver o agora longe do passado,
Para uns é triste;
Para outros é redentor.
Viver o presente
É o mais realizador.

Pedro Henrique Delgado Zeni
Porto Alegre - RS - Brasil

 
 
 
 

Pedro Kialongo Avelino

 
 

ATÉ QUANDO?
Pedro Kialongo Avelino

Até quando?
Até quando as inverdades permanecerão?
estamos cansados de sentir ofensas
que machucam nossa evolução
perturbando nossas forças.

Até quando o racismo viverá?
estamos fartos de caminhar sem rumo
porque não sabemos desmentir
os acontecimos que esvaecem com o fumo.

Até quando a pobreza vai permanecer?
muitos sofrem por destreza humana
outros por fraqueza do destino.

Até quando o amor será mentira?
relegamos em segundo plano verdadeiro sentimento
que deixa o nosso pensamento longe
e sem vontade de permanecer
porque não temos chances de fortalecer...

Até quando?
Até quando?
vamos querer o infinito da dor
e esconder o dom que nos livrará
da maldade que sufoca nosso coração.

Pedro Kialongo Avelino (Kiadiakianganicó Diakiangani)
Luanda - Angola
pedrokialongo.blogspot.com

 
 
 
 

Pedro Pires Bessa

 
 

O ESCRITOR EMIL DE CASTRO
Por Pedro Pires Bessa


Emil de Castro é um nome que sobressai, na literatura brasileira contemporânea. Sua produção literária multifacetada é vastíssima em vários gêneros; mas, é marca sua, tudo que escreve é imensamente poético.
Ele destaca-se como o desvelador de profundezas e abismos insondáveis, no mar, nos acontecimentos, nas pessoas e no interior de cada um de nós, em obras poéticas como 50 Poemas Escolhidos pelo Autor; Vozes do Mar; Estação de Partida; Reserva de Sonho e no livro de contos, A Ponte. Além do altíssimo valor literário, são textos de profunda reflexão filosófica, social e existencial, que permeiam a vida e a morte, mistérios e suprarrealidades, também surpresas que se escondem no banal cotidiano.
Outra magnífica criação de Emil de Castro são os Jornais Literários, onde o autor anota, sempre com toques poéticos apesar dos textos serem escritos em prosa, em ordem cronológica dos aconteceres narrados, o que ele capta de si mesmo, de outras pessoas de várias categorias, de pulsações literárias em muitos níveis, de ocorrências múltiplas, de coisas corriqueiras e de alta complexidade; enfim, tudo que pulula no seu mundo interior e ao redor dele mesmo. Isso está em dois livros A Sinfonia de Caracóis, de setembro de 1993 a dezembro de 1997. A outra obra é A Cor da Multidão, de 2008 a 2013. Uma vez mais, além do valor literário dessas produções, é incalculável os vários outros valores, (como indicamos acima), e profundíssimo impacto antropológico.
Emil de Castro apresenta uma maneira supercriativa de mostrar a eternidade da boa poesia, em obras como Código da Terra e Baú de Ossos, também em Águas de Ontem, publicando poemas produzidos e enfocando temas da atualidade, juntamente com poemas feitos a 50 ou mais anos atrás. É maravilhoso notar como ambos fazem ressoar a essência do ser humano captada conjuntamente com toda profundidade no passado, presente e futuro. É a poética de Emil de Castro veiculando a poética universal de desocultamento do humano da humanidade.
Como se pode notar, surpresas não faltam na obra de Emil de Castro. Recentemente publicou dois livros de história. Em 2015, Prefeitos de Mangaratiba, narra as realizações de (16) dezesseis desses governantes; o primeiro, Manuel Moreira da Silva, de 1923 a 1927; o último, Evandro Bertino Jorge, de 2012 a 2015. Ressalte-se que foi prefeito de Mangaratiba, de 1989 a 1992, Emil de Castro, que exerceu vários outros cargos públicos, inclusive o de vereador. O outro livro, de 2017, é Retalhos da História de Mangaratiba. É dividido em várias partes, iniciando com Cancioneiro de Mangaratiba, poemas sobre os indígenas, originais do lugar; os primeiros desbravadores; as construções iniciais; enfim os fundamentos históricos e míticos de Mangaratiba. A seguir, em prosa, são elencados vários tópicos, como as tradicionais famílias do lugar, personagens importantes e uma série de outros detalhes, como Anotações do Império, terminando com Topônimos Tupis de Mangaratiba. Apesar de serem obras históricas, é admirável como o olhar poético de Emil de Castro permeia tudo isso.
Do muito que se poderia ainda falar sobre as criações de Emil de Castro, gostaria de destacar o seguinte: em tudo que ele escreve, em verso e prosa, há a presença constante de Mangaratiba, cidade-mar-natureza, sem jamais perder a universalidade do sentimento literário e poético.

Pedro Pires Bessa,Prof Dr
Divinópolis – Brasil
www.pedropiresbessa.com.br


Pedro Pires Bessa, Doutor em Teoria Literária pela UFRJ – Pós-Doutor em Literatura Comparada pela UFRJ – Mais de 30 livros publicados sobre Crítica e Criação Literárias – Mais de 100 artigos científicos em periódicos nacionais e internacionais – Publicadas mais de 700 crônicas literárias – Professor Titular Aposentado da Universidade Federal de Juiz de Fora, (UFJF). Pesquisa em crônica, poesia e crítica literária.

 
 
 
 
 

 Flag Counter

Clique aqui para ver todos os detalhes e estatisticas do site