FÉNIX

 

 

Pettersen Filho

 
 

QUEM TEM O BOTÃO ATÔMICO MAIOR, DONALD TRUMP OU KIM JONG-UM ?
Por Pettersen Filho


Enquanto o Ditador Norte Coreano, Kim Jong-um discursava do seu Parlatório, com acenos de Conversações de Paz em face da sua República Irmã, a Arqui-inimiga, Coreia do Sul, na passagem de ano, ao mesmo tempo que afirmava que o “Botão Atômico”, quanto aos Estados Unidos, sempre estivera à sua “Mesa”, do outro lado do Mundo, seu Rival, também Caudilho, em sandices e obscenidades retóricas, Donald Trump, figura caricata, se não Patética, mas assemelhado em semblante ao Boneco Assassino “Chuck”, retrucava, que o seu “Botão” era: “...maior, mais poderoso e que funciona”, o Mundo, em alerta de hecatombe nuclear, tremia....
... ´parece que, ainda congelada na década de cinquenta, quando vigia o auge da guerra fria, a Coréia do Norte, detentora de um dos regimes comunistas mais ferrenhos do mundo, após registrar, há cerca de poucos anos atrás, a sua primeira explosão atômica, em testes subterrâneos realizados ao Norte do país, próximo à fronteira com a China, jamais irá desmantelar o seu reator atômico, em Pyang Yang, em possivel acordo com os EUA.
Pega aparentemente de surpresa, quando da primeira explosão, a China logo apressou-se em apontar como sendo um completo “ descaramento ” a explosão de tal artefato pelo minúsculo aliado, colocando em alerta todos os países das cercanias, incluindo o Japão, a Rússia e os EUA.
Surgida da disputa Leste/Oeste, a Coréia, a partir da vitória dos aliados na segunda guerra mundial, quando os americanos eram os únicos detentores da bomba atômica, com a qual fustigaram impiedosamente o Japão, abrindo em definitivo a caixa mística de Pandora, sem nunca mais haver conseguido fechá-la, recolhendo para seu interior todo o mal ao acaso derramado por sobre a humanidade, desde Hiroshima e Nagasaki, em 1945, foram os EUA, contudo, preteridos pela URSS em 1949, quando o glorioso exército vermelho detonou, em afronta aos americanos, a sua primeira-própria bomba termonuclear, dando lugar à nova corrida armamentista, até que, finalmente em 1952, os dois oponentes se enfrentaram através dos seus aliados, verificando desde já, ante ao novíssimo poder de destruição das suas novas armas, que nenhuma das duas potências poderia definitivamente ganhar, no que ficou conhecida como a Guerra da Coréia.
No intricado xadrez mundial que se formou desde então, com os países capitalistas liderados pelos EUA, de um lado, apoiando a Coréia do Sul, e o bloco comunista capitaneado pela URSS, apoiando o lado norte, estabeleceu-se, até hoje, um frágil armistício, a partir de uma linha imaginária marcada pelo Paralelo 38, quando foi criada a Coréia do Norte, no que a Península Coreana, antigamente um só país, nunca mais voltaria a ser a mesma.
Com pesadíssimo apoio norte-americano, o extremo sul da península conheceu rápido desenvolvimento, transformando a Coréia do Sul em pouco mais de três décadas num dos ferozes tigres asiáticos, com economia altamente industrializada, sede dos maiores oligopólios do planeta, representados por gigantes multinacionais, como a Hianday, Kia e Sansung, hoje presentes nos shoppings e stores de todo o planeta, ao passo que, o Norte, não inserido nas mudanças que ocorreram no mundo, desde a distensão política e a queda do Muro de Berlim, enfim, com a queda da própria União Soviética, somente encontrou, em meio ao atraso do seu país e fome do seu povo, abrigo, em uma ditadura comunista exacerbada e militarizada, aumentando ainda mais a distância do Paralelo que as separa, sem nunca albergar par na História moderna.
Assim, agora recém ingressa ao seleto clube atômico, que confere aos seus sócios o alcance e o respeito mundial, ao contrário da Inglaterra, da França, da China e da Índia, além de outros países igualmente menores, como Israel e Paquistão, quem não fazem da chantagem atômica e do medo a sua política de estado, a Coréia do Norte, sem encontrar norte político, insuflada pela política de Trump, quem julga ser o “Xerifão Justiceiro do Mundo” , parece ressurgir das cinzas e escombros da segunda guerra mundial, querendo cobrar dos samurais japoneses a paga pelas gueixas e escravos tomados pelo Exército Imperial, quando da sua ocupação.
Desta forma, na Roleta Russa em que se converteu o mundo contemporâneo, parece o regime facínora de Pyang Yang ter municiado, com sua única bala-possível, o tambor louco do revolver-engatilhado, de um mundo terrivelmente injusto e cruel, demonstrando sordidamente estar apta, a qualquer momento-imprevisível, a girar o tambor e puxar o gatilho por dentre nossas cabeças.
Enfim, parece o pequeno pais do Norte da Península Coreana, sob influência das grandes potências mundiais, em tempos de terrorismo e de fracasso dos institutos internacionais, como a ONU e a Otan, ter inaugurado, em nossos mercados e feira livres, mundo a fora, lembrando-nos a realidade crassa, conquanto saímos dos nossos flats e condomínios de luxo, na Barra da Tijuca ou Copacabana, e dirigimos privilegiados nossos carrões turbinados, por entre a Linha Vermelha e a Favela da Maré, a perspectiva macabra e real do guerreiro órfão de pátria do futuro: O terrível, presente e possível, “ Homem-Bomba-Atômica ” a nos espreitar no semáforo luminoso ou no cruzamento da esquina.

OBS : Crônica reeditada e aproveitada de outra mais antiga do mesmo Autor, em razão da pertinência do tema, sempre atual e provável.

Antuérpio Pettersen Filho, IWA
Espírito Santo - Brasil
http://www.abdic.org.br


Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadã”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.

 
 
 
 

Piedad Romo-Leroux Girón

 
 

SONETO A LA LOCURA
Piedad Romo-Leroux Girón

Irrumpe impetuosa la locura,
la sinrazón errática, el martirio,
dividida la mente, en su ruptura,
tumulto irracional en el delirio.

Energía desbocada, insensatez,
absurdos, fantasías, incoherencias,
tal vez al acogerte a la demencia,
tú olvidas lo cabal, la sensatez.

Acaso el desacierto existencial,
en ese imaginario desbocado,
lo subjetivo se vuelve primordial.

El quijotismo se oculta desbordado,
en eso que parece incoherente,
laberinto insondable de lo andado.

Piedad Romo-Leroux Girón
Guayaquil - Ecuador
http://drapiedadromo-lerouxgiron.com/


Piedad Romo-Leroux Girón - Médica psiquiatra y escritora. Laboró por más de 40 años en el hospital psiquiátrico Lorenzo Ponce, hoy Instituto de Neuro Ciencias, de su ciudad natal Guayaquil. Fue catedrática en la Universidad Técnica de Babahoyo, en la facultad de Ciencias Médicas de la Universidad de Guayaquil, la ESPOL y la Universidad Católica.
Sus textos forman parte de recopilaciones nacionales de literatura para niños y niñas, así como de la Antología de Poesía Infantil para Niños Hispano Parlantes de la Universidad de Chicago-Illinois y del Inventario de la poesía en: Lengua española de la Universidad Autónoma de Madrid.
Su vasta obra abarca más de una treintena de títulos que se puede dividir en nueve poemarios, entre los que se destacan: La Palabra Enjaulada, Sonetos a los Cuatro Vientos, Herejías de la Palabra; Dos novelas: Tiempo de Luna y Con las ánimas célebres; Dos cuentarios: Los olvidos de Dios y Cuentos de Amor y Desamor; Ocho títulos de narrativa y poesía infantil, entre los que despuntan: El Tren de los Sueños, El Pez de Vidrio, Arrorrós y Nanas, Juegajugando y Un Secreto a Voces; Es también autora de estudios científicos como: Lecciones de Psiquiatría Infantil y El oscuro Túnel de la Identidad de Michael Jackson y su Parricidio Virtual.

 
 
 
 

Plácido Ferreira do Amaral Júnior

 
 

AMBIÇÃO E GANÂNCIA
Plácido Ferreira do Amaral Júnior

Vários problemas do mundo
Não são circunstanciais.
Existe um erro profundo
Que influencia os demais.

É a ganância geral
De ter o ter pelo ter,
Deixando de ser normal
O ter pra sobreviver.

A ambição irrestrita
Que causa destruição,
É a mazela maldita
Da guerra e poluição.

Tira do homem a fé
A paz lhe rouba também.
Afoga-lhe na maré,
Sozinho, sem mais ninguém.

A violência cruel
Que assola a sociedade,
É o retrato fiel
Dessa desumanidade.

Toda classe dominante
Possui demais ambição,
Toda classe governante
Também quer sua porção.

Explorar ser humano
Na sua luta diária,
é exercício tirano
Da guerra não proletária.

Conflito religiosao,
Fanatismo indecente,
Formam um par horroroso
Que mata gente inocente.

A luta pelo dinheiro
Na vida capitalista
Causa um massacre certeiro
Da burguesia racista.

Este foi meu resumo
De toda esta decadência.
O mundo perdeu seu prumo,
Perdeu a sua decência...

Plácido Ferreira do Amaral Júnior
Caicó - RN - Brasil


Plácido Ferreira do Amaral Júnior, nascido na cidade de Natal, reside em Caicó, ambas no estado do Rio Grande do Norte. Fisioterapeuta graduado pela Universidade Federal de Pernambuco é sócio representativo do Rotary Club de Caicó, Distrito 4.500 do Rotary Internacional.
Poeta, trovador e cordelista, é autor de vários poemas publicados em coletâneas e possui vinte cordéis editados. Membro do C.T.S. (Clube dos Trovadores do Seridó), onde ocupa a cadeira 27, é sócio também da U.B.T. (União Brasileira dos Trovadores), Seção de Caicó/RN.

 
 
 
 

Policarpio Costa(Poeta Sonhador)

 
A LUZ DOS SEUS OLHOS!
Policarpio Costa(Poeta Sonhador)

Não esqueça de cuidar sempre bem dos seus olhos
Para que seu olhar possa então sempre brilhar.
Que possas continuar com os olhos de pantera;
Uma felina pronta para sua presa atacar...!

Os poetas são seres humanos tão sensíveis
Que guardam no peito o sentimento mais profundo.
E que através do brilho ofuscante dos seus olhos;
Serão capazes de verem refletido o próprio mundo...!

Seus olhos podem ser a luz que ilumina
O caminho de um sonho dos apaixonados.
Podem até mesmo serem estrelas de esperanças;
De sonhos que um dia já foram sonhados...!

Então que volte a brilhar a luz dos seus olhos
Assim como nos encanta a beleza das flores.
Que seus olhos possam serem as estrelas;
Que continuarão iluminando os poetas sonhadores...!

Policarpio Costa(Poeta Sonhador)
Porto Alegre/RS
Brasil


Sou poeta compositor de letras e poemas e as vezes brinco de cantar, já gravei onze CDs alguns com voz do meu produtor e letras minhas, e algumas participações de voz minha, os de poemas com autoria e voz minha. Nasci lá no garrão do Rio Grande do Sul cidade de Quaraí...! Hoje moro em Alvorada grande Porto Alegre sou empregado dos Correios e Telégrafos apesar de cultivar o estilo gauchesco faço poemas de gêneros variáveis...! Não faço como profissional  ou para comercio e sim por gostar e divulgar um dom que o Patrão Celestial um  dia me concedeu...!
O coração transmite e os poemas falam...!

 
 
 
 

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