FÉNIX

 

 

Roberto Rodrigues de Menezes

 
 

NORBERTO CÂNDIDO SILVEIRA JUNIOR
Por Roberto Rodrigues de Menezes


O jornalista e escritor Norberto Cândido Silveira Junior nasceu em 17 de maio de 1917 no Balneário de Piçarras, próximo de Itajaí, e faleceu em Florianópolis a 03 de dezembro de 1990. Foi titular da cadeira 2 da Academia Catarinense de Letras.
Conheci Silveira Junior no Palácio do Governo em 1975, na fecunda administração do governador catarinense Antônio Carlos Konder Reis. Ele era assessor especial do grande político e eu um jovem tenente a trabalhar ora no Cerimonial, ora na segurança do governador na Agronômica. Tempo bom, em que aprendi a admirar o Dr. Antônio pela sua correção, honestidade e caráter de uma integridade a toda prova. Ah, se os políticos fossem todos como o Dr. Antônio Carlos!... Pude privar também do convívio de Dona Pompéia, sua irmã, esposa do Comandante Malburg, oficial superior da Marinha, homem também íntegro, correto e circunspecto. Dona Pompéia, que fazia as vezes de primeira dama, era de uma doçura e distinção incomparáveis. Grande mulher, que auxiliou decisivamente o irmão no seu profícuo e operoso governo. Faço-lhes estes elogios porque eles os merecem. E coloco nisso a emoção de ter vivido com pessoas tão maravilhosas e dignas, exatamente como as descrevo, sem necessidade de louvá-las por algum interesse menor.
Silveira Junior foi figura ímpar, de cultura enciclopédica, embora não fosse detentor de diplomas. Um homem especial que aprendi a respeitar e admirar em razão da grandeza de sua alma, tudo aliado a uma simplicidade quase ingênua, humilde que era. Homem de caráter reto e integridade exemplar.
Honrava-me quando ele me chamava de amigo. Não acreditava em Deus, ou melhor, possuía dúvidas fundadas a esse respeito. Disse-me pensativo que somente poderia saber depois de estar em outra dimensão. Mas afirmo que ele está ao lado de Deus, pois se conduziu na terra como homem justo. Faleceu com a idade de 73 anos.

Obras:

História de Itajaí - 1949 - Edição do autor.
História de Itajaí - 1972 - Editora Escalibur - SP.
Um brasileiro nos EUA - 1962 - Editora Tecnoprint - RJ.
Memórias de um menino pobre - 1973 - Co-edição Udesc/ Editora Lunardelli. Fpolis.
Confissões de uma filha do século (romance) - 1982 - Editora Lunardelli. Fpolis.
Depois do juízo final (romance) - 1983 - Editora Global - SP.
Mil notícias culturais - 1985 - Editora Lunardelli - Fpolis.
Cristianismo e Justiça - 1972 - Edição do autor.
Nossa guerra contra a Alemanha (romance) - 1988 - Editora Lunardelli - Fpolis.
Contos, crônicas e narrativas.

Dou notícia sobre dois livros que mais me comoveram e deliciaram.

Nossa guerra contra a Alemanha:

O livro tem em seu preâmbulo a seguinte nota, bastante esclarecedora:
"Santa Catarina deve grande parte do seu progresso à colonização alemã. Por isso nem parecia que houvesse um tempo na nossa história que esta gente, que já estava diluída na terceira e quarta geração, fosse acoimada de traidora do Brasil, apenas porque tinha sobrenomes como Müller, Schroeder, Schneider ou Zimmermann. Eles nasceram no Brasil e não tinham culpa de trazerem estes sobrenomes ancestrais. Mas o nosso xenofobismo não os poupou. E por isso, democratas e patriotas, que hoje são exemplos de cidadãos do mundo, não se pejaram de infligir a esta pobre gente a mais humilhante punição por crimes putativos que eles, na verdade, nunca praticaram.
Este livro pretende trazer um pouco de luz sobre estes episódios que aconteceram há mais de quarenta anos e resgatar parte da nossa dívida de gratidão para com aqueles que atravessaram o Atlântico para crescerem e prosperarem conosco. (Silveira Junior)"
O livro narra a vida atribulada do alemão Vitoldo e a esposa Brune. Com a segunda guerra mundial, que exporia Hitler como um dos genocidas do século vinte, os alemães e seus descendentes foram até proibidos de falar a língua-mãe. Alguns nem sequer sabiam falar o português. Autoridades como o delegado Justino, que prendeu Vitoldo e se aproveitou da ingenuidade da esposa, faziam a lei naquela região. Tanto que Vitoldo teve um filho louro e uma filha morena, esta fruto das investidas do delegado contra Brune enquanto o pobre alemão estava na cadeia. O livro se refere à Noite dos tambores silenciosos em Jaraguá do Sul, município próximo de Blumenau, quando colonos desarmados foram atacados a tiros pela polícia, morrendo dois e sendo feridos vários. A única motivação era o ódio aos alemães do Vale, taxados de nazistas. Um agente da lei dispara três balas contra o jovem e culto Ricardo Greenwaldt, em sua residência, matando-o sem motivo aparente, crime até hoje sem punição. Colonos eram obrigados a beber óleo de rícino e até óleo diesel, pelo simples fato de terem origem alemã e serem considerados "capangas de Adolf Hitler". Pobre gente!
O livro resgata a injustiça cometida contra esta gente laboriosa e ordeira, que com seu trabalho veio trazer progresso para o fértil e belo vale do Itajaí e outras regiões catarinenses.

Memórias de um menino pobre.

A produção mais bela e comovente de Silveira Junior. Verdadeiro hino ao universo telúrico e simples do vale do rio Itajaí-açú.
É autobiográfico. Narra a vida difícil e pobre do autor e sua família no subdistrito de Rio Branco, distrito de Bananal, na época pertencente ao município de Joinville e que hoje se denomina Guaramirim, próspero município barriga-verde, berço natal de minha esposa Sílvia.
Limito-me a citar alguns trechos do livro, cuja análise não se faz necessária, pois a prosa fluente e melódica do autor fará com que meus leitores melhor o compreendam e se encantem. Sua linguagem é terna e saborosa.
- Eu tive uma infância povoada de temores e angústias. Que medo que o professor Cantalício me desse na cabeça com aquela régua de metro; que medo que o padre viesse rezar na nossa capela e voltasse a falar do inferno; que medo do inferno, que era todo de fogo, com demônios que tinham setas na cauda; que medo que na curva do seu Zé Jacinto aparecesse a mula-sem-cabeça; que medo que o seu Dodô voltasse, mesmo depois de haver morrido; que medo que uma enorme trombeta aparecesse nas nuvens anunciando o fim dos tempos; que medo, que medo, que medo...
Tenho uma lembrança penosíssima de meu pai, agonizando de um enfisema pulmonar, perguntando à minha mãe: quando é que Deus vem me buscar? E sei que no dia da sua morte o jasmineiro de nossa casa estava florido. Até hoje ligo o perfume ativo dessa flor ao cadáver de meu pai, estendido na sala com um lençol por cima.
Nasci em 1917 no atual município de Piçarras, que naquele tempo pertencia a Itajaí. Mas de nada me lembro do lugarejo de São Braz, que abandonei com pouco mais de dois anos. Todas as reminiscências de minha infância, o palco é Rio Branco, um lugarzinho que hoje pertence ao município de Guaramirim, mas que naquele tempo compunha o distrito do Bananal, parte integrante do território do então imenso município de Joinville.
E qual não foi o pânico do velho Bruda quando, numa madrugada, ao levantar para fazer uma necessidade, viu alçar voo da caminha da neta nada menos que um monstruoso morcego, transmissor da raiva bovina. Aproximou o lume da criança e, na penumbra, descobriu a marca vermelha dos dentes do morcego e um tênue filete de sangue escorrendo do pescoço da menina. E não sei quantos dias se passaram até que a pobre criança entrou em delírio e foi consumida nos espasmos da terrível moléstia. Vovô Bruda abriu a mangueira, soltou os animais no campo e, também ele, desvairado, meteu-se pela mata adentro que contornava o morro dos fundos de sua propriedade.
Dias depois os corvos denunciaram a sua presença, balançando-se sinistramente, dependurado num laço de cipó-imbé.
Mamãe era quase analfabeta, mas perdia horas ouvindo alguém lendo um livro, cujo enredo ela nunca mais esquecia. Foi assim que ela me contou as aventuras de Robinson Crusoé, de Defoe, e Escrava Isaura de Bernardo Guimarães. Mais tarde, quando li estas obras, admirei-me da fidelidade da narrativa de mamãe.
Eu tinha um grande prestígio junto ao Dato Piazera porque ele namorava a minha irmã Rosa.
Dato Piazera transformou o pátio da capela numa penumbra dourada, de onde recendia um cheiro gostoso de carne seca assada. Dato gostava de soltar foguetes e deixava o céu ficar coalhado deles.
Aliás, eu gostava das novenas oficiadas pelo seu Antônio Reinert, que sabia cantar a ladainha em latim. Ele puxava as rezas que diziam coisas assim: Regina vírgula, vírgula. Regina infirmoru. Regina apostoloru. Regina martiró. Regina santoru omi...
E havia também uma coisa muito complicada que seu Antônio dizia: Regina sine-labioriginali-conceta... E a cada uma dessas invocações nós respondíamos em coro: Orai por nobres!...
Isso era a novena. Mas a cada mês vinha de Massaranduba ou Jaraguá, já não sei ao certo, um padre para rezar missa. E essa missa me apavorava, desde o dia em que o bom sacerdote descreveu para nós como era o inferno, para o qual iam todos aqueles que morriam em pecado mortal. Dizia que o inferno era um lugar de fogo e enxofre, para onde vão os meninos que praticam coisas feias com as namoradas, os que ofendem o Espírito Santo em pensamentos, palavras e atos... Intimamente eu me enquadrava em todos aqueles pecados mortais. Quando o padre terminou aquele sermão, o meu pavor era de tal ordem, que tive medo de enlouquecer. Saí correndo para casa e contei à mamãe o que o padre havia dito. Ela me liberou da frequência aos atos religiosos com estas palavras: O Deus que eles pregam é muito ruim. Se vocês vão à missa para ouvir essas coisas, de hoje em diante ninguém mais é obrigado a frequentar missas. Estes comentários de mamãe constituíram um marco em minha vida. E a partir daí tornei-me um homem sem religião, embora estudioso das coisas do espírito. Nunca tomei a primeira comunhão e a partir dessa omissão original, nunca frequentei a Mesa Eucarística.
Ainda sobre a fauna da nossa escola, não posso esquecer um filho adotivo da sinha Cardosa, que era tatibitate e tinha o lábio leporino. O apelido dele era porco-da-índia. Como ele não podia pronunciar o C nem o G, ele falava vou pra 'asa, fi'ei de 'asti'o (fiquei de castigo), mas também era um rapaz muito mau e desbocado. Uma vez quebrou um tinteiro na cabeça do Pacífico e continuou desafiando: Me 'hama de por'o-da- índía a'ora, seu 'orno, me 'hama 'e eu te parto a 'ara.
E a verdade é que nós passamos a respeitá-lo...
Na escola éramos meninos tímidos, muito bem comportados. Nunca discutíamos nem ao menos conversávamos com nosso mestre. Mas quando saíamos das suas vistas éramos um bando de javalis soltos; grosseiros, rústicos, desbocados.
Eu seguiria, certamente, o mesmo destino de meus irmãos mais velhos, que foram para a cidade em busca de dias melhores. Em Joinville José, o meu irmão mais velho, conseguira para mim um modesto lugar de caixeiro num armazém. E chegou o dia em que ele veio buscar-me. Naquele dia não pude mais soltar a palavra. Um nó se instalou na minha garganta. E eu queria passar por valente e não chorar. E foi nessa angústia que me afastei de minha pobre casa e da minha família tão triste e sofrida, rumo a Bananal, onde, acompanhado de meu irmão José, peguei o trem de ferro que me levaria para a grande aventura urbana que vivo discretamente até hoje. Era no dia de Santo Antônio...

Com esta tímida lembrança presto assim homenagem a este primoroso homem das letras, que leu minhas garatujas poéticas um dia e tanto me incentivou. Que esteja ao lado do Deus que sempre acreditou, embora fosse instado a não fazê-lo diante de um contexto e de uma época.

Roberto Rodrigues de Menezes
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil


Roberto Rodrigues de Menezes é coronel da Reserva da Polícia Militar de Santa Catarina. Presidente da Academia de Letras dos Militares Estaduais e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Tem 14 livros publicados e participação em diversas Antologias e Coletâneas.

 
 
 
 

Rocco Antonio Rangel Rosso Nelson

 
 

UMA ODE A SAUDADE DAQUILO QUE NÃO SE VIVEU
Rocco Antonio Rangel Rosso Nelson


Sinto saudades de banhar-me no mar mediterrâneo, nadando sem destino com os primeiros raios do sol;
Sinto saudades de sentir o vento do “scirocco” em um final de tarde;
Sinto saudades de ver o pôr do sol do penhasco rochoso;
Sinto saudades de deitar-me na relva, verde esmeralda, para comtemplar a dança dos cosmos;
Sinto saudades de beber vinho em cada lugar que chego, seja no campo, seja na cidade;
Sinto saudades do “limoncello”, do café com grapa tomado com “il fratelli” do velho continente;
Sinto saudades de passear no vinhedo, onde perdia-me nos contos de infância;
Sinto saudades de comer o pão embebecido no azeite virgem e do salame apimentado;
Sinto saudades de correr livre, desimpedido, pelos campos de oliveiras;
Sinto saudades da música, da ópera, do teatro;
Sinto saudades de poder rezar sob a “Capela Sistina”; na “Basílica di Santa Croce”;
Sinto saudades que absorver a arte e a história de cada lugar, canto, esquina, rua, viela, estrada que percorro;
Saudades de um povo que encanta com o seu jeito de ser;
Sinto, simplesmente, saudades de pisar na terra que dizem que sou filho;
Saudades ... e mais saudades, sem uma razão lógica a explicar.

Rocco Antonio Rangel Rosso Nelson, Prof Dr
Natal – RN - Brasil


Rocco Antonio Rangel Rosso Nelson - Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN. Especialista em Ministério Público, Direito e Cidadania pela Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Especialista em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Potiguar. Ex-professor do curso de direito e de outros cursos de graduação e pós-graduação do Centro Universitário FACEX. Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Extensão e Responsabilidade Social, vinculado a linha de pesquisa “Democracia, Cidadania e Direitos Fundamentais” do Instituto Federal do Rio Grande do Norte – IFRN, campus Natal-Central. Professor efetivo de Direito do Instituto Federal do Rio Grande do Norte – IFRN, campus João Câmara. Autor do livro Curso de Direito Penal - Teoria Geral do Crime – Vol. I (1º ed., Curitiba: Juruá, 2016).

 
 
 
 

Rodrigues Chagas

 
 

TAÇA DE VINHO
Rodrigues Chagas

Um brinde
Aos nossos desejos,
À nossa noite
Que apenas principia!
O sabor do vinho
Será apenas
Um mero coadjuvante
Ao misturar-se
Ao sabor do nosso néctar...
Nossas taças de vinho
Serão as únicas
Testemunhas que, silenciosas,
Ouviram nossas risadas,
Murmúrios e gemidos,
Entoados noite a dentro,
Como uma sinfonia
Formada por uma orquestra
De dois únicos corpos,
Mas que só silenciará,
Quando amanhecer o dia,
Pois nossa noite,
Apenas principia.
Brindemos nossa noite
Com muito amor
E mais uma taça de vinho!

Rodrigues Chagas
Florianópolis - SC - Brasil


Antonio Carlos Rodrigues Das Chagas - É natural do Rio de Janeiro, mas morador de longa data em Florianópolis/SC.
É coordenador do Grupo de Poetas do bairro Trindade/Florianópolis/SC – GPT;
Idealizador e organizador do Sarau “Casa das Artes”;
Acadêmico Imortal, cadeira Nº 26 da ACALLE – Associação dos Cronistas Poetas e Contistas Catarinense;
Acadêmico Imortal, cadeira nº 13, da Academia de Letras de Palhoça –ALP;
Presidente Fundador, cadeira Nº 1 da Academia de Letras Brasileira de Santa Catarina/Seccional de São José- ALBSC;

 
 
 
 

Ronaldo Werneck

 
 

CHICO E OS RATOS:
OS DELE E OS MEUS
Por Ronaldo Werneck


Ainda fascinado com o show do Chico Buarque, que vi há poucos dias no Rio (vou escrever sobre ele), assisto assustado (não devia estar, né mesmo?) a trechos da farsa farsesca dos três patetas, ops!, desembargadores, plena de penduricalhos, juridiquês & outras pomposidades, encenada ontem em Porto Alegre. Foi quando me lembrei das aliterações de um de meus poemas e também da “Ode aos Ratos” do Chico: “Rato que rói a roupa/ Que rói a rapa do rei do morro/ Rato que rói o rato/ Roto que ri do roto/ Que rói o farrapo/ do esfarra-rapado/ Rato que rói o rato/ Tenaz roedor/ De toda esperança”. Pois é: por & pelo “desembargo/descargo de consciência”, tudo a ver.
“Ode aos Ratos”, parceria com Edu Lobo, foi composta para o musical “Cambaio”, de 2001. Anos e anos antes, 1968, eu escrevi o poema que vai em anexo, “Little King & Mickey Mouse in Wonderland”, publicado em meu primeiro livro, “Selva Selvaggia”, de 1976. Tempos depois, folheando o livro, uma namorada carioca me disse ter estudado o poema no colégio, numa aula de literatura. Foi quando perguntei: “Será que seus colegas analisaram ´o bicho´ direito, entenderam as metáforas, rerroeram as entrelinhas?”. Perguntas que deixo a vocês agora. De certa forma, meu poema de 1968 parece antecipar a letra do Chico. Meu Zeus! Lá se vão 50 anos e tudo ainda é tal e qual. “E, no entanto, nada igual”, diria Caetano. Ou não?
Clique no link a seguir para ver/ouvir a canção do Chico na voz do próprio:

https://www.youtube.com/watch?v=1lI2X0RyNSg

Ronaldo Werneck
Cataguases-MG-Brasil
http://ronaldowerneck.blogspot.pt/
http://www.ronaldowerneck.com.br


Ronaldo Werneck nasceu em Cataguases-MG, morou por mais de 30 anos no Rio de Janeiro e voltou a viver na cidade natal desde o final do século passado. Jornalista e crítico, colaborou com vários jornais e revistas cariocas: Jornal do Brasil, Pasquim, Diário de Notícias, Última Hora, Revista Vozes, Revista Poesia Sempre e Revista História, ambas da Biblioteca Nacional. Editor de Suplementos Literários, ensaista, tradutor e crítico de literatura, cinema e artes plásticas, tem textos e artigos publicados em vários veículos da mídia. Desde os anos 1990, assina a coluna "Há Controvérsias", publicada em vários blogs e no Jornal O Liberal, de Cabo Verde. É membro do Pen Clube do Brasil

 
 
 
 
 

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