FÉNIX

 

 

Sidnei Piedade

 
 

FOMOS FEITOS UM PARA O OUTRO
Por Sidnei Piedade


Ao seu lado descobri que entre o sonho e a realidade, existe um espaço chamado felicidade, onde fomos feito um para o outro....pois seu destino se juntou ao meu. Morando em seu abraço me sinto amado em você , sou teu olhar no escuro e o perfume que em sua alma penetrou. Cheguei , sua alma se tocou, quem é você , meu coração respondeu...sou o amor viajando nas asas da paixão e seu eterno salva-vidas. Rogo que a estrela do amor e da esperança esteja sempre iluminando nossos caminhos...pois quando o amor é verdadeiro continua vivo no coração e memória. Amar é um dom e querer quem a gente ama é um desejo eterno...pois eu sou você, você sou eu, um sendo parte do outro , apenas morando em corpos separados. O amor nunca se desgasta e sim quanto mais se dá mais se tem...fomos feitos um para o outro.
 

Sidnei Piedade
Assis - S Paulo - Brasil

 
 
 
 

Silas Corrêa Leite

 
 

A PESSOA DO PESSOA, UM FERNANDO POETA DE PORTUGAL
Por Silas Corrêa Leite


Fernando Pessoa, o maior Poeta da língua portuguesa, paradoxal em si mesmo, contraditório e insatisfeito pela própria natureza - no chamado contexto literário do “fazer poético”- , e numa uniformidade vivenciada para remotos tempos tenebrosos, com seus hilários (e históricos) heterônimos, foi, ele mesmo – pôr incrível e inaudito que isso possa parecer - diverso, e, em sua variedade de “entes” (ou euses), todos os tantos, num só pomo ou tomo criativo, e de eixo notório nesses duplos sentidos: Um “Sentidor”. A poesia pela poesia, que dura incólume para mais de décadas, cada vez mais lida, investigada, questionada, filosófica, anti-conceitual, egnimática pelo estilo, como se com contrastes literários, fundado num só mesmo homem, a pessoa do Pessoa.
Mesmo sendo da terra de Camões, quebrou rimas, desmontou métricas, e até a matemática rococó da literatura de seu tempo, viajou para o muito além de si mesmo, do estar em si, e consigo, e, um fingidor que era e que fingia que era, encorpou seus vários condinomes, tomou seu vinho diário, (morreu de cirrose - porque é melhor morrer de álcool do que de tédio – parafraseando Maiakowvski), mas deu testemunho de seu tempo, por diversas antiliricas maneiras igual aos nossos tempos de globalização inumana e amoral, em que os seres estavam perdidos, em que as navegações mais deram sal do que conquistas, desde os mares de Portugal, muito mais que exóticas explorações de mapas sacrificiais.
Um mito. Um gênio. Mas ainda assim um eterno enquanto durou, falecendo muito jovem, mas até então permanecendo moderno (pós, pan, multimídia, ultra-moderno?), e assim, dando testemunho da busca de si mesmo, em pegadas íntimas, trabalhando o vinho-verbo da língua própria, a língua pátria (mátria, Caetaneando), despojando as suas conjecturas, desdizeres, paradoxos, sendo Vários em um, com extremismos de renúncias, pertencimentos, questionários, e a questão humana de subviver entre “normais”, “comuns” entre contrastes, matizes e iluminuras.
Essa foi a pessoa do Pessoa,
Fiel a si mesmo, como nunca dantes, visionário por excelência. Um exótico entre babaquaras?. Morreu inédito e a sua primeira obra formatada (Mensagens), depois, mesmo de uma Lisboa Revisited, foi o testemunho de seu tempo, de um lugar, de um fingidor que nunca houve tão igual no contraditório, ao mesmo tempo que verdadeiro, pujante, humano e vivenciador de suas erranças e sofrências.
Amou e não foi amado?
Poetizou.
Um homem fora do contexto “normal” de sua época?
Poetizou.
Contrariou regras, detonou normas, não aceitou o modus operandi de todos iguais a todos, mas foi além de sua época nesse quilate. E assim Poetizou como ninguém.
Com Walt Whitman (a quem dedicou Poema), também deu testemunho de um contra-feitio social, contestando-o, passando o seu depoimento para muito além de para sempre, como Neruda, Brecht, Lorca, Rilke, Silvia Plath, Drummond e tantos outros.
Contestador de sua época, de zil melindres sociais, incautas imposições oficiais, parecia mais que um sábio alienado decodificando momentos e avessos históricos. Feito antena de sua época, só para citar Rimbaud. Houve escuro mas ele cantou em sua poesia prosaica, porque já antevia que o importante é que a emoção sobrevivesse.
Poesia é a respiração da alma?
Criou-se outro em si mesmo, dividiu-se para ser uno, e permanecer fiel ao seu talento, sua lucidez, seu cálice de fino calibre.
Era outro, tantos outros. Uns são?
A máscara de seus heterônimos formais estavam coladas à sua face, espírito ou ilhas de renuncias íntimas? Quem foi ele exatamente? Quem foi a pessoa do Fernando Pessoa? Era tanto sem nunca ter se perdido de si. E por isso mesmo, único. Ou o “perder-se de si” era exatamente o verbo Poetar? Lição da vida e coragem, num contexto histórico. Com cantou Caetano: “Uns são/Uns não/Uns vão/Uns hão/Uns drãos (acréscimos meus)/Uns grãos...” (parafraseando, acrescendo outros), pois existem OUTROS. E Pessoa foi esse um OUTRO em si mesmo, tanto, entre tins e tons e tais. Tantos em si mesmo. Tantos em um só Ser. Um iluminado que não foi enxergado pelos comuns de seu tempo. Um alumbrado táctil e isso só: um SER!
Canteiros de um só ser, enluado. Paradoxal. Fermento entre cravos. Jasmineiro ancorado no porto-solidão de sua solidão-albatroz?
Fragmentado e inteiro, universal e lusitano. Diversificado e pleno do Ser em si, infinitalmente uno.
Tudo em “Ele” mesmo.
A persona do Pessoa.

Silas Corrêa Leite
Itararé - SP - Brasil
Site: www.itarare.com.br/silas.htm

Blog: www.portas-lapsos.zip.net
www.artistasdeitarare.blogspot.com/


Silas Correa Leite - Professor e Ciber Poeta, Teórico e Especialista em Educação, Livre Pensador, Humanista
Santa Itararé das Artes, São Paulo, Brasil

 
 
 
 
 

Silvana María Mandrille

 
 

MEMORIA EN VUELO
Silvana María Mandrille

Duermen el sueño profundo del olvido
los pájaros desertores de la memoria,
memoria que es del hombre,
de los pueblos, de la historia…
Vienen de un pasado que oscureció sus plumas
y enmudeció sus cantos y enjauló sus vuelos,
vienen de refugiarse en la catedral del silencio,
emigrando de su propia vida, de su suelo.
¿A dónde llevarán la primavera
que esconden en todos sus inviernos?
¿Librarán a las flores y a los árboles?
¿Hallarán a las desparecidas mariposas?
¿Anidarán en la bóveda del santuario
lanzándose cual ideas nuevas
al tañer de las campanas?
¿A dónde irán los pájaros disimulando
el florecer de nuevas ilusiones?
¿Vendrán a proteger al mundo de los bárbaros?

Silvana María Mandrille
San Francisco (Prov. de Córdoba) - Argentina
http://bendita-poesia.blogspot.com.ar


Publicaciones:
2013 - “Mentes abiertas en espacios cerrados” - Vivencias como docente en contextos de encierro.
2014 - “Alas a la vida” - En coautoría con su esposo Jorge Emilio Bossa - Género: Poesía y narrativa.
2015 - “Matices del camino” - Género: Narrativa.
2016 - “Poesía herida” - Género: Poesía.
2017 - “EnAmorArte” - En coautoría con su esposo Jorge Emilio Bossa. Género: Poesía.

 
 
 
 

Silvia Ângela Rabone Palma

 
 

RESILIÊNCIA
Silvia Ângela Rabone Palma

Bela resiliência a minha, e sozinha
aprendi que quase tudo é dever
obrigação ou penalização
Porém, teimosias a parte e na arte
brinco com cada situação
haja motivação assunto
as vezes eu chego junto
as vezes me nego a ir
e morro de rir
disfarço pois tudo que hoje faço
tem um doce toque de mim
tem cheiro de minha pele
tem gosto de minha boca
que louca, brinca comigo assim

Silvia Ângela Rabone Palma
Cuiabá - Mato Grosso – Brasil


Silvia Ângela Rabone Palma é brasileira nascida em Presidente Prudente (SP), mas desde muito jovem vive em Cuiabá, estado de Mato Grosso – Brasil. É mãe e mulher profissional, cuja alegria de viver é sua marca pessoal. Escreve poemas desde sua juventude, mas só agora está vencendo a timidez em compartilhá-los com o público.

 
 
 
 
 

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