FÉNIX

 

 

There Válio

 
 

MIGRANTE NO AMOR
There Válio

Um coração instável em amar,
Uma busca em cada lugar
Nada encontra e não vai parar.
Inconstante e vil personagem
Vai zombando por onde passar
Pois não ama sequer a si mesmo.
Vai deixando um rastro de ira
Sem sentir remorso ou pesar
Na dureza de um coração,
Que parece ser feito de pedra.
Mas a vida tem os seus mistérios...
Certo dia em seu caminhar
Vai cruzar lá no fim da jornada...
Um semblante cheio de vida,
Transbordante de afeto e amor.
E no olhar penetrante e coeso
Tocará a emoção entorpecida,
E o coração empedernido...
Fluirá num rio de emoções,
Num encontro de alma e coração.

There Válio
Pilar do Sul - São Paulo - Brasil


Therezinha Aparecida Válio Corrêa, (There Valio), nascida em Pilar do Sul/SP. Coautora em várias antologias e coletâneas e tcoletâneas de história infantil. Também é autora do livro “O Amuleto do Casarão Amarelo”, editado em 2016. É membro do site dos Poetas Del Mundo, e também participa do site Recanto das Letras. É membro efetivo da APOLO-Academia Poçoense de Letras e Artes, de Poções, Bahia, onde é titular da cadeira de número 26. Atualmente é membro do Clube Literário e Artístico Nascente das Águas de Pilar do Sul (CLANA membro da Literarte-Associação Internacional de Escritores e Artistas e da PEAPAZ (Poetas e Escritores do Amor e da Paz).

 
 
 
 
 

(Tiago) - António Barroso

 
 

QUADRAS SOLTAS
(Tiago) - António Barroso

O mistério, em poesia,
É segredo que, inquieto,
Desvenda toda a magia
Quando termina o soneto.

Poeta de olhos risonhos
Tem rasgos de inspiração,
Guardados em doces sonhos
E em seu mundo de ilusão.

Festa de rico é esplendor,
Com traje de cortesia,
O pobre, tão rico de amor,
Faz festa só de alegria.

Toda a gente, pobrezinha,
Que busca um pouco de pão,
Pode entrar em casa minha,
Não tem porta nem portão.

Um grande exemplo de amor
Deu Jesus, na cruz, sofrendo:
- Perdoai-lhes, meu Senhor,
Não sabem que estão fazendo!

Mandaste esperar, esperei
Dias, meses, anos tais,
Que, sendo avô, já não sei
Se te devo esperar mais.

De mão dada, pela estrada,
Onde a chuva encharca o trilho,
Sem ter, por baixo, mais nada,
Tira o manto e cobre o filho.

Aquilo que a mente encerra
Com orgulho desmedido,
Bastam três palmos de terra
P’ra deixar de ter sentido.

In: http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Escritores/ANTONIO-BARROSO-TROVAS/Antonio-Barroso-TROV-03.htm

António Barroso (Tiago)
Parede - Portugal


António Barroso (Tiago), poeta português, nascido en Vila Viçosa, terra-mãe de Florbela Espanca, dir-se-ia ter herdado o espírito poético latente nessa atmosfera alentejana, tendo já obtido inúmeros prémios, desde primeiros até menções honrosas, em Portugal, Brasil, Itália e República Dominicana, para além de poemas em centenas de cirandas e antologias.
Por convite, que muito lhe honrou e aceitou, é membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras, em Cachoeiro do Itapemirim; Academia Rio-Grandina de Letras em Rio Grande e sócio do Clube dos Poetas Livres, em Florianópolis, e, ainda, membro da AVSPE – Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores; (todos no Brasil) Também, de "Os Confrades da Poesia” – Amora / Portugal; e associado do Clube da Simpatia, em Olhão. Colabora no Boletim da Associação dos Pupilos do Exército, na Revista Virtual Eisfluências e Antologias LOGOS (Portugal), na Revista Ventos do Sul (Brasil) e do jornal "Agora" de Porto Alegre, Brasil.
LIVROS ARTESANAIS DE POESIA: - Memórias do tempo que passa;Devaneios de Outono;Último Fôlego:"... antes que chegue o inverno "

 
 
 
 

Tiago Emílio Rosado

 
 

PROBABILIDADE
Tiago Emílio Rosado

Provável questão
De uma incerta interação
Nos movimentos lúdicos
Nos movimentos rústicos
Andando entre devaneios
Com o corpo si desviando das flechas dos arqueiros
Meio desforme na concentração
Mas procurando seguir até ali então

Olho os olhos dos algozes
Sem ouvir vozes
Está ali
Bem perto aqui
Haverá reflexo ágil
Sem sentir a dor como contágio
Naquelas expressões
Não devo me deixar levar
Pela confusão que está lá
Devo apenas persistir
Com calma insistir

Mas uma flecha me atingi
E fica
A pele se tingi
Do púrpura visceral
Daquela coragem quase astral
Do servo que si sabe-se encurralado
Por todos os lados
Não si deve fraqueja
Pois a dor
Pois a morte
Irão passar
Encontrando na alma do idealista a calma para si asserena

Quase cai
Mas minha confiança aqui não se partiu ali
Andando alguns passos
Retirei a flecha sem rasgos
No corpo atingindo
Mas não rendido
E apenas continuei
Sem ser um rei
E ali consegui chegar
Onde as estrelas tocam o mar
Sentindo minha alma si asserena.

Tiago Emílio Rosado
Itanhaém - SP - Brasil


Tiago Emílio Rosado - Artista plástico ,poeta, atleta amador de artes marciais ,praticante de Kardecismo.

 
 
 
 

Tonny Cota

 
 

ROMANCISTA
Tonny Cota

Sou flor
sou espinho
Sou amor
e carinho
Sou nascente
e poente
Sou romance
e cores
Nos ardores
de um peito
Sou a fênix
sou a cinza
sou menino
e menina
nas esquinas
nos bares
das cidades
sua rua em chão
vivendo na contra-mão
sou refrão
solidão
sou forte
sou fraco
tenho medo
da escuridão
dos pensamentos
sem sentimentos
Sou o galho
e o botão
Sou a visão
sou cidadão
do mundo
passageiro sem bilhete
apenas um lembrete
sou alguém
que chora
ri
e sonha
como todos!...

Tonny Cota
Itabirito - MG - Brasil

 
 
 
 
 

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