FÉNIX

 

 
Deborah Daniela H. Hernández
 
 

FUGA
Deborah Daniela H. Hernández

Ha pasado tanto
tanto, tanto, tanto
ya recuerdo poco
lo que me dolías.
Aun así quisiera verte
verte, verte, verte
y saber
porque te fuiste
sin decir donde estarías.

Deborah Daniela Hernández Hernández - Venezuela
em São José - SC - Brasil


Deborah Daniela Hernández Hernández nasceu na Venezuela, em 22 de maio de 1986; graduada em Engenharia Industrial, em Caracas, Venezuela; e, em Engenharia de Produção, pela UFRGS. Fala com fluência espanhol, inglês e português. Poetisa e romancista. Suas produções possuem requisitos singulares para uma leitura agradável. A literatura tem lhe transpassado que a perseverança traz luz para o amanhã. Tem participação nas Antologias: “Logos”, de Lisboa/Portugal; no Site Celeiro da Alma e em Obras Cooperativadas.

 
 
 
Deby Veneziano
 
 

INTIMIDADE
Deby Veneziano

Gosto desse teu olhar,
que me faz mulher
desejada.
Gosto da sua voz tão calma,
que me acaricia a alma.
Gosto do teu sorriso,
que ilumina o chão por onde piso.
Gosto de suas mãos.
Principalmente,
quando elas passeiam pelo meu corpo.
Enfim, gosto de estar com você.
Porque contigo posso ser quem eu quiser,
inclusive eu mesma.

Deby Veneziano
São Paulo - SP - Brasil
Academia de Letras de Teofilo Otoni
www.poesiaemfotografia.com.br
www.facebook.com/debyveneziano

 
 
 
Deise Torres
 
 

POEMA AO MEU PAI!
Deise Torres

Eu aqui vou rabiscar
Com carinho e emoção;
Em poema vou retratar
A saga de um campeão.

Mesmo que eu tente escrever
Um poema bem bordado;
Muito mais poderia caber
Num poema a Eduardo!

Uma seca sufocante
No Ceará instalou-se;
Enfrentando sol escaldante
Papai da lá, arribou-se.

Cearense no Maranhão
Tem fama de descansado;
Mas papai em desconstrução
Fez-se muito invejado.

Com dezoito anos, apenas,
E com garra para trabalhar,
Buscou uma cidade pequena
No Maranhão pra se fixar.

Foi Dom Pedro, pacata cidade,
Que escolhera como morada;
E sua única finalidade,
Era trabalho sem ter parada.

Trabalhar foi o seu lema,
Só parava para comer e dormir;
Não ia a baile nem ao cinema,
Nem sonhava em se divertir.

Sob o sol, sem cansaço aparente,
Assim eram os seus dias;
E a fama do cearense
Ele aos poucos descontruía.

Não tinha domingo ou feriado
Nem dia santo de homilia;
Não dava trégua ao cansaço
Não descansava um santo dia.

Fazia tijolo, fazia carvão,
Serviço pra ele não tinha mistério;
Cavava poço e cacimbão
E até a cova no cemitério.

E quando não tinha trabalho
No município para executar,
Papai ia caçar na mata
Para o pão não nos faltar.

Se um amigo doente lhe dissesse,
Quero companhia pra viajar;
Papai largava qualquer benesse
E solidário ia ajudar.

Mas tal esforço não lhe tirava
O bom-humor nem alegria;
Todo instante papai cantava
Alguma música que preferia.

“Ouro de tolo” cantarolava
Quase que o dia inteiro;
Dos incríveis “o vagabundo”,
E a canção do “bananeiro”.

E no “Pindorama” ele fez bonito,
Em minha festa de Colação,
Dançou a valsa comigo
Rodopiando que nem um pião.

Certo dia soube da festa
Que ia ter no ‘Lourenção’;
De madrugada ele ia treinar
Para nadar na competição.

Era um ‘grande acontecimento’,
Do açude, a inauguração!
E o povo esperava o momento,
A disputa da prova de natação.

E de todas as três provas
Daquela competição,
Papai com as suas manobras
Fez-se nelas, campeão!

Ganhou o nado de braço,
E o nado também de costas;
Venceu no remo com a boia,
Ganhou todas as apostas.

Ganhou do amigo Chiquito
Que foi vice-campeão;
Papai foi muito expedito
No açude “Lourenção”!

Seu Cordeiro, o então prefeito,
Alegre apertou sua mão;
Prendeu-lhe a medalha no peito
Com muita satisfação!

Desde o ano desse ocorrido,
Mil novecentos e setenta e três,
Jamais naquele distrito
Festa igual ninguém mais fez.

Mas passando tal evento
Ao trabalho papai retornou;
Para dá nosso sustento,
Ele jamais sossegou!

Papai sempre nos dizia:
- Vocês tratem de estudar!
Para não passar agonia,
Nem na sorte confiar!

Dizia não ter sossego
Por não ser homem letrado;
Para os filhos queria emprego,
A todos queria formados.

E que sua maior conquista
Foi um olhar azul de mulher;
De uma linda donzela
De nome Maria José!

Que desse dia em diante,
Conquistar mais nada quis;
Só pensava no olhar cativante
De sua linda imperatriz.

Trabalhava sem parar,
Mesmo assim sentia vaidade;
Só pensava em conquistar
A sua cara-metade.

Fez-se rei para sua amada,
E ela o fez sua majestade;
Ao conquistar sua namorada
Do Ceará, nem saudade...

Ao lado de quem se ama
Se esquece a dificuldade;
E assim papai conquistou a fama
Do homem mais trabalhador da cidade!

Deise Torres
Rio Branco - Acre - Brasil

 
 
 
Delma Gonçalves Mattos da Silva
 
 

A OUTRA METADE
Delma Gonçalves Mattos da Silva

À hora mágica
É quando você chega toca meus seios
Enlaça-se em meu corpo
Sonhos, devaneios se despem
E as máscaras caem
Num fatal ritual

Entrego-me inteira
Sou mulher, sou guerreira.
Sou a outra metade
A parte que falta
Que ocultas, que guardas
Sou teu bem, sou teu mal

Você me usa, eu te uso
Como se fosse pela última vez
E num longo abraço
Eu me reparto e te faço em pedaços
Que refaço em segundos
Na dor e prazer

Este louco delírio
Que marca na história
De mim… De você…
É como se todas as horas
Parassem no tempo
E os nossos momentos
É a doze certas
Que me faz junto a ti
A chama do amor

Reacender…

Delma Gonçalves Mattos da Silva - Poetisa & Compositora
Porto Alegre - RS - Brasil
Blog: delmacompositora.blogspot.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/delmagoncalves.mattos

 
 
 
 

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