FÉNIX

 

LOGOS Nº 11

NOVEMBRO 2014

 

 

Rosane Bastos

 

ANJO AZUL
Rosane Bastos


A vocês, deixo
A imensidão do mar azul;
O brilho das estrelas;
Um arco-íris no céu;
O bater das ondas nas rochas...
Permitam sentir...
Inspirem o aroma das flores.
É doce falar do eterno;
O que é transitório,
Logo transcorreu...
É divino ser tocado pelos anjos
E senti-los ao nosso redor.
Eles nos orientam, conduzem
E nos transmitem
Que a vida não é um vazio,
Ela pode ser preenchida
Com muito amor!
Em cada palavra, uma esperança;
É tempo de recriar e renovar.
Somos a semente de Deus.
Que esta semente germine
E dê frutos para que tenhamos
Uma farta colheita.

Rosane Bastos
Porto Alegre – RS – Brasil

 

 

Rosélia Martins

 

AMOR NO INFINITO
Rosélia Martins


Infinitamente
Amor
No infinito
Encontraremos nossos braços
Nossos beijos perdidos
Encontraremos a paz
Dos tempos idos
E a doçura de momentos
Não vividos
Infinitamente
Amor
No infinito
Gozaremos plenamente
Esse amor que tarda em chegar
Esse amor superior aos nossos corpos
Que sinto dentro de mim
No verbo amar
Infinitamente
Amor
No infinito
Te amarei com loucura
Me envolverei em teus afectos
Em teu corpo me enlaçarei
E nesse mundo distante
Para lá deste amor terreal
Iremos encontrar um amor
Feito paixão e amplexos

Ai amor
Só no infinito
Poderei viver intensamente
Aquele amor interdito
Que me apela incessantemente
Para teu corpo
Para teus braços
Para teus beijos
Para ti meu amor
Lá na distância
Apenas tua
Corpo e alma nua

amor
No Infinito !

Rosélia Maria Guerreiro Martins
Póvoa de St. Adrião - Portugal

 

 

Rozelene Furtado de Lima

 

DOR EM ESPIRAL
Rozelene Furtado de Lima


Um calor toma conta do meu peito
Como se o coração fosse imperfeito
Alargando, abrindo espaço e cortando pedaço
Dói de maneira diferente, crescente, pungente
É dor real!
Que se desloca em espiral
Em redemoinho, sem noção de onde parar
Sou sorriso, vez gargalhada ou pranto a ondear
Ímpeto de soltar desejo de reter
Permaneço enleada no verbo ser
Tudo é dolorosamente belo!
Tudo é grandioso, nada é singelo.
Sinto mudança em meus sentimentos
Não consigo controlar os pensamentos
É dor de doer, dor do querer, fininha constante
Esqueço do alimento, não durmo o bastante
Algo que quer controlar, prender e sufocar
Essa aflição dominadora, imperiosa
Essa dor que dói contraditória, gostosa
Dói tanto até sublimar
Não quero mais lutar
É a dor do não poder, dor mesclada do alvorecer
Saio da estrada, não sei de mais nada
Haja o que houver, seja o que Deus quiser
Aceno o lenço branco e agora não mais esconder
Esse amor querido, proibido, asilado,
Que acaba de nascer!

Rozelene Furtado de Lima
Teresópolis - Rio de Janeiro – Brasil
www.rozelenefurtadodelima.com.br

 

 

Ruth Farah Nacif Lutterback

 

VIVER É UM PRAZER
Ruth Farah Nacif Lutterback


Quando eu digo a minha idade e querem me desmentir,
diante à perplexidade, sinto vontade de rir.
Com os oitenta, já distantes, dos quais não guardo saudade,
curto prazeres marcantes que compensam, de verdade.
Pra que fazer questão... lamentar o que não posso?
Só o bom Deus sabe a razão: nem o próprio filho é nosso...
Não importa quantos anos se a existência é bem vivida;
vou driblando meus enganos surfando as ondas da vida.
Garantir saúde plena, seja a física ou mental,
nesta passagem terrena é regra fundamental.
Manter a calma constante sem desprezar o sorriso,
elimina o mal restante completando o paraíso.
Eis aí o meu segredo de tantos anos vividos
sem ódio, mágoa nem medo; com fé e amor desmedidos!

Ruth Farah Nacif Lutterback
Cantagalo - RJ - Brasil

 

 

Ruy Serrano

 

BEIJO APETECIDO
Ruy Serrano


O beijo apetecido pede-se e dá-se
É o beijo mais saboroso
Sabe a pouco apetece dar mais
Quando é doce e amoroso
Beijo apetecido é o que quero dar
Nos teus lábios carnudos
Que me desafiaram sem esperar

Quanto mais vezes eu te beijar
O beijo é mais apetecido
Vou sempre que puder aproveitar
Enquanto não for proibido
Sei que vais enjoar os meus beijos
Não sei o que fazer
Quando recusares meus desejos

Espero que nunca me proíbas
De te poder beijar
Esse beijo apetecido nos teus lábios
Húmidos são como cascata
De água cristalina que vem das fragas
E meu corpo molha e abraça
Num eterno apetite de te poder beijar

Ruy Serrano
Tomar - Portugal

 

 

 

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