FÉNIX

LOGOS Nº 1

Março 2013

 

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ADALTO MARQUES MACHADO

RETIRADA
Adalto Machado


Nasce a guerra,cresce a luta,
falsa crença e desamor,
e onde impera a força bruta
nasce o joio e morre a flor

Já é tempo, já é a hora
de empreender a retirada
sei que é triste,sei que é longa,
longa e triste caminhada

Solidão,luto e sauidade,
marcaram minha cidade;

Não vi luzes, não vi cores,
não vi rezas,não vi flores.

Porta e portões sem entradas,
sala e salões sem fachadas.

Rua e ruelas onde o vento
transforma a brisa em lamento,
rumo sul ou rumo norte,
foi-se a vida, fez-se a morte.

Foram-se marcos e brasões,
fez-se fim as tradições.

Foram partidas as correntes,
das celas gastas no tempo
e o sangue dos inocentes
surgiram na voz do vento.

Em cada beco ou esquina
daquelas ruas desertas
mãos famintas, mãos franzinas,
a espera da esmola incerta.

... e, nos porões das ladainhas,
quando tudo terminou,
cresceram as ervas daninhas
no chão que o povo rezou

Adalto Machado

ADÉLIA MATEUS

MAGIA OU ENCANTO?
Adelia Mateus



Sempre que penso em você o vejo
no distante do meu desejo
E me pergunto:

Será a magia dos deuses respirando
os sonhos que entre maviosas
primaveras nos esperam?

Seu corpo perfuma os meus desejos
quando de mim se aproxima...
Leve meu coração e o guarde junto
ao seu no mais profundo amor.

Quero morar no seu peito, sonhar
os seus sonhos, e beijar os seus beijos
tão apaixonados. Dormir consigo
como o sol no longe dos mares...

Na manhã de cada dia seremos
a ventura que nos oferta o fruto
dos nossos sonhos, quentes como
a luz da felicidade eterna.

Adelia Mateus

 

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

A   M E M Ó R I A  !
 Adriano Augusto da Costa Filho


   A Memória é uma coisa maravilhosa,
   Para o pensamento humano é luminosa.
   Sem ela seriamos automatos verdadeiros,
   Nas estradas, desgovernados caminheiros !
 
   Os nossos corações,seriam tensos e ciosos,
   Sempre em nossas almas uma constante.
   No mundo andariamos como um passaro errante,
   E ficariamos como animais preguiçosos !
 
   Não seriamos como passaros que gorjeiam,
   Nem como cobras que entre pedras serpenteiam.
   Seriamos levados pelo pastor que conduz o gado,
   E jamais brincando em qualquer lindo prado !
 
   No verão não estariamos à margem do oceano,
   Ficariamos sempre como um autor em outro plano.
   Jamais sentiriamos a nossa alma acesa,
   Só estariamos cumprindo a Lei da Natureza !
 
    Não olhariamos a meia noite virando em outro dia,
    Nem nas madrugadas o surgir do Sol sentiria.
    Seriamos tão sómente máquinas andantes,
    Conduzidas como quaisquer mutantes !
 
    No entanto, ter a Memória cintilante,
    O coração fica triste, como perda de um amante.  
    Recordar o passado às vezes é maravilhoso,
    E muitas vezes é por demais tenebroso !
 
    Lembranças imensas de um tempo que passou,
    Que nosso coração às vezes não perdoou.
    Muitas coisas poderiamos ter feito
    E as consequências seriam de outro jeito !
 
    Voltar, ir novamente  para formosos dias,
    Às belas manhãs da infância,às tardes saudosas,
    Lembranças dos queridos paisinhos amorosos,
    Vantagem da Memória desses tempos saudosos !
 
    A Memória é protetora do mal  e do bem,
    Equaciona tudo que fizemos também.
    O castigo é muito sempre natural,
    Deixa avisos pregados em nosso mural !
 
    Memória, parte eterna da vontade Divina,
    Ela é a razão de nossa eterna sina.
    Se formos seres para o bem dirigidos,
    Na eternidade sempre seremos conduzidos !
 
    Se para o mal formos enfim levados,
    Com certeza, odiados e malvados.
    Da Memória vil, como num terrivel inverno, 
    Iremos rapidamente para o fundo do Inferno !

Adriano Augusto da Costa Filho
Brasil

ALCÉA ROMANO

FÊNIX
Alcéa Romano


Fênix, teu nome é mulher.
Acolhe o amor.
Recebe calor.
Renasce na dor.
Voa, voa, voa!
Seja!
Inteira, para onde for.

Alcéa Romano
Belo Horizonte - MG - Brasil

 

 

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