FÉNIX

 

PÁGINA DE ABERTURA

 

Ilda Maria Costa Brasil

 

Ilda Maria Costa Brasil nasceu em 04.03.1949, em Restinga Sêca/RS; e reside em Porto Alegre/RS. Filha de Adelino Alves da Costa e Maria-Jesus Barrios da Costa. Reside em Porto Alegre/RS;

 

 

BIOGRAFIA

 

Graduada em Letras: Português-Inglês, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição, Santa Maria/RS;
Letras: Português e Literatura Brasileira, pela Universidade do Vale dos Sinos, São Leopoldo/RS;
Pós-graduada em Recursos Humanos para Administração e Supervisão de Escolas, pela PUC-RS.
Membro Efetivo da Academia de Artes, Ciências e Letras Condorcet Aranha, Restinga Sêca/RS;
Academia de Letras e Artes Sepeense/RS;
Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, Porto Alegre/RS;
Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Camboriú/SC;
Clube dos Escritores de Piracicaba/SP;
Teia dos Amigos, Sorocaba/SP;
Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias/RJ;
Academia de Letras Rio-Cidade Maravilhosa/RJ;
Academia de Letras de Teófilo Otoni/MG;
Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil;
Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas, Mariana/MG;
Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes;
Academia de Letras e Artes de Fortaleza/CE;
Academia Cachoeirense de Letras/ES;
Academia de Letras do Brasil – Seccional/Suiça;
Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais-Rio Grande do Sul;
Centro Hispanoamericano de Artes y Letras, Montevideo/Uruguay;
Os Confrades da Poesia, Amora/Portugal;
Accademia Internazionale Il Convivio, Castiglione di Sicilia/Italia;
Societe Academique d’Education et d’Encouragement, Paris/França;
Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture;
Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Genève-Suisse/France;
Associação Internacional dos Poetas del Mundo.
 

 

 

PRÉMIOS

 

Detentora de vários prêmios, dentre eles:
- Troféu Carlos Drummond de Andrade, Itabira/MG;
- Medalha de L’Ambassadeurs et Membre d’Honneur, Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture, Paris/France;
- Troféu INTERARTE, Academia de Letras e Artes de Goiás Velho;
- Medalha de Mérito Jorge Amado, Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais-RJ;
- Prêmio Cecília Meireles, Itabira/MG;
- Prêmio Luso-brasileiro 2013; Prêmio Literarte de Cultura 2013;
- Prêmio Carlos Drummond de Andrade Especial, Itabira/MG.

 

 

PUBLICAÇÕES

 

Tem publicado:
- “Pragas ou Anjos: Uma História Especial! - Conto” (2005);
- “Chave e Fechadura: Uma História de Descobertas! - Conto” (2006);
- “Três Gotas de Poesia – Haicais” (2007), em coautoria com Alunos do 1º e 3º Ano do Ensino Médio 2003, do Colégio Júlio de Castilhos, Porto Alegre/RS;
- “A Magia do Encontro - Contos e Crônicas” (2007);
- “Emoções e Arte – Poesias” (2007);
- “Lembranças e Vivências - Poesias (2007);
- “Peças de um mesmo Tabuleiro: Uma História Ímpar! - Conto” (2007);
- “Olhares – Crônicas Escolares” (2008), em coautoria com Alunos do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS;
- “Juntas, Hoje e Sempre – Duetos e Entrelaces” 6 (2009), em coautoria com a escritora e poetisa Victória Falavigna;
- “Palavras, A Linguagem da Vida!” (2009), em coautoria com os Alunos do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS;
- Romance Interativo – “Fantástica História de um Mundo Além da Imaginação” (2009), em coautoria com Alunos do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS;
- “Inquietudes D’Alma” - (2010);
- “Poesia, Uma Força Singular” (2010);
- “Traçando caminhos singulares...” (2010), em coautoria com os Alunos do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS;
- “De tudo fica um pouco!” (2010), em coautoria com Alunos do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS;
- “A Vida é um Palco; Nós, os Atores!” (2010), em coautoria com os Alunos do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS;
- Antologia Bilíngue: Português-Francês “L’Essence de La Poèsie!” (2011), em coautoria com as escritoras Alba Pires Ferreira e Ana Paula Costa Brasil, Paris/França;
- “Um Enigma – Romance Interativo”, em coautoria com Alunos do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS (2011);
- “Tecendo Raízes: Restinga Sêca e Personalidades Singulares que construíram sua História”, em coorganização com Emanuelle Tronco Bueno, Porto Alegre/RS (2011);
- “Ortografia” (2012); “Uma História de Amor – Romance Interativo”, em coautoria com Alunos do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS (2012).

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MOAXAHA À BELÍSSIMA LISBOA
Ilda Maria Costa Brasil

 

MEU CORAÇÃO DE POETA
Ilda Maria Costa Brasil

     
De meus antepassados, ouvia que Lisboa encanta.
E, por sua história, o mar ora chora ora canta.

Em Lisboa, diversas influências culturais se misturam;
Modernas tendências e estilos de vida criados foram;
Magníficos e verdadeiros espetáculos acolheram.
A religiosidade e o carisma, seu povo planta;
Dores, tristezas e mágoas, espanta.

Embora seus fados transpassem-me nostalgia,
Vejo neles um despontar de popularidade e energia.
Quero, em seu solo, dançar com alegria.
Quem não participa de suas festas, a mim desaponta
E, com certeza, a Lisboa desencanta.

“De quantas graças tinha, a Natureza
Fez um belo e riquíssimo tesouro,
E com rubis e rosas, neve e ouro,
Formou sublime e angélica beleza.”


Ilda Maria Costa Brasil

Nota: *Citação de Luís de Camões,
poeta natural de Lisboa/Portugal

 

... propaga ao mundo que
o orvalho, para as crianças,
são gotinhas mágicas
que aparecem, à noite, nas plantas,
para as fazerem brilhar.
Meu coração de poeta
propaga ao mundo que
o orvalho, para os apaixonados,
são pedras preciosas,
nas quais veem refletido
todo o seu amor.
Meu coração de poeta
propaga ao mundo que
o orvalho, para os velhinhos,
são lembranças especiais,
que lhes permitem rever
o filme da vida.
Meu coração de poeta
propaga ao mundo que
o orvalho são frutos
do trabalho árduo dos anjos,
que tudo fazem para manter
a união entre os homens.

Ilda Maria Costa Brasil

     

 

 

 

SENSAÇÕES ALHEIAS
Ilda Maria Costa Brasil


O céu estava na mais completa escuridão, e as ruas totalmente desertas. A passos lentos, Flávio, após um exaustivo dia de trabalho, retornou para casa. Imerso em seus pensamentos, repassou, como um filme em câmera lenta, todas as atividades que desenvolveu durante o dia.
Reviveu os momentos de ansiedade sentidos pela manhã ao chegar à empresa, onde receou ser tratado com indiferença e frieza pelos funcionários; todavia, teve uma recepção bastante calorosa e, com isso, rapidamente sentiu-se enturmado.
Disperso, somente após ouvir ruídos estranhos na calçada volta para realidade. Nesse momento, começou a transpirar e sua respiração ficou ofegante. Olhou de esguio à sua esquerda, nada! Olhou à direita, nada! Embora nada tivesse visto; no ar, algo desconcertante! Apressou os passos, pois a rua continuava deserta, mas o sentimento de desconforto aumentava.
Enfim, avistou o prédio onde morava. Correu até o portão e, rapidamente, o abriu. Chegou à portaria, ainda muito trêmulo. Jogou-se numa poltrona e perguntou ao porteiro:
– Eram quantos?
Com um toque de ironia e sarcasmo, o rapaz, sorrindo, lhe disse:
– Uns dez ou doze vira-latas

Ilda Maria Costa Brasil

 

 

 

     

LEMBRANÇAS
Ilda Maria Costa Brasil

 

FORÇA DO IMAGINÁRIO...
Ilda Maria Costa Brasil

     

Durante a minha infância, não tínhamos
brinquedos caros; tínhamos uns aos outros,
cerca de oito a dez crianças,
e brinquedos improvisados,
porém nos sentíamos bastante felizes.
Dispúnhamos de verdes campos,
amplos pátios e belíssimos pomares
para aprontarmos nossas travessuras.
Nosso dia-a-dia era enriquecido
pelas presenças de vovô Vicente e vovô Ramon,
senhores benevolentes, que nos ensinavam
que deveríamos ter afetos sólidos, apreços
pelas soluções lógicas e sermos dotados
de compaixão e equilíbrio. As suas vidas
eram claras e plenas de alegrias,
sustentavam, por nós
e demais familiares, uma afetividade infinita.
Vovô Vicente e vovô Ramon gostavam de viajar
e se adaptavam facilmente às pessoas.
Consideravam a honestidade e a verdade
fatores de muita importância.
Com seus encantos,
iluminavam a vida de todos os que cercavam.
Quando estávamos próximos a eles,
o carinho e o amor se acentuavam
em suas vozes e em seus gestos.
Ouvíamos-lhes com encanto e atenção,
no entanto, nem sempre os compreendíamos,
principalmente, quando algo de errado fazíamos
e a postura correta era exigida.
Hoje, suas lembranças embasam minha luta
pela veracidade e pela solidariedade.

        Ilda Maria Costa Brasil

 

O esplendor da fantasia
capta a minha criatividade como criador
e o meu espírito de observador
tal qual as minhas sensações
e conhecimentos,
esclarecendo-me mistérios e dúvidas.
O esplendor da fantasia
leva-me a viver grandes aventuras
e a encontrar soluções
para vencer obstáculos
tal qual tecer poemas e prosas, a partir,
ora de emoções profundas e puras,
ora de emoções críticas e reflexivas.
O esplendor da fantasia
faz-me perceber que alguns sentimentos
são mais fortes e importantes que outros
tal qual compreender o verdadeiro
sentido de fraternidade e de paz.
O esplendor da felicidade
mostra-me talentos e habilidades especiais
tal qual caminhos para superação
de medos e de dificuldades.
O esplendor da fantasia
oportuniza-me ora estar no mundo real,
ora no mundo imaginário
tal qual detectar em meu coração
um grande desejo de harmonia.

        Ilda Maria Costa Brasil

 

 

 

 

 

 

LÁGRIMAS DE SAUDADE E AMOR
Ilda Maria Costa Brasil


Por quase dezessete anos, tive Teca como companhia. Ela era parte da família. Quando viajávamos, a primeira bagagem a ser arrumada era a dela. Nada podia lhe faltar. Conhecia-me tão bem quanto eu a ela.
A cada dia se humanizava mais e mais, enquanto homens se animalizam enlouquecidos. Em outras épocas, eu diria que a humanização dos animais era impossível, fantasia; hoje, penso diferente; eles são tão sensíveis e capazes de amar como nós.
No Ginasial, ao ler Vidas Secas de Graciliano Ramos, fiquei bastante impressionada com a cadelinha Baleia, personagem de extrema sensibilidade e perspicácia. Teca não era diferente. Ao ver-me indisposta não se afastava sequer um segundo. Uma solidária e fiel amiga! Quando “questionada”, olhava-me atentamente e depois miava.
Teca tinha uma série de manias. Cedinho acordava-me para tomar seu leitinho morno; depois, comia uma porção de ração com sabor de frutos do mar. Mais tarde, tomava um pouco d’água e ia deitar-se nó pátio. Ao meio dia, seu almoço era uma coxinha de galinha grelhada. A cesta era no sofá. Quando acordava, circulava pelo apartamento. Como janta comia um suculento bife frito na hora.
Seu dia a dia era bem tranquilo: sol, TV, água, comida e afagos. À noite, na hora de dormir, quando percebia a minha movimentação, recolhia-se à sua caminha e não repousava a cabecinha enquanto não lhe desse boa noite. Com frequência, vejo-me a limpar lágrimas, lágrimas de saudade e amor.

Ilda Maria Costa Brasil

 
 
 

 

 

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