FÉNIX

 

 

Adalto Marques Machado

 

 

COLHEITA INCERTA
Adalto Marques Machado


SURGIU,
Num por de sol, quase noite,
o vento-chicote e açoite,
prenúncio de temporal.

CAIU,
e veio em nuvem enrolada,
estendendo a madrugada,
alagando capinzal

CHOVEU,
o rio fartou o leito
e aterra estufou o peito,
num rito de festival.

MOLHOU,
três meses lá no sertão,
quarenta léguas de chão,
caatinga sonhou cerrado.

MANHÃ,
um fogão enfumaçado,
bolo de milho amassado,
bom começo de estação.

É DIA,
aquelas mãos calejadas,
o vai e vem das enxadas
e a terra engolindo o grão.

A NOITE,
aquela paz que consola,
o amor, a pinga e a viola,
um desabafo: a canção.

É FESTA,
minha gente satisfeita,
vai sonhando com a colheita,
que virá se Deus quiser.

SE NÃO,
matuto é bicho valente.
Tira do peito um repente,
...canta o que der e vier!

Adalto Marques Machado

 

 

 

Adriana Aires

 

 

ACREDITO
Adriana Aires


Não acredito em nada que é passageiro,
Não acredito em nada que possa ser de repente,
Acredito em coisas duradouras,
Em amor verdadeiro,
Em amor em primeira e eterna vista.

Acredito na mudança da humanidade,
No abraço fraterno da criança,
No sorriso lindo da maturidade.

Acredito que tudo vale a pena,
Que a alma não é pequena,
E que não existe solidão.

Acredito em amizade verdadeira,
Em algo que nos torne companheiros,
Em lágrima derramada por alguma emoção.

Acredito em quase tudo que há no mundo,
Só não acredito em falsidade,
Em maldade,
E amor sem deixar saudade.

Adriana Aires - São Sepé - RS

 

 

 

Alba Pires Ferreira

 

 

À MARGEM...
Alba Pires Ferreira


...(re)pisando
anoitecidas mágoas
alcancei prai(a)manhã
aonde ajoelhando
lavei minh’alma
seus trapos
farrapos
todas penúrias
refletidas
em doutas águas
do rio
Marc(a)ntiga.
Find(o) banho...
Ah, estou pronta!!!

Alba Pires Ferreira - Porto Alegre - RS

 

 

 

Alceu Sebastião Costa

 

 

PELOS OLHOS DO CORAÇÃO
Alceu Sebastião Costa


A gruta não grita...
Apenas ouve!
Ouve o silêncio nativo,
Vezes do vento o silvo
Ou o farfalhar de asas noturnas,
Em revoadas curtas e soturnas

A gruta não grita...
Apenas ouve!
Ouve o cantar do riacho,
Que, com postura de macho,
Vence todas as barreiras
Dos remansos e corredeiras.

A gruta não grita...
Apenas ouve!
Diferente do meu peito,
Onde, à luz do bem feito,
Pulsa e grita, atento ao cenário de dor,
Um coração voltado ao resgate do Amor.

A gruta não grita...
Apenas ouve!
O meu coração ouve e grita,
Pois não sucumbe à desdita
De nascer e viver só para morrer,
Deixando ao compasso da sorte
A busca e a razão do novo amanhecer.

Alceu Sebastião Costa

 

 

 

Alcione Sortica

 

 

BALDE MAROTO
Alcione Sortica


Eu lembro, era moço!
E o balde maroto
traquinas garoto,
quebrava
o espelho das águas,
espalhando estrelas
no fundo do poço.

Alcione Sortica - Criciúma - SC

 

 

 

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Alfredo Costa Pereira

 

 

“DESTE UM NOVO RUMO À MINHA VIDA”
Alfredo Costa Pereira


Dedico estas palavras a ti minha querida que com o teu amor,
dedicação, inteligência e a tua beleza serena, não apenas na aparência,
porque conseguiste dar um novo rumo à minha vida! O teu rosto, amor, é um céu aberto;
os teus olhos são dois sois; os teus lábios, quando falam, cantam como os rouxinóis!
A serenidade e a alegria com que convives com os maus e os bons momentos como já assisti,
São sinais de uma segurança madura que me encantam e me atiçam o meu amor por ti.
És doce como o odor das rosas mais bonitas que já peguei!
O teu corpo maneia-se como tufos de plantas da areia com os quais já me encantei!
De ti nunca mais me poderei separar,
Porque amanhã…. Sim, amanhã é sempre dia para te amar…

Alfredo Costa Pereira

 

 

 

 

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