FÉNIX

 

 

Antonio Ferreira / Antonio Zumaia

 

 

VÔO PERDIDO
António Zumaia


Eram sete da manhã, a melodia ouvida com o intuito de me despertar, mais me embalava a continuar um sono reparador e foi o que aconteceu.
Senti nitidamente ser agarrado por um braço, tal como minha falecida mãe fazia quando me queria recriminar de alguma malfeitoria. – Não vás nesse vôo para Paris. Deixei de sentir a pressão no meu braço e uma luz que me trespassava mostrou-me o caminho de regresso. Acordei, desta vez sem necessidade da melodia do despertador.
Ao levantar-me senti uma leve tontura mas, tinha de me apressar porquanto a minha bela July esperava-me num ninho de amor que tínhamos construído em Paris e ainda não o desfrutamos completamente, contava ansioso os três dias que faltavam, mas eram bem ocupados a deixar tudo em ordem na firma de molde a que a semana que iria estar fora não prejudicasse os trabalhos a executar.
A ultima vez que estive em Paris fui para casa de um amigo português, casado com uma Francesa muito simpática e afável, por morarem ali bem no centro da cidade na rua Malesherbes, perto do local onde pretendia desenvolver uns contatos comerciais que me tinham levado à cidade Luz, aceitei o simpático convite do casal.
Na primeira noite, Fernando apareceu em casa com uma amiga da esposa, que me foi apresentada deixando-me espantado com a beleza e elegância das parisienses; Dei bastante trabalho ao meu atrapalhado Francês, que fez rir não só o casal como a recém apresentada July.
Depois de um jantar de luxo, servido por uma firma especializada em que absolutamente tudo é escolhido previamente por cardápio, providenciado e servido à mesa pela mesma firma. Já na sala pequena e acolhedora nos dias muito frios para mim e normais para eles, onde mais uma vez me deleitei em fazer rir os genuínos Parisienses com o Francês de um Caipira dos arredores de São Paulo.
Ficou assente que me satisfariam o meu grande anseio, que era assistir a um espetáculo no Moulin Rouge, cujas bailarinas do “cancan” eram famosas no mundo inteiro.
- Eduardo a July está de férias e vai ajudar-te na deslocação a Montmartre onde tens negócios a tratar, eu vou para a Embaixada e a Genevieve tem consultório pela manhã e de tarde tem assistência no hospital, é uma médica muito solicitada tal como a July. Para almoçares te indicará certamente um bom restaurante onde podes tomar a refeição e à noite logo iremos jantar vendo as tuas bailarinas. – Disse rindo.
- Ficarei feliz por ter tão bela guia nesta maravilhosa cidade.
- Cuidado amigo Eduardo, as parisienses são apaixonadas pelo romantismo dos portugueses.
- Um brasileiro serve?
A resposta foi um coro de gargalhadas com que me brindaram.
No dia seguinte tratei de todos os meus afazeres de negócios a que a ajuda de July foi muito útil, porquanto a Empresa era gerida pelo dono, que era amigo de seus pais. Depois de amena conversa ficou assente abrir a representação desta Firma de perfumes em São Paulo.
- Quer almoçar em minha casa ou num restaurante?
Fui apanhado de surpresa e demorei a responder: – Onde a July achar melhor.
- Bom! Então vamos a minha casa.
Dirigiu a viatura para um dos bairros elegantes de Paris e breve se encontravam num apartamento belissimo e decorado com muito bom gosto.
- Gosta do meu cantinho? Já falei com a Geni que nos vai fazer algo de muito bom para almoçarmos, agora vamos tomar um aperitivo.
Serviu-me e sentou-se ao meu lado, o seu perfume entontecia-me ou então era a sua figura estilizada, a verdade é que em breve a tinha nos braços e a beijava. Acariciamo-nos longamente e só paramos quando Geni nos veio interromper, o almoço estava servido.
- Eduardo desculpe este meu arrebatamento, mas os seus olhos provocaram-me e eu nem sei se é casado e tem responsabilidades de família, peço que me perdoe.
- Quem tem de pedir perdão pelo meu arrebatamento sou eu. Divorciei-me à cerca de quatro meses, tenho dois filhos lindos que estão ao cuidado da mãe.
- Curioso, estou divorciada à cerca de quatro meses também, fui encontrar o meu ex- marido na minha cama com um homem, nunca o imaginei homossexual. Foi um grande desgosto, pois sentia por ele muito carinho.
- A minha ex-esposa penso que nunca me traiu, mas era demasiado permissiva aos elogios de outros homens mais jovens que eu e antes que acontecesse algo de aborrecido, acabei com o casamento.
Depois de um belíssimo almoço sentamo-nos na sala em amena conversa, falei-lhe dos meus negócios no Brasil e ela da sua profissão de médica, das nossas famílias, enfim só faltava mesmo era nos conhecermos na intimidade; O problema foi resolvido na cama dela. Era bem pequena de estatura, mas de um corpo maravilhosamente moldado e de uma doçura que me encantou. Mais parecia uma boneca que propriamente uma mulher; Estava habituado a ver a mulher brasileira, sempre de formas exuberantes e belas, com um sorriso que sempre considerei o mais belo do mundo, mas simplesmente agora estava a ficar apaixonado por uma boneca, que mais parecia de porcelana.
- Estou a apaixonar-me por si senhor Brasileiro.
- E eu por si senhora Francesa.
Depois de um banho reparador, July tentou dar-me roupa do seu ex. o que rejeitei com repulsa, o que foi notado por ela ao dizer sorrindo: – Não se pega!
Falou com Fernando pelo telefone a combinar o encontro à porta do Moulin Rouge, porquanto July já marcara a mesa para jantar.
Simplesmente fabuloso o espetáculo que me foi dado assistir, o ritmo da dança aliado à beleza das bailarinas, fez que o jantar confeccionado por cozinheiros célebres em Paris e no mundo, fosse deglutido como um arroz com feijão na minha “Chácara” de Ribeirão Preto, onde reunia os amigos para um churrasco e trocar conversa.
Acabei dormindo na casa de July e no outro dia, entre muitas promessas de amor, embarquei para o meu amado Brasil.
Apenas dois dias faltavam para voar para os braços da minha boneca Francesa, quando o telefone da minha secretaria quebrou este belo pensamento.
- É uma chamada internacional de uma senhora francesa, posso passar?
- Pode sim Sandra.
Num francês correto e melodioso ouvi: – Meu querido, não venhas a Paris por mim, meu marido zangou-se com o amante e voltou para casa.
Quase caí da cadeira de executivo, mas depois de alguns segundos para acalmar respondi: – Tudo bem July, felicidades com o teu regressado marido.
Pedi à Sandra para desmarcar a minha passagem, e à noite fui fazer justiça a bela mulher brasileira.
No dia seguinte à minha desmarcada viajem, ao entrar no escritório fui surpreendido com a voz emocionada de Sandra: – Senhor Eduardo o avião onde o senhor devia ir para Paris caiu no Oceano Atlântico.
Elevei os olhos e murmurei: – Obrigado minha querida mãe.

António Zumaia

 

 

 

António Justo

 

 

A FARSA DA SÍRIA - Já não há Guerras civis só há Guerras democráticas de Relevo internacional!...
A Guerra dos Interesses económicos e geoestratégicos
António Justo


Em tempos democráticos também a guerra tem de ser democrática!... Por isso o espírito democrático ocidental, das grandes potências, tudo faz para que a guerra seja democrática e como tal surja do povo, mas lá fora, onde a democracia ainda não vive bem. Então os revoltosos chacinam e a TV alegra-se por poder mover a veia sentimental dum povo padecente não da guerra mas da sua “paz”. Depois a maioria dos cidadãos protesta e grita para que seus estados intervenham para porem cobro à barbárie alheia. Passados dois anos de desinteresse na formação dum governo de coligação do presidente Assad com os revoltosos, os janotas do poder (EUA, Inglaterra e França), cheios de compaixão pela dor dos seus, depois de terem enchido os seus rebeldes de armas até aos dentes, levantam as vozes, apregoando a intervenção mortífera como solução, em nome da humanidade. Como no Iraque e noutros lugares intervêm então para porem fim à cólera e depois se irem embora deixando a peste.
Só para relembrar: a Síria é o palco dos interesses entre dois pretendentes a serem potências hegemónicas no mundo islão: dum lado os interesses da Turquia (apoiados pelos EUA) como ponta avançada dos sunitas e do outro lado os interesses do Irão como representante dos xiitas. No Iraque também havia o mesmo conflito entre xiitas e sunitas e urdiram-se os mesmos pretextos para depor Saddam Hussein. Depois da intervenção armada dos EUA e coligação, a situação e as lutas entre os grupos rivais é muitíssimo pior que no tempo de Saddam Hussein.
Na Síria não há uma guerra civil, há uma guerra de rebeldes ao serviço de interesses estrangeiros (e dos extremistas islamistas) contra um estado de direito que por muito torto que seja, o seu direito não é menos torto do que o direito dos pacifistas armados. No seguimento doutras mentiras, à mentira do Iraque juntar-se-á a mentira da Síria. A pretexto de armas químicas pretende-se justificar uma intervenção militar. De qualquer modo a punição do uso de armas químicas só viria castigar Estados e nunca rebeldes que as usassem!...
Tal como na fase da motivação da população para a intervenção no Iraque, os meios de comunicação social quer europeus quer dos EUA, fomentam a histeria dum público aberto e preparado para toda a espécie de manipulação. Constroem-se cenários e multiplicam-se informações contraditórias para confundir quem só tem tempo para assimilar os títulos dos jornais e viver de uma opinião formada principalmente de desinformação. Para nós, os cidadãos bem viventes do Ocidente, também nos convém o engano que os nossos eleitos nos propagam. Confiamos-lhe a preocupação do nosso bem-estar e dele também faz parte a posse duma boa consciência. Por isso ficamos-lhes gratos por nos enganarem porque além do lucro do domínio temos o proveito da boa consciência. Somos alimentados a falar dos barbarismos dos outros, bem como dos barbarismos doutros tempos para não notarmos o aziúme das barbaridades de que vivemos. O não saber também ajuda a viver!
Hoje, no tempo das culturas globais, um conflito local passa a ter significado global, dado, as potências terem transferido as guerras para as regiões onde decorre o negócio. Hoje as linhas de batalha decorrem onde os interesses das potências colidem. Antigamente eram as monarquias que regiam os povos, hoje são as oligarquias das grandes potências. Por isso se passa da época das guerras para a das guerrilhas. Praticamente deixa de haver guerras civis para haver guerras democráticas de relevo internacional!...

Como se constata, até a guerra se democratizou, sim, porque parte do povo. A estratégia muçulmana tem-se revelado como a de maior eficiência da nossa época, pelo que é aplicada com sucesso também pelas potências ou pelos países que pretendem sê-lo (caso da Turquia e do Irão). O Ocidente deixa nos seus países os estilhaços da guerra e eles trazem para o Ocidente os filhos da guerra.

Sim, o cidadão anafado prefere não saber para melhor viver! O futuro é sempre prometedor porque é futuro; não importa qual!

António da Cunha Duarte Justo
www.antonio-justo.eu

 

 

 

Antonio Paiva Rodrigues

 

 

MINHA VIDA, SUA VIDA, NOSSA VIDA.
Antonio Paiva Rodrigues

Devagarzinho entraste na minha vida sem permissão com seus lindos cabelos e olhos azuis flamejantes perfumaram meu coração de veludo com muita abnegação e seus lindos lábios brilhavam enaltecendo nossos semblantes. Era como o navegar e o deslizar num lindo mar sem tristeza a minha alma esplendorosa anunciava uma feliz sentença, nova oportunidade surgia com amor em forma de beleza. Uma paixão sem viés envolvia meu coração com sua presença, amor um dom divino e grandioso que o Pai Maior nos ofereceu, nos abraços e nos beijos nos deliciamos com grande extasia calorosa orquestra se ouvia ao longe, eram os pássaros ao som da lira de Orfeu. Nossas vidas não têm dissabores, somente felicidades, alegrias sem fantasias. Amamos-nos loucamente e esquecemos que ao nosso redor o mundo existia, eram essências de um grande amor aconchegante que nos deliciava como belas poesias.
O nosso amor belo não tinha dimensões nasceu ao alvorecer de grandes e ternos dias, tão sutis que somente nós percebíamos as reações. Eram simples, singelas, mas de enormes luzidias. Procuramos a todo custo alcançarmos as gustações de um caminho estreito curtinho, que nos conduzia ao sabor de sensações inarráveis e repletas de emoções. Que nos levava ao prazer e a sensação gostosa que irradia. Mais amor sem regras tradicionais e sem desencanto. Amo-te, juro que te amo com toda vaidade e enlevo na minha visão tu és um brilhante enriquecendo meu encanto. Somos almas gêmeas, almas afins, afinal somos eternos que Deus nos uniu com todo amor, carinho e afeição...
Os ponteiros do relógio giram suavemente e nosso afago é viril e o nosso amor é o mais belo dos belos. Na vida o amor sempre esteve presente reverberando raios fulgentes de felicidade, jamais deveria viver triste e descontente, porque a ausência desse néctar gera ansiedade. O orbe reflete amores resplandecentes brota dúvidas em meu coração e fico triste. A incoerência se eleva em escalas efervescentes ao explanar e luzir as palavras fico indiferente.

Nessa batalha para alçarmos a felicidade não consigo vencer os vários percalços, porque amar já não é mais simplicidade e nessa tristeza e desamor vivo sem destreza, carregando dores e aflições dentro da alma. Com essa inércia sinto raiva da minha incerteza. Este amor que lhe proponho é mais do que puro, começado e intercalado por momentos ordenados, nunca houve mudanças, disto estou firme e seguro. Prometo-te carinhos, beijos e afagos bem-aventurados, e as benesses ilustram nossos anseios de um belo amor, nossos corações palpitam, saltitam ardentementes,
imantando energias fluídicas repletas de fervor. Destarte a simpatia esteja em nascedouros resplandecentes.
Dessas virtudes e outras mais vamos direcionando nosso amor com esforço titânico para que tudo reluza numa pureza dignificadora. Digna de dois seres que se amam, no entanto, o aconchego é só temor, o ânimo de cobiça se entranha na vontade intrínseca e purificadora. Vamos aproximando e unindo as nossas energias num só esplendor, na única intenção de fortalecermos nossos laços desprendidos e pouco a pouco nos juntamos num elo de sabor delicioso e redentor. Entregamos-nos em abraços apertados, em carícias e beijos enternecidos. No balanço de uma bela rede nos amamos, numa cama macia e confortável nos deliciamos...
Com ternura, o amor se transforma em atos insanos, ideias dão lugar a volúpias e nos transformamos em dois seres desnorteados e acumpliciados. Abraços e beijos são delírios com gemidos rutilantes que culminam em ápice de amor e de desejos relutantes, num quadrante em que os sons são orquestrados. Amor vira loucura, loucura vira amor sem temor à ausência dos atores das cenas amorosas é terror. Terror sem medo, medo sem terror, só prática do amor, sensível, belo, estonteante que gera clima delicioso de sabor, agradável, apreciável, louco, são adjetivos gratificantes, o tempo passa ao som de uma bela melodia orquestrada.
Só temos a ganhar nada a perder esperamos frutos nobilizantes, só nos resta desmesurado êxtase de uma noite ávida e coadunada. O sonho do enamorado é ter o amor reconhecido, não magoar o coração moldado pelo carinho da amada reduzido. O enamorado é um eterno apaixonado, de coração fiel e ações deslumbrantes. Vive momento intenso e deslumbrado no rol da paixão e de entregas dignificantes.
Pensa, repensa e chega a desperdiçar momentos felizes por mera indecisão, lamenta sempre a espera de enamorar, atitude inóspita que desola seu coração. Amar e ser amado eis a questão devida, levante e tome atitudes depuradoras e não seja infiel respeite a sua amada querida. Juntos crivem o coração de amor sem masmorras.

Antonio Paiva Rodrigues
Fortaleza/ Ceará - Brasil

 

 

 

Aparecida Eliane Silva

 

 

A VEZ PRIMEIRA
Aparecida Eliane Silva


Os primeiros passos,
quem me guiava?
As primeiras palavras,
onde eu estava?

O primeiro dia de aula,
estrada do conhecimento.
O primeiro brinquedo
não houve arrependimento.

O primeiro amor,
Aquele namorado.
Os olhares e o abraço.
Quanta emoção e agrado.

O primeiro filho,
são todos queridos,
flores do jardim
dos anos vividos.

O primeiro curso...
Não esquece a faculdade!
Quantas horas de estudo,
sem levar em conta a idade.

O primeiro desafio,
conquistar um trabalho.
As grandes expectativas.
Há sempre um atrapalho.

A primeira perda
daquele ente querido.
As lembranças ficam...
Momentos não esquecidos.

As primeiras etapas!
A vida, uma cronologia.
São coisas passageiras,
parte da eterna guria.

Aparecida Eliane Silva
Restinga Sêca - RS

 

 

 

Arlete Piedade

 

 

BOMBEIRO
Arlete Piedade

Será só da natureza ardente pelo calor extremo do verão
ou também do descuido do homem com a mata e floresta?
Então porque se encontram vestígios criminosos pelo chão
e onde o incêndio lavra, árvores ardem, casas e nada resta?

Como podem culpar esses heróis abnegados, os bombeiros,
quando no Inverno, lhe retiram subsídios e negam material !?
Se ao surgir o fogo imparável e aterrorizador, são os primeiros
sem dormir e comer, incansáveis enfrentam o calor infernal?

Tudo esquecem, a família, os filhos, os sonhos e até a sua vida
ao assumirem um compromisso sagrado, uma divina missão
de ajudarem a humanidade a derrubar esse terrível inimigo...

no afã de chegaram ao seu destino, e iniciaram a sacra lida
acidentes ocorrem, bens e heróis despedaçados pelo chão
ou cercados pelo fogo, carbonizados, desprezando o perigo...

Arlete Piedade

 

 

 

Ary Franco (O Poeta Descalço)

 

 

A ROSA ENGANADA
Ary Franco (O Poeta Descalço)


Acabara de nascer, era ainda um botão.
Lugar lindo onde estava. Era um jardim.
Sempre um moço vinha cuidar de mim.
Por ele nutria uma apaixonada gratidão.

Pelas manhãs, antes mesmo do sol raiar
trazia alguma água para me borrifar.
Adubava e afofava a terra de minha roseira.
Sorria pra mim de uma delicada maneira.

Cresci feliz em meio a tanto amor.
Ficava mais vermelha pelo rubor
daquele desvelo a mim dedicado,
até que um dia tive meu galho podado.

Foi tão triste, aconteceu tão de repente...
Fui colocada numa caixa para presente,
ofertada a uma moça, sua namorada.
Ao ver-me, pareceu-me ficar encantada.

Acabei meus dias esquecida em um jarro,
chorando pelo meu destino tão bizarro.
Resisti com minh´alma alquebrada
até a última pétala despencada ... !

Ary Franco (O Poeta Descalço)

 

 

 

 

Livro de Visitas