FÉNIX

 

 

Carlos Marcos Faustino

 

 

ETERNO AMOR
Carlos Marcos Faustino


É nas paredes do coração que te guardo e que sempre te busco,
Quando a saudade vem arrebatando trazendo tudo,
O que um dia foi presente, mas que o tempo levou pra longe,
Um sentimento que permaneceu comigo, mesmo sem ter futuro.

E se eu disser que não passa das horas sequer um minuto,
Ou que dos dias, dos meses , dos anos nem um segundo,
Sem que a qualquer tempo, desperto,. Sonhando ou dormindo,
Eu te faça presente e mesmo que um dia eu houver partido,
Eu sei que você estará sempre comigo,.

Não sei de que vida ou de que mundo ou espaço,
Mas sei que esse afeto, esse amor, sempre houve existido,
Pressinto que mesmo vivendo sem compartilharmos todo o tempo,
Na alma o vento te traz pros meus braços a qualquer momento.

Carlos Marcos Faustino
20/08/2013- Terça feira 01h09m

 

 

 

Carmen Lucia da Silva Cardoso

 

 

E-MAIL
Carmen Lucia da Silva Cardoso


Não guardes
Esta lembrança de mim
Assim feia
Assim triste
Apagada
Leve esta lembrança de mim
Lembrando às vezes de lembrar
De molduras soltas
De mãos teclando
De dedos amarrados
Com medo, dos medos
De andar sem jeito,
Tão sem jeito de sair
E se afasta desta face
Deste fato, desta tela
Deste e-mail, deste fim.

Carmen Lucia da Silva Cardoso
Porto Alegre - RS

 

 

 

Carmen Lúcia Hussein

 

 

A BELEZA
Carmen Lúcia Hussein


Rezo quando contemplo a beleza
Vejo Deus na beleza
Da música
Da poesia
Da verdade na ciência
Das boas atitudes
Do amor
No sorriso de uma criança
E no canto do sabiá na árvore
A beleza está além das palavras
Que se transformam em poesia
E em música
A vida toda não seria uma busca da beleza
No meio do caos sem sentido ?

Carmen Lúcia Hussein

 

 

 

Carmen Vervloet

 

 

LÍNGUA PORTUGUÊSA
Carmen Vervloet


Poetizada por Bilac e Caetano,
língua-mãe de um povo varonil,
língua doce onde ouço e falo “eu te amo”,
expressão do sentimento do norte ao sul do Brasil.

Dos trovadores tu és o júbilo e a inspiração,
da nossa alma tu és o casulo, o gentil ninho,
com teu vocabulário se expressa o coração
e nos cantares vais abrindo os caminhos.

Se por ventura te atropela o povo incauto,
aceitas expressões que se difundem afoitamente,
e no azul marinho deslizas teu léxico-barco
sob o teto estrelado de um céu resplandecente.

E o teu som tão lindo encanta mundos...
Lira singela, sonata em execução,
espalhas a música do sentimento mais profundo
e unes irmãos que habitam em tantos chãos.

Carmen Vervloet

 

 

 

Carmo Vasconcelos - Carminho

 

 

NOSTALGIAS
Carmo Vasconcelos


Nos galhos verdes pulam os pardais,
e nos rebentos bicam avezinhas,
voltam a casa os gestos paternais,
soltam-se aromas doces das cozinhas.

Repicam sinos as Avé-Marias,
regressam alvas pombas ao pombal,
ouvem-se rezas, carpem nostalgias,
rolam os terços, abre-se o missal.

Já vai o sol deitar-se com a lua,
oscular d’ oiro a sua concha prateada,
hora de anseios e sede de ser tua,
ser como a lua, de beijos inundada.

É noite, é dia?... Pra mim tanto me faz,
já que ao meu leito não vêm mimos teus,
trazer ao nosso amor tempo de paz,
tréguas à luta dos desejos meus.

Não há pra nós, perdidos mendicantes,
a esmola que nos dê como viver
esse êxtase supremo dos amantes
que explodem cios, nas chamas do prazer.

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
17/Setº/2012

 

 

 

Carolina Ramos

 

 

NUM PONTO ALÉM...
Carolina Ramos


Somos fruto da espera. E a espera continua...
pela existência afora. Há um sonho que se esconde
no anseio de um porquê que o espanto não situa,
a vida não diz quando e a morte não diz onde.

A cada passo dado, é mais comprida a rua.
E a espera se prolonga, até que o tédio a ronde.
A lua espera o sol... O sol espera a lua...
E o céu espera a calma, embora o raio estronde!

Há pontos no infinito... e há múltiplos espaços
entre os quais gira o mundo. Impele nossos passos
o tempo que se arrasta a contornar a esfera.

E perdido no azul imenso do infinito,
indaga, sem resposta, o nosso olhar aflito:
Meus Deus, o que há no além... depois da longa espera?!

Carolina Ramos
Santos SP- Brasil

 

 

 

Ceres Marylise

 

 

ESTA SAUDADE...
Ceres Marylise


Visto-me como o outono: de amarelo,
cor dos meus sonhos não concretizados.
Nessa paisagem de brisa enfraquecida,
as folhas voam em vários tons dourados.

Meu coração de passarinho traz brilho
de outonal e romântica abordagem,
de crisântemos que vivem escondidos
e só se mostram na cor desta saudade.

Só assim eu me encontro com tu'ausência
que está onde eu estou, nesta lembrança,
e em minhas mãos que soltas, já se cansam.

Que no meu sangue a gritar tua presença
haja um cartel de silêncio e a esperança
de suportarmos a dor dessa distância.

Ceres Marylise

 

 

 

 

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