FÉNIX

 

 

Enio Batista Filipini

 

 

FLOR DE CAMPO
Enio Batista Filipini


Que de ti
Ninguém tem ciúme
Nem sequer teu perfume
Alguém percebeu
Flor do campo
O maior dos encantos
Quanta beleza
Que a natureza
Nos ofereceu

Flor do campo
Mesmo sem pensamento
Embaladas pelos ventos
Se beijam ao luar
Jardim silvestre
Que matiza o pampa
Ouve o sabiá que canta
E vê as estrelas brilhar

Flor do campo
As abelhas te beijam
As borboletas andejam
E repousam no teu lar
Flor do campo
Que as cores retrata
Perfumes das matas
Beleza sem par

Flor do campo
Que nasceu ao relento
Entre os bem-me-quer
Primeira mulher
A índia que nasceu aqui
Boneca selvagem
Que olhava sua imagem
Que banhava seu corpo
No Vacacaí
Brilhante figura
Lábios doçura
Botão de Flor
Que nasceu do amor
Da flor guarani

Enio Batista Filipini
Formigueiro - R

 

 

 

Erci Ruviaro Marzari

 

 

LUZ
Erci Ruviaro Marzari


Luz maravilhosa, infinitamente necessária
para vivermos em harmonia conosco
e com o mundo.
Luz que ilumina o caminho,
que brilha como sol, nos aquece
e nos mantém de pé.
Luz que está na amizade e na canção.
Luz que aponta a grandeza do amor.
Luz divina, que nos atrai
e dá forças para chegarmos até Deus.
Luz belíssima, que acalenta
e da cor para nossas flores,
nossos matos e nossos campos.
Luz que encanta, com sua beleza
e nos mostra a felicidade,
os sucesso e o bem estar.
Luz tão clara, eternamente linda,
que me inunda com teu brilho
que nos leva a verdes campos
para descansar.
Luz fortíssima, que nos fortifica
e nos enche de alegria e gratidão.
Luz poderosa, que tem o a força
de nos acalmar.
Luz grandiosa, que nos atinge
e nos cobre com seus raios de amor.
Luz verdadeira, que com seus raios nos transforma
em seres verdadeiros e construtivos.
Luz que aquece nossos corações,
transforma-nos em pessoas melhores
e cobre-nos com amor fraterno.
Luz que brilha dentro de nós,
onde está nossa graça,
nosso amor e nosso Deus.

Erci Ruviaro Marzari
São Sepé – RS

 

 

 

Fahed Daher

 

 

A PRESENÇA DE DEUS
Fahed Daher


Alguma vez senti, em anos já passados,
na minha luta tanta, em fazes aguerridas,
em plena paz senti, comigo, compassado,
que Deus estava aqui seguindo a minha vida.

Por tempos reneguei e tive esquecida
esta presença e fui, na luta, empenhado,
buscando conquistar vitórias na subida
do mundo hostil, aonde me vi colocado.

De novo é na paz que sinto Sua presença,
buscando meu pastor, neste horizonte imenso,
e sinto simplesmente, pois não busco ou penso.

Eu sinto que Ele está presente, é uma existência
e nós não O encontramos, pois no turbilhão
da luta do dinheiro, turva-se a razão.

Fahed Daher
Médico – Apucarana- Paraná

 

 

 

Felipe Cardoso Wilasco

 

 

LABIRINTO
Felipe Cardoso Wilasco


Entradas e saídas;
Ruas mal vividas.
A fauna contrasta a flora;
O amanhecer sem demora.
Histórias e escolhas
Da esquerda à direita
À procura de uma saída;
Sem percepção do horizonte.
Chegada pendente;
Caminho crescente.

Felipe Cardoso Wilasco
Porto Alegre - RS

 

 

 

Felipe Yonamine Costa

 

 

VERDES ANOS
Felipe Yonamine Costa


A vida é como um filme,
pois criamos
os nossos personagens;
vivenciamos momentos
dramáticos e alegres;
construímos o nosso mundo
em prazo curto;
acrescentamos sabedoria,
passamos por diferentes missões
em anos verdes;
curtimos a vida;
jogamos fora males
que dominam o mundo.
Em meios alheios,
desvendemos grandes mistérios
e conhecemos pessoas
com capacidades imensas.

Felipe Yonamine Costa
Porto Alegre - RS

 

 

 

Fernando Reis Costa

 

 

CRAVO VERMELHO
Fernando Reis Costa
(a ti, Isabel!)


Aquele cravo vermelho, lindo, que regavas
Na varanda, que era o teu jardim,
Flor, como as demais, de que gostavas,
Pareceu aperceber-se do teu fim!

Esgotou em lágrimas a água que lhe davas;
Tanto chorou que ficou seco e caiu.
Sentiu que eras tu que lhe faltavas:
– Qual flor companheira que partiu!...

E as orquídeas, que tanto admiravas,
Não sentem o olhar como as olhavas:
De folhas tristes, mostrando desalento…

Como o cravo vermelho, comovidas,
Pela tua falta, estão envelhecidas
Num gélido Inverno antes do tempo!...

Fernando Reis Costa
Setembro de 2003

 

 

 

 

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