FÉNIX

 

 

Iara Almansa Carvalho

 

 

POEMA EM DESATINO
Iara Almansa Carvalho


Eu poetizo em desatino,
a cada mágoa reforço a tinta,
a mão recalca nas dores expostas,
assim, vou conjecturando e costurando os desamores.
Às vezes, alienada... quiçá perdida...
Faço versos como se deixasse a vida,
moribunda, prestes à entrega fatal,
definhando... cortando vínculos...
excomungando os retrocessos,
rejeitando o verbo polido...

E, mais adiante:

...Faço versos como um condenado à morte,
resignado pela sua pena,
ditando o sofrimento,
debulhando na folha letras amorfas,
como castigo dos céus,
que busca uma explicação para esta vida efêmera!

Iara Almansa Carvalho
Criciúma/SC

 

 

Igor Chiappetta Fogliatto

 

 

O PODER DA PALAVRA
Igor Chiappetta Fogliatto


A palavra nos sugere
vários significados,
os quais dependem da cultura
de cada individuo.
Uma mesma palavra
pode ser usada
em circunstâncias
e momentos diferentes.
Ao ficar face a face
com minha amada,
fique encantado
e fixei meu olhar em sua face,
que ora transpassava dor
e nostalgia,
ora expressiva singularidade.
Observando a face do prédio
onde ela se encontra,
constatei belíssimos traços barrocos;
e a face privilegiada,
pelo arquiteto,
para afixar os objetos de arte.
Logo, para escrever este poema,
senti-me na obrigação
de privilegiar a face principal
desta folha de papel.

Igor Chiappetta Fogliatto
Porto Alegre - RS

 

 

 

Iolanda Vaz

 

 

VENTO E NUVENS
Iolanda Vaz


A nuvem passa no céu com o vento
Quero segui-la, mas é inútil, penso
Tento segura-la, mas segue em frente
Pois ela não cabe aqui dentro.

Sabem da minha grande tristeza?
É por não poder ir com as nuvens
Estou presa na terra – beleza!
E o vento segue, levando sua Alteza

Quando eu morrer, vou contigo abraçada
E você, vento, sopre minhas cinzas.
E alimente mares e invernadas.

Nuvens no céu, variam as paisagens
Olho o céu, crio novas imagens
Obrigada, nuvem,pela tua passagem.

Iolanda Vaz
São Sepé - RS

 

 

 

Irene Mercedes Aguirre

 

 

LUZ EN TRIO
Irene Mercedes Aguirre

1
A LA SANTÍSIMA TRINIDAD


Paloma de mis sueños. Luz en trío
que donas tu plumaje esperanzado
y vuelas en tu espacio dilatado,
al viento tu magnífico albedrío.

Aspiro los efluvios de lo arcano,
del néctar esencial de tu rocío.
Custodias el jardín que oculta el Río
distante, luminoso y soberano.

¡Rozar, oh, si pudiera esos dorados
Edenes de tu Todo, trascendentes!
¡Imágenes de luz, cuencos sagrados!

¡Acércame despacio a las vertientes!
¡Macro y micro universos conjugados
bajo el sol de tu espíritu, omnisciente!


2
CALMA


Todo está bien ahora, ya no clamo,
Gracias a la intuición que brinda el alma.
He despertado al fin, en plena calma
Y esclarecido cuánto y cómo amo.

Todo está en brote aquí, jardín florido,
la paz eterna de mis dulces muertos,
la fresca brisa de vital aliento,
la plenitud del ser esclarecido.

Todo lo incierto escapa, no hay negruras,
un celestial clamor late conmigo,
mientras deslizo el ser en las alturas.

Tu estás conmigo, Dios, yo estoy contigo.
Reposa en Ti mi fe. Borras las brumas
que mi desvelo enturbian, peregrino.


3
MI QUIMERA


¡Oh, Señor, dame un don, uno siquiera
que me brinde la dicha de encontrarte,
de volcar mi fervor a quien lo quiera,
de cruzar cielo y tierra por hallarte!

¡Oh, Señor, no me pidas que descarte
mi obstinada esperanza, mi quimera,
dame un áureo soporte al cual asirme
Para ver a tu gloria, la cimera!

¡Oh, Señor, tan misérrima me siento,
tan pequeño mortal lleno de vicios,
tan efímero polvo ceniciento,

Que quisiera tentar otros inicios,
elevar a mi alma hacia otros vientos,
capturar a tu Luz por mis resquicios!

Irene Mercedes Aguirre

 

 

 

Isabel C S Vargas

 

 

MEU PORTO
Isabel C S Vargas


Sou brasileira, sim senhor,
Sou gaúcha de coração e,
pelotense com muito orgulho,
a terra das charqueadas e dos doces.
Temos origem nas terras portuguesas
de onde vieram nossos antepassados
e se juntaram a outros povos
italianos, japoneses, alemães
para um estado rico edificar.
Nossa bela capital,
a Porto Alegre dos casais
que um lar aqui criaram
é rica, bela e acolhedora.
A Porto das tradições gaúchas
que para o Brasil expande,
a Porto do mais belo entardecer:
O por-do-sol do Guaíba .
A cidade das universidades,
dos parques, a Redenção de todos,
das mais lindas mulheres
não só da cidade, do país,
mas de todo universo,
nossa Amada Ieda.
Terra de gigantes, dois grandes
que nossas fronteiras ultrapassaram:
Meu amado Grêmio, do azul do universo
Primeiro a galgar a Glória de Campeão Mundial
Seguido muito depois, por seu arquirrival
hoje também campeão.

Salve minha terra amada
exemplo de patriotismo,
de garra e de luta, muitas fronteiras para o Brasil garantiu
com sua bravura e sua luta.
A Porto alegre mais alegre,
pois nela viveu Quintana,
poeta da simplicidade, do amor e amizade.
Adotada por Veríssimo, o grande Érico escritor,
Do tempo e o Vento que aqui no Rio Grande o consagrou
e para o mundo o popularizou.
Cidade onde nasceu o L .Fernando
das letras que conta a família Brasil
e, do sax que lhe deixa mais solto,
por sua grande timidez.
Meu estado, sua capital nosso orgulho
Por seus heróis , sua história e sua gente.

Isabel C S Vargas
Pelotas-RS-Brasil

 

 

 

Isabel Faria

 

 

LONGE
Isabel Faria


Longe de tudo
Cada vez mais isolada
Neste mundo estranho
Carente de palavras
Gestos de amor
Esquecidos por aí
Entre os juncos
De uma lagoa
Afogados talvez
Sob as águas
Carregadas de limos
Na solidão cresci
E morrerei
Qual astro sol
Que se desgasta
Continuamente
Sem retorno
Palavras e palavras
Soltam-se
Em cascatas
Na minha mente
À deriva
Neste vazio de mim
Busco o sentido
Escondido, fugidio
Que se dissolve
Nas marés

Cada vez mais
Longe de tudo

Isabel Faria

 

 

 

 

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