FÉNIX

 

 

João Dimas

 

 

NO TEU OLHAR MORAM AS AÇUCENAS DA PAZ...
João Dimas


Nos teus lábios, a volátil voz dos cânticos sibilinos vindo dos céus, inunda o éter que se propaga, numa vontade de beijos e paixão inabalável...
Da tua ínclita e sedosa pele tão pura como a alma da lua nova... Brotam voláteis e aromatizados desejos… De tão generoso que é o teu busto... Quase enlouqueço, perseguindo mudo, neste oásis de Ti.
Suspirando incontroláveis ais, arrasto-me por desejos contidos que alimento por tanto Te Amar…Graciosa menina sem tempo, a quem imploro no silêncio das madrugadas… Os dias de ser teu príncipe...
Contudo me recolho…Mais por ser feio e inculto, também por respeito e timidez, dilacero nos dias em que sem Ti, respiro a custo, neste pomar sem flores em que me vejo...
Qual prosoema e metáfora…Desta outonal solidão em que me recrio sobrevivendo… Puro é este amor que por Ti sinto.
Mas…
Sem a ingénua graça da tua majestosa presença. Auguro Morrer mais cedo.
Por desgosto…Qual uva macerada afogada no seu próprio mosto.

João Dimas

 

 

 

João Fernando Gasparotto Steigleder

 

 

O AMOR
João Fernando Gasparotto Steigleder


Ao encontrar a menina,
por quem me apaixonei,
feliz, fui falar com ela,
mas, na hora, gaguejei.
Isso acabou sendo um desastre
que não gostei;
nunca julguei,
mas que me criou
constrangimento e desgraça.

Às vezes, fico encantado,
tipo coração alado.
Ela poderia ter ficado do meu lado,
mas o amor não é um simples
jogo de dado.
Se nos descuidarmos,
haverá mais um espelho quebrado!

João Fernando Gasparotto Steigleder

 

 

 

João P. C. Furtado

 

 

ESTAS VOGAIS REAIS
João P. C. Furtado


A - Acordei com o chilrar do pardal
E - E liguei a minha janela aos mundos
I - Impressionante a mesma noticia fatal
O - Os homens se matam uns aos outros
U - Uma loucura e tudo em nome de um ideal

A - A guerra é cada vez mais mortal
E - E maiores e mais os campos de refugiados
I - Infelizmente é este o único sinal…
O - Os homens, somos apenas uns monstros
U - Umas maquinas com capacidade mental

A - Assim é no centro, no sul ou no norte
E - E a razão é a falta da comum razão
I - Imensa loucura para tanta morte
O - O mundo se tornou num vulcão
U - Único a traçar da humanidade a sorte!

A - A paz se quer e procura-se certamente
E - Encontrar a PAZ é que não se encontra
I - Interesses criam intolerâncias infelizmente
O - O homem do homem se coloca contra
U - Única razão é se julgar dono da esclarecida mente!

João P. C. Furtado
Cidade da Praia - Cabo Verde
31 de Agosto de 2013
http://joaopcfurtado.blogospot.com

 

 

 

João Vitor de Souza Bastos

 

 

MINHA VIDA
João Vitor de Souza Bastos


A vida é uma caixinha de surpresas.
Temos que lutar por nossos objetivos.
Na vida, passamos por momentos
bons e ruins; conhecemos novas pessoas
e aprendemos muito com elas.
A cada dia que passa,
o sol nasce brilhante
entre nuvens,
iluminando nossos caminhos
e nos ajudando a levantar,
para que possamos
continuar nosso percurso.

João Vitor de Souza Bastos
Porto Alegre - RS

 

 

 

Joaquim Marques

 

 

 UM POVO TRISTE!...
Joaquim Marques


Povo que tremes com frio
Que já não lavas no rio
Cadê tua condição?...
O machado, enjeitaste
E das tábuas que talhaste,
Fizeram o teu caixão.

Já, sem dinheiro pra tenda
Já sem teres quem te defenda
Vives hoje em solidão.
Abalaram teu sorriso,
Gente insensível, sem siso...
Até já vendem teu chão.

Ontem, vias da janela
Povo de cravo na lapela
Sorrindo de felicidade...
Hoje, só vês escaravelhos
Comerem cravos vermelhos,
Símbolo da nossa liberdade...

Das flores d'Abril, só aromas...
Que confusamente assomas,
Já pouco resta, afinal.
Porquê, tanta desigualdade,
Violência e crueldade...
Pra te enterrar, Portugal?

Povo que tremes com frio
Hoje és círio sem pavio,
És festa, sem procissão...
Já que te querem enterrar,
Não cedas, deixa-os usar,
Pra eles... o teu caixão.

Heróico Povo Lusitano
Do qual, muito me ofano,
Ser uma parte integral.
Teu rumo, será: -- "Avante!"
Como outrora, triunfante...
Ergue teu guião, Portugal!

Joaquim Marques
Porto - Portugal
22-02-2013

 

 

 

Jonas R. Sanches

 

 

SONETO DA SOBREVIVÊNCIA
Jonas R. Sanches


É toda uma batalha pela vida
da alma rigorosa e destemida
que galga seus degraus em sofrimento
vencendo as dores além do lamento.

É todo um processo de aprendizado
do espírito para ser libertado
de todos os grilhões do coração
nas vias dessa infinda evolução.

E os dias passam e ficam as lições
bem mais fincadas que recordações
e assim renasce um lume em cada olhar

que vislumbra entendimentos de amar
livrando assim os passos da amargura
bebendo farto da essência que cura.

Jonas R. Sanches

 

 

 

 

Livro de Visitas