FÉNIX

 

 

Márcia Sanchez Luz

 

 

PARA UM PAI, QUE É MEU SONETO VIVO
Márcia Sanchez Luz


Meu pai, o teu carinho é sempre alento
para que eu creia um pouco mais na vida,
no humano ser que neste mundo habita
e tantas coisas faz sem cabimento.

Nunca te faltam sábios argumentos
para deixar-me calma, quando aflita,
me perco em meio à dor de uma ferida
que insiste em maltratar meu pensamento.

E quando chega o medo a ti recorro
(com teus conselhos sinto-me amparada)
para guiar-me os passos intrincados

na trilha solitária que percorro.
Hoje o que peço, pai, é quase nada:
deixa eu te ter pra sempre do meu lado!

Márcia Sanchez Luz

 

 

 

Marco Aurélio Maurer Dalla Vecchia

 

 

ESTE OLHAR
Marco Aurélio Maurer Dalla Vecchia


Este olhar azul
que não consigo esquecer;
que não consigo entender.
Pode ser compreensão ou censura;
Pode ser ódio ou amor.
Gosto do que vejo,
mas também não gosto do que é.

Marco Aurélio Maurer Dalla Vecchia
Porto Alegre

 

 

 

Marco Bastos

 

 

TRÍVIOLETRA (TI): ALBEDO
Marco Bastos


À noite, velas // abóbada escura // cedo mil estrelas.
L ua-nova, // aureolada // luz exata - puro albedo.
B ranco gelo // tíbias, hóstias // pranto, pele em pelo,
E flúvios // de ancestrais invernos // - nem torres nem vitrais.
D ecaem estalos // eclodem // cozidas num milênio
O riginais catálises // - carbono // no lugar do nitrogênio.

Marco Bastos
Agosto 2013

 

 

 

Marcos Toledo

 

 

A MOÇA DO CEMITÉRIO
Marcos Toledo


Não conseguia entender por que nos mudáramos para aquele bairro. Quando lá cheguei, quase tive um troço ao ver que minha casa era ao lado do cemitério. Por mais que dissesse aos meus pais que aquela casa parecia macabra, eles pareciam não me ouvir.
Eu fazia ainda, muitas outras reclamações, mas de nada adiantavam, pois a cada vez eles olhavam menos para mim. Ouvi meu pai falando para minha mãe, que havia comprado aquele imóvel e não ia desfazer-se dele nunca mais, pois afinal tinham seu teto. Aos poucos, fui-me acostumando com a paisagem do cemitério, com campas e jazigos, pois ao acordar, sempre a tinha diante dos olhos. Difícil era escutar aquele sino tocando, avisando que havia mais um enterro saindo...
Certa vez, estava na porta do cemitério, distraído, lendo um livro – dentro de casa fazia muito calor – quando surgiu uma jovem aproximadamente da minha idade. Ela era linda e perguntou-me se podia sentar-se ao meu lado, para fazer-me companhia. Claro que não resisti à sua beleza e disse, rapidamente, que sim. Perguntei seu nome e ela respondeu – Brigite. Achei engraçado, pois nunca ouvira esse nome.
Perguntei se ela morava ali há muito tempo e ela disse que sim, mas que só naquele dia resolvera passear pelo local e, ao ver-me, resolveu aproximar-se. Logo a seguir, reparou no livro que eu estava lendo e perguntou-me o título. Ficamos então conversando sobre assuntos do livro.
Foi um alívio ter alguém que, além de linda, era inteligente, para conversar, e passamos a nos encontrar sempre naquele local, ao anoitecer. Divertíamo-nos muito, ríamos e falávamos coisas sérias. Entre nós surgiu uma amizade como eu nunca tivera antes, mas nunca falamos sobre algo além de amizade.
– Hoje você demorou! O que houve? – perguntei a ela.
– Nada importante; só o pai que ficou implicando comigo, perguntando o que tanto faço por estas bandas.
– É mesmo? E por que você não diz que vem falar comigo e que somos amigos?
– Pois é isso que sempre digo, mas ele diz que sou maluca.
– Maluca?! Por quê?
– Ele não entende o que faço sentada à porta do cemitério e diz que já me viram, aqui, conversando sozinha.
– Eu heim! Sozinha? Eu sempre estou aqui com você!
– Eu sei, meu amigo, mas eles não o veem, só eu consigo vê-lo e isso os assusta.
– Não conseguem me ver? Como assim?
– Você ainda não sabe? Você morreu há mais de três anos.
– Nãoooooo ...
Amém

Marcos Toledo

 

 

 

Marcos Vinicius Mota Kliemann

 

 

LÍNGUA PORTUGUESA
Marcos Vinicius Mota Kliemann


O português uma língua complicada
com elegantes alfabetos,
mas com um grupo que excluírem
alterações da expressão
da cultura social,
que estraga o idioma tão trabalhado
mas exclusivo ao uso,uma coisa
que era pura ser a expressão
do povo,foi de poucos.
Nessa época cada lugar
pelo menos no Brasil
cultivava seu jeito de falar português.

Marcos Vinicius Mota Kliemann
Porto Alegre - RS
 

 

 

Marcus Rios

 

 

ENQUANTO HOUVER AMOR
Marcus Rios


Enquanto em minha vida
O por do sol se fazer presente,
A tua lembrança meu amor
Sempre estará presente
Dentro do meu coração
Como um sinal de amor,
Carinho e ternura.
Contigo irei meu amor
Enquanto houver amor,
Para onde você quiser me levar,
E se preciso for
Irei ate as estrelas para
Pegar uma somente
Para te ofertar minha
Doce e bela namorada.
Estarei sempre contigo
Murmurando no teu ouvido
Lindas palavras de amor
Nesta brisa que a cada
Manhã apenas vem encher
De orvalhos para que possa
Ao sentir esta brisa
Possas estar sorrindo
Para mim mesmo se
Estiveres com vontade
De chorar iras sorrir.
Enquanto houver amor
Estarei sempre presente
Em tua vida para poder
Fazer com que você
Sinta apenas a felicidade
Dentro do teu coração
Junto ao meu amor.

Marcus Rios
Poeta Iunense - Acadêmico -
Membro Efetivo da Academia Iunense de Letras (AIL)

 

 

 

 

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