FÉNIX

 

LOGOS Nº 6

Janeiro 2014

 

 

 

Luiz Carlos Martini

 

CORAÇÃO LATENTE
Luiz Carlos Martini


No desafio da escrita
M’alma se agita
A tinta desliza em linhas
Formando palavras tão minhas
O papel percebe a pressão
Mensagens pela mão
De um coração latente
Gerando símbolos do pensar da gente
Quando a inspiração escassa
Há pausa no verso
A visão embaça
É poesia, sentimento, um conto
Frases escritas
Que acabam num ponto

Luiz Carlos Martini
Restinga Sêca - RS - Brasil
 

 

 

Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros

 

TEMPO DE OLHAR O TEMPO
Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros
Primeiro Lugar no Concurso Literário da Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil 2013


Um olho no relógio, outro na vida;
O tempo não convida, ele intima;
Quem não sabe lutar, foge da esgrima;
Quem bate no destino, ele revida.

Embora a tristeza nos oprima,
Quem não conhece a dor, sente a ferida
Na víscera da dor mais dolorida…
O amor é uma dor que não vitima.

Deus nunca olha o homem lá de cima,
Ele aproxima o ser do Criador;
E quando ele se vê no seu senhor,
Entrega-lhe essa dor que o subestima.

O amor é uma sublime obra-prima
Que prima pela criatividade;
Ele se move acima da maldade,
Por mais que alguma mágoa o deprima.

Ninguém consegue ver olhando a esmo,
E quando o nosso olhar nos desanima,
Fazemos nosso amor ter como rima
A dor que o desamor faz de si mesmo.

Um olho no relógio… e na manhã;
Poetas têm a solidão por prima
Mas é na solidão que os anima
Que a emoção se torna… sua irmã.

Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros
Rio de Janeiro/Brasil
 

 

 

Luiz Penha Pinós Bissigo

 

PAISAGEM DE PORTO ALEGRE
Luiz Penha Pinós Bissigo


Entre as ruínas
renasce uma esperança;
os lírios cantam;
urge um novo dia.

Entre os bosques
de sombras e de luz,
de mapas e de tesouros,
surgiram pedaços
de ruínas impregnadas de história e mistério.

Com o rio,
aqueles que o seguem,
são capazes de tudo
que nenhum de nós conseguiria fazer.
O rio flui sem perigo de parar;
E, no que eu continuar este poema,
não irei afundar.

O rio sabe,
sabe que um dia morrerá.
Os homens, aqueles que consomem o rio,
não irão vê-lo novamente;
somente os de bom coração
não irão mais fatigar por um copo d´água.

Luiz Penha Pinós Bissigo
Porto Alegre - RS - Brasil
 

 

 

Luzia Vaz

 

ARMADILHAS
Luzia Vaz


Era uma vez um homem
Que não teve infância,
não sabia ninar criança.
Que queria tudo,
mas não dava nada.

Que era orgulhoso,
virou sapo horroroso.
Que não dizia a verdade,
nele só maldade.

Que trabalhava no feriado,
pobre coitado.
Que negava pão,
ficou sem nenhum grão.

Que escolheu escuro,
deu de cara no muro
Nunca deu uma rosa,
ficou com os espinhos.

Não semeava amores,
colheu as dores.
Que pegava todas,
mas não amava ninguém.

Que teve um amor,
e o matou de dor.
Que duvidava de Deus,
e se perdeu no caminho.

Que fez muitos filhos ,
e..... morreu sozinho.

Luzia Vaz
São Sepé/RS - Brasil

 

 

Maia de Melo Lopo

 

BOA NOITE
Maia de Melo Lopo


Boa noite para o amor, vencida te vejo sair na penumbra da cidade,
andas lado a lado com ela na rua deserta, segui atrás com o meu corpo de morte,
o sopro da minha vida vai na hora que vás, e o amor da paixão viaja na pouca sorte.
Querer o que quero, só espero o tempo de esquecer, dizer adeus é fogo dos abraços,
a esperança vai latir no bramido dos meus passos, no escuro louca angústia dói,
bonança, recordação, vais sumindo na sombra, ai meu coração apertado tanto amou,
não soubeste ver o deserto do meu rosto, quem ama, e ferida vou, vou, vou.

Boa noite para o amor, parte ao abandono e nem a fúria da loucura levou,
caminha o sonho desperto na traição, entre a sede censuras bebes noutras bocas,
irá embora a lágrima em correntes de saudades ocas, e tormento minha alma lavou,
pois se lamento o que falece em ilusões desfeitas, o lampejo da alegria não me acalma,
queria compreender o que sentes, quem sou, chama, segredos algemados dentro da dor,
e vejo lábios vermelhos no horizonte queimando beijos ardentes apunhalados de amor,
já nada serei o que fui se me levas dentro de ti e perdida vou, vou, vou.

Maia de Melo Lopo
Lisboa/Portugal
 

 

 

 

 

 

Livro de Visitas