FÉNIX

 

Edição Especial "Mulheres pela Paz" -  2017

 

  Clevane Pessoa - Mulheres 02

 
 
 

  Antônio Paiva Rodrigues

 
 

MULHER EM BUSCA DA PAZ
Antônio Paiva Rodrigues

Se você compreendesse o meu amor
jamais me deixaria sofrer...
Quero ser seu rei e você minha rainha
para a vida inteira meu amor serás só minha.
Seu olhar de espanto me leva aos prantos, me deixa triste,
eu quero ver você sorrir até a lágrima escorrer.
Minha vida só tem sentido com seu amor dentro do meu coração
minha rainha.
Este meu verso contém sabores, doçuras e loucuras
que pensei contigo reviver.
Não ofereça seu braço a ninguém, pois ele tem dono
e meu sono se fortalece nele queridinha.
A vida, em si, não destrói um grande amor
nos amamos em clima de alegria e bem-querer.
Há trevos de quatro folhas, a trova tem quatro versos,
a poesia tem rimas, mas você sempre será minha menininha.
Se alguém te rouba um beijo não quero ver nem em sonho
não te quero distante nem te perder.
Com fantasias e esperanças rápidas e passageiras
são momentos embevecidos das alegrias festivas
que passo contigo minha moreninha.
Amo-te e jamais te deixarei
somos um elo forte repleto de amor e paixão
que nos levam ao prazer.
Sinto que você me completa
e assim vamos batalhar por um mundo melhor
em busca da paz e do bem querer.

Antônio Paiva Rodrigues
Fortaleza - Ceará - Brasil


Antonio Paiva Rodrigues-jornalista-membro da ACI- da ACE- da UBT- da Aouvirce e da Alomerce

 
 
 

Araceli Sobreira Benevides

 
 

PARA AS MULHERES DE PEDRA...
Araceli Sobreira Benevides

Cansei de ser pedra,
cansei de ser alicerce,
muralha, rocha...
coisa dura, que bate e volta;
que resiste.

Quero ser água,
suave e delicada, livre,
transparente de alma, olhos,
sentimentos,
sem amarras, represa, nem margens.
Quero ser fluido, gota serena,
água de cheiro,
onda sem espuma, córrego límpido,
cascata em montanha!

Quero ser ar,
brisa frágil,,
sem corpo,
sem forma,
levante de areia.
Quero perder-me em vôos plenos,
arremeçar-me em espaços livres,
céu aberto...
ser vento encanado!

Quero ser tudo,
menos força, coragem, batalha!
Também não quero
piedade, nem ares de vítima.
Quero ser leve...
Não menos que a folha seca.
Quero ser livre...
Não menos que a fonte que jorra.

Cansei de ser forte;
procuro braços firmes para meu rosto encostar.

Cansei de ser rumo;
procuro caminhos novos para meus pés afora soltar

Já fui rocha,
já fui intacta,
venci tormentas, terremotos,
vertigens.

Mas quero a paz de uma rajada
de vento,
quero a suavidade de um
fio d’água
escorrendo,
em mim,
de mim,
por mim.

Quero ser vento,
quero ser água
Cansei de ser pedra!

Araceli Sobreira Benevides
Parnamirim - RN- Brasil


Escritora brasileira, Professora de Literatura da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/ Campus de Natal. Autora do livro “O Chamado – ou um cântico para a liberdade e outras poesias”. Possui poemas publicados em coletâneas: Editora UFRN (2015, 2016), IV Concurso de Poesias “Zila Mamede” (2008), Concurso de Poesia Luís Carlos Guimarães (2013), entre outros.

 
 
 

Aurea Abensur (Orinho) 

 
 
 

EU MULHER
Aurea Abensur (Orinho)

Mulher com alma de pássaro e espada na mão...
Cortei amarras, libertei pombas,
soltei versos que choravam palavras.
Abri as névoas , subi as escadas de um outrora,
e, escrevi como quem ora...

Aurea Abensur (Orinho)
Salvador - Brasil


Nascida em Belém do Pará, vim para a cidade de Salvador da Bahia ainda menina. Descendente, por parte de pai do Norte da África, e da Espanha por parte de mãe, estas raízes cresceram fortes em mim! A minha ânsia de conhecimento me levou, ao longo da vida, a correr mundo e a aprofundar as minhas buscas sobre a própria vida. Convivi com pessoas de muitos países aprofundando cada dia mais, esta ânsia. Desde o meu regresso ao Brasil, tenho me dedicado ao trabalho com a numerologia, gravado trabalhos de meditação guiada e tenho escrito muita poesia, o que na verdade faço desde a adolescência.

 
 

 

Livro de Visitas