FÉNIX

 

Edição Especial "Mulheres pela Paz" -  2017

 

Graça Campos - As muitas faces

 
 
 

 Carmo Vasconcelos

 
 

MULHERES-POMBAS
Carmo Vasconcelos, IWA

Mulheres ofendidas, vilipendiadas,
são pombas sofridas, de asas cortadas!

Penas maltratadas nos lares sem carinho
falseiam sorrisos chorando baixinho...
Inventam estrelas nas paredes podres
de sangue pintadas
pela alucinada fúria malvada
do homem que um dia lhes jurou amor...

Mulheres humilhadas, mártires de dor,
são pombas moídas, sacos de pancadas!

Silêncios de medo nas bocas cerradas
quando além das mãos do vil agressor
lhe doem na alma ferinas palavras de ofensa e rancor.
Mas quando o carrasco se finge cordeiro,
babando desculpas, joelho no chão...
As pombas, doídas, dão-lhe o seu perdão!
E ao vilão se entregam, perdida a razão,
fingindo orgasmos... na cama... sem chama.

Mulheres resignadas, usadas, cansadas,
são pombas castradas, asas pelo chão!

Denúncia??? Jamais!!!

Que a vergonha impera e a vingança espera
como um abutre sedento de sangue...
E no corpo exangue
a vítima teme de novo mais dor.
E o carrasco, impune, alastra o seu lume...
Rompe-lhe as veias, macera-lhe a carne, suga-lhe o fulgor.

Terrível dilema... dolosa dormência... insano torpor!
Mulheres desvalidas, laceradas vidas,
como mortas-vivas, simulam a paz na alma que jaz!

Acordem mulheres que sofrem caladas,
pombas caídas, de asas cortadas...
Mulheres humilhadas, mártires de dor,
sacos de pancadas...
Mulheres sofridas, caladas, castradas,
pombas que fenecem sem pingo de amor!

Acordem mulheres dessa sonolência!
Não deixem que vença
do macho opressor a feroz violência!

(In pág. 181 da Antologia "NO RESIGNACIÓN" de Salamanca, por Alfredo Pérez Alencart
http://www.crearensalamanca.com/wp-content/uploads/2016/11/no-resignacion-antologia-de-salamanca-interior.pdf)

Carmo Vasconcelos, IWA
Lisboa/Portugal
http://www.carmovasconcelos-fenix.org


C.V. nasceu em Lisboa/Portugal, onde reside. Escritora, Poetisa, Declamadora, Tradutora, Revisora Literária. Autora de 23 livros - romance, ensaios, poesia. Directora Cultural da Revista eisFluências e Antologias LOGOS, sediadas no seu site FÉNIX. Académico Correspondente e Membro Honorário da Academia Pan-Americana de Letras e Artes-Rj-Brasil; Académica Imortal da Academia da Cultura Internacional da União Cultural;Académica Imortal da Virtual Academia Poética Brasileira; Membro Vitalício da IWA-Toledo-Ohio/USA; Poeta Del Mundo e Membro Universal do Circle of Ambassadors of Peace - France & Suisse;
Biografia completa em: http://www.carmovasconcelos-fenix.org/CV-bio.htm

 
 
 

Carolina Ramos

 
 

PAZ!
Carolina Ramos

Eu quero a Paz de amar a toda a gente...
de ter leais amigos e, amplamente,
poder cantar e não sentir vergonha
por ver ao meu redor o amargo tédio
dos sonhos que agonizam, sem remédio,
no pranto que se esconde numa fronha.

Não quero a Paz do ilhado que, em si mesmo,
enterra o espinho recolhido a esmo...
nem quero a Paz das dúvidas caladas.
Desdenho a Paz cruel feita de medos,
que amarra pulsos... tranca em vis segredos
os anseios das almas conformadas!

Quero a Paz conquistada a todo instante!
A Paz estímulo que diz: - Avante!
Não, a Paz das renúncias doloridas,
Paz de omissão covarde que se oculta
no ríctus de um sorriso, Paz que insulta
os passos sem porquês de tantas vidas!

Não quero a Paz, tristonha e silenciosa,
da derradeira pétala da rosa
que entregue à brisa, sem destino, seca.
Eu quero a verde Paz das verdes folhas,
que sombra distribuem, sem escolhas,
ao pobre, ao rico, ao justo... e ao que mais peca.

Desejo a Paz do mar que beija a areia...
A Paz de crer que a vida não é feia!...
A doce Paz com gosto de Esperanças,
que se partilha e jovialmente rola
de mão em mão - qual colorida bola
de um irrequieto jogo de crianças!

Anseio a Paz serena do poeta!
Utópica e total.! A Paz completa
que vai além da vida, sem ser morte.
A Paz que desconhece desenganos,
que valoriza os méritos humanos
e ao trabalho enobrece e dá suporte!

Paz de crer que o Amanhã ainda existe!
E que o mundo é feliz... e não mais triste,
o irmão abraça o irmão, fraternalmente.
A Paz fruto do Ideal, o mais sagrado,
de ver o mundo inteiro congraçado:
- a PAZ feita de AMOR... de AMOR, somente!...

Carolina Ramos
Santos - SP - Brasil


Professora, Escritora, Poetisa, Musicista Artista plástica. 17 Livros ed. de Poesia, Contos, Trovas, Biografias, etc. Premiações no Brasil e Exterior.
Pres. da União Bras. de Trovadores Seção de Santos; IHGSantos, que presidiu de 2000 a 2007. Acad. Santista de Letras, Acad. de Ciências, Letras e Artes de Santos; Acad. Cristã de Letras de São Paulo; Acad. Peruibense de Letras; Membro Honorário da Clube de Poesia "Lampião de Gás. de SP, etc. Vários livros inéditos, Folclore e Lit. Infantil.

 
 
 

Catherine Roos

 
 
 

ADVERSIDADES... OU NÃO!
Catherine Roos

Não! nada disso!
Nem contra, nem a favor!
PAZ!
Apenas paz!
Não provoque! Não mal diga!
Apenas reflita...pense...repense...
Ninguém é dono (a) de nada!
Muito menos da verdade!
O poeta, nem dos pensamentos,
É seu dono!
E vem a introspecção...
E qual a conclusão?!
Nenhuma!
Então...
PAZ!
Tudo e tão sómente, pela paz!
Não concorde!
Mas traga evolução!
O silêncio,
Inspira meditação...
E no paradoxo,
Perde-se tudo,
Até o que nunca se teve!
Porém, incontestável é:
PRECISAMOS DE PAZ!
Paz em tudo e
Por todos!
Nem contra, nem a favor!
Sómente...
PAZ,
por favor!

(Publicado no site: O Melhor da Web em 11/02/2013
Código do Texto: 102430)

Catherine Roos
Porto Alegre - RS - Brasil

 
 

 

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