FÉNIX

 

Edição Especial "Mulheres pela Paz" -  2017

 

Gaiô - Jardim dos sonhos

 
 
 

 Clêuma Alves

 
 

MULHER
Clêuma Alves

Existe em teu sorriso
A ternura de uma rosa,
O perfume de jasmim...

Teu olhar de encanto
São poemas a voar
Como pássaros no céu...

Tuas mãos
São páginas de infinitos
Que pousam no papel
Doce como o mel...

Eis, tu Mulher
O uniVERSO
De saberes,
Traçados para além de ti.

Clêuma Santos Alves
Jacobina - Bahia - Brasil


Participa da Obvious com a página “Entre Rabiscos e Palavras” com alguns artigos publicados(http://obviousmag.org/entre_rabiscos_e_palavras/autor/); Com publicações nas Antologias Poéticas: Concurso Nacional Novos Poetas (2015); Poetize (2016); Antologia de Prosadores e Poetas Brasileiros Contemporâneos, Porto da Lenha.

 
 
 

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

 
 

SOBRE AS MARCHAS DAS MULHERES
Clevane Pessoa de Araújo Lopes

As mulheres marcham desde tempos imemoriais,
catadoras das oferendas da natureza,
para as primevas necessidades de cuidar do alimento.
Colhedeiras de vegetais, legumes e frutas, antes mesmo
das hortas e pomares...
Carregavam muitas vezes, os filhos, numa tira, nas costas,
na frente do corpo ou de lado
- o que ainda hoje, é costume em alguns países.
Mudanças de espaço físico, fugas de guerras,
entre aos fronts, para acudir aos feridos de guerra,
ou reencontrar maridos, noivos, amantes.
Na luta pelo direito ao voto, caminhavam as precursoras,
nas primeiras greves, essas evas primevas,
marchavam juntas para ganhar força
e suas vozes fossem unidas...
Vi uma poetisa, em antigo filme
o qual perdeu-se nos desvãos da memória,
história, onde uma única mulher, sabendo que seria assassinada
pelo marido cruel, caminhou na neve em inverno rigoroso,
Para entregar seu caderno de poemas-e estes fossem preservados...
E depois de sua morte, foi lida e reconhecida.

Deméter (ou Céres), a deusa da agricultura, caminhou muito até ao Hades,
para resgastar a filha raptada, Perséfone, que presidia
as estações das flores e seus perfumes, das ervas e dos frutos.
A Terra então, ficou seca, sem plantações, quando essa filha de Zeus
foi raptada...O poderoso deus não desceu para resgatar a filha.
Mas a mãe, andava e andava e andava buscando a filha amada...
E as estações de plantação e colheita somente retornaram
por causa da persistência maternal de Deméter.
Quando a filha foi devolvida-a cada seis meses,
passando um tempo na terra e outro no inferno, com seu esposo das trevas
voltou o equilíbrio à terra.
Na verdade, ela teria voltado de vez,
se as mulheres não se sentissem tão compromissadas
com seus companheiros.
Talvez por isso, que o amor tem suas próprias razões e explicações,
ela come seis sementes de romã, quando deveria voltar
sem nada levar, sem olhar para trás ou se alimentar.
E por tal ato, é condenada a passar seis meses com Hades.
Talvez para ela, fosse a medida do equilíbrio amoroso...

Durante guerras, as mulheres da resistência,
das mais jovens às mais velhas,
caminhavam longe para entregar comida, remédios, cartas,
a pé, de bicicleta, com fome ou sede se necessário,
aos que se escondiam...

Então, por atavismo, caminhamos juntas, em uníssono,
Protestamos, cantamos, gritamos, reivindicamos.
Por causa das pioneiras, é que votamos...
Somos sentinelas de nosso tempo, criativas e incansáveis.
O ativismo entrelaça-se ao pacifismo
Mais que desejado, necessário!

Deixamos de ser estrelas solitárias,
Para sermos constelações!

As marchas das mulheres são herança, orgulho, alertas, missão!
Caminhemos!
(...)

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Belo Horizonte - Brasil


Clevane Pessoa de Araújo Lopes, psicóloga, jornalista, desenhista, poeta e prosadora, completa neste ano de 2017 setenta anos de idade e sessenta de poeta.Da Academia Feminina Mineira de Letras, da Academia Itapirense de letras e outras.É Delegada do Inst. de Cultura Americana (ICA, reg 5041-UNESCO-Paris-Fr) desde os Anos 60; 13 Livros publicados, participação em 177 antologias, trinta e-books, etc.Premiada no Brasil e no Exterior.Embaixadora da Paz pelo Cercle Univ. de  Amb. de la Paix

 
 
 

Conceição Hyppolito

 
 

A ROSA
Conceição Hyppolito

Eis que trago a rosa
A rosa do povo
a rosa das rosas;
- A rosa púrpura
A rosa dos ventos
Reciclada a rosa
de papel crepom
versos,prosa, canção
devaneios,pensamentos;
A rosa política, pública
A rosa rebelde
- Da santa, a rosa
que não é mais rosa
agora são contas
de outras tantas
rosas de luz
Rosa & cruz...
Com mais de mil flores
Num arco-íris de todas as cores
P'ra todos os amores
Um mar de rosas
Quem dera
uma vida cor-de-rosa?!
Mesmo que feneça
que lhe cravem espinhos
que vire cinzas
ou, desapareça
sempre há de ficar
nas mãos p'ra sempre
a lembrança
o perfume
a presença
da ROSA.

Conceição Hyppolito
Porto Alegre - RS - Brasil


Brasileira, natural de Uruguaiana/RS. Formada em Comunicação Social/PUCRS; Atividades na literatura e cinema independente; Membro da Soc. Partenon Literário/RS. Publicações: Jornais culturais, Revista Gente de Palavra; AGEI-Assoc. Gaucha dos Escritores Independentes; Poemas a Flor da Idade/Por um mundo Melhor/2014;Prêmios SESC/Poesia-2014/Conc.Nac,NovosPoetas/2015;Haikais"DaMadrugada"/2015(Ed.Evangraf)Literatura"Sentimentos&Razões(Alternativa/2016) ; PortalCEN; LOGOS/Fênix; Grupos -"Diversos"/ "Gente de Palavra" e no face"Poetas da Cidade" para criação de DOC. 

 
 

 

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