FÉNIX

 

Edição Especial "Mulheres pela Paz" -  2017

 

Tere Tavares - Pintura- Bailarina - tecnica

 
 
 

 Laura Monte Serrat

 
 

MULHER
Laura Monte Serrat

Quando a semeadura é desejada
Quando o amor se encontra
Na origem da plantação,
Mulher vive nobres sentimentos,
Carrega dentro de si rebentos,
Experimenta nova posição.
Responsabilidade imensa,
Sensação de potência,
Exercício de paciência,
Espera do tempo certo,
Coração, agora, aberto!
Expectativas tomam forma,
Viram imagens esperadas,
Reformulam-se na chegada
E por toda caminhada...
Este ser, mesmo já fora,
Continua dentro dela e,
Até quando vai embora,
É guardado com cautela!
A vivência do ventre,
A vivência do bebê
E da contínua formação,
Herdadas por toda mulher,
Emprestam-lhe nova condição:
Tornam-na ser vivaz,
Pessoa perspicaz...
Diante da desumanidade,
Grita pela justiça,
Invoca a ética,
Clama e Luta pela paz!

Laura Monte Serrat Barbosa
Educadora, Pedagoga e Psicopedagoga
Curitiba - Pr - Brasil


Laura Monte Serrat nascida no Brasil, na primavera de 1949, em Curitiba-Pr.Poeta desde muito cedo, mas apenas para os cadernos e gavetas. Assumiu esta arte no final do século 20, início do século 21, quando participou das Rodas de Poesia no Largo da Ordem e publicou artesanalmente um livreto de poemas – Saberes e Sentimentos. Hoje é associada do Centro de Letras do Paraná, faz parte do Coletivo Marianas, do Grupo Escritibas na Rua e possui poemas publicados em blogs e sites, assim como nas antologias CONEXÃO I e II publicadas pela Feira do Poeta.

 
 
 

Leninha Barros Tacon

 
 

DIA DA MULHER
Leninha Barros Tacon

E a Mulher no seu Dia,
adjetivada de ternura, desprendimento,
beleza, força e amor,
pensa que esses atributos
deveriam ser dos homens
e não do gênero...
Eu, Mulher, no “meu Dia”
Prefiro falar de igualdade,
de respeito e admiração recíprocos;
de desigualdade niveladora e justa,
de complementaridade...
Penso que deveriam todos –
-homens e mulheres – refletirem
sobre os avanços e recuos
no dia-a-dia de suas relações.

Deveriam as mulheres lutarem ( sim)
por isonomia salarial,
mas se perguntarem também
se estão felizes no trabalho.
Deveriam os homens se perguntarem
se demonstram (sim) respeito
para com sua companheira
que optou pelo trabalho doméstico .

Deveriam as mulheres se perguntarem
se na luta por direitos iguais
elas abririam mão de privilégios.
Deveriam os homens se perguntarem,
se ao tratá-las como "iguais",
não repetem seus padrões
de disputa e competitividade.

Deveriam as mulheres se perguntarem
em quais situações abusam de sua fragilidade...
em proveito próprio.
Deveriam os homens enxergarem
a força que se esconde
na fragilidade de suas mulheres.

Deveriam as mulheres perguntarem aos homens
e os homens às mulheres
o porquê de se distanciarem,
em suas falas narcísicas,
o porquê de não caminharem juntos
se o Caminho é de todos e único.
Deveriam ouvir as respostas…

8 de março de 1857, 8 de março de 2017...
160 anos de um marco histórico,
pontapé trágico e inocente de 129 tecelãs
a tecerem uma luta que é de todos nós...

Cumprimentam-se as mulheres
no Dia Internacional da Mulher;
esquecidos andam todos
de que flores e chocolates
também servem a funerais
no esquecimento de uma morte diária...
Eis que há mortes pequeninas
a cada violação, ultraje à honra;
morre-se um pouco a cada dor de estupro,
há fome numa folha de pagamento...

E no Dia 8 de março
o jantar e as velas românticas
mascaram a tripla jornada...
Há cansaço nas mãos,
no brilho fugaz do esmalte
que esmaecerá no chão cheirando a pinho...

No Dia 8 de março
a hipocrisia criará deusas
que o dia 9, qual fanático religioso,
quebrará na condenação da idolatria.

Há um espelho comum
que revela serem iguais em essência
olhares de mulheres e homens.
E esses olhares desnudam
almas e não corpos...
Neles os seios são fonte de vida
e compreendem-se perfeitos...
Nesses olhares os corpos
são vasos divinos
na carnal expressão de si;
são mais que um apelo erótico,
pois sabem da lição das rugas.
E a mulher vê no reflexo do homem
a dualidade que os faz Um;
e o homem se sente completo
na partilha do que o complementa.

No Dia 8 de março
um grito rouco,
um remendar de bandeira...
Que mãos de homens e mulheres
ajudem a empunhar este lábaro
e o materializem na concretude
do dia-a-dia!

Homens e mulheres,
sintomática é a criação de uma data.
Revela, expõe a ferida aberta,
a que não tinha mais disfarce na luz...
eis que há na tensão de um tumor
patogênese e etiologia na
disfunção do entrelaçar de mãos...

Mulheres,têm sido ainda mulheres?
Homens, quanto peso ainda incomoda
na persona masculina que criaram para si?

Leninha Barros Tacon
Uberlândia - Minas Gerais - Brasil


Graduada em Medicina Veterinária e Psicologia pela UFU; cursou metade dos cursos de História e Direito. Poetisa e cronista. Há 10 anos mudou-se para uma chácara afastando-se das atividades profissionais acadêmicas.

 
 
 

Leunira Batista Santos Sousa

 
 

MULHER INSPIRAÇÃO DA VIRTUDE
Leunira Batista Santos Sousa

Ladeada de sobriedade
Coerente com essência harmoniosa da alma
Um coro angelical ao som de trombetas
Desemboca do coração
E a frente do seu tempo vive a realidade.
Mulher determinada!

Consegue o limite da liberdade
Com a razão está o dinamismo e o entusiasmo
Não para de explorar sua potencialidade
Assume as regra do seu eu com naturalidade.
Mulher sábia!

O tapete vermelho conquistado
Enaltece a subjetividade
De espírito renovado
Alcança o objetivo planejado.
Mulher vencedora!

Viaja com a ação e administra conceito
Para no abrigo da vivacidade
Desmonta o ódio veneno-vida
É constelação de amor luz da felicidade.
Mulher talentosa!

Leunira Batista Santos Sousa
Nossa Senhora da Glória - Sergipe - Brasil


Escritora, poetisa e jornalista. Graduada em Letras Português/Espanhol, pela UNT. De Professora Educadora a Auditora de Tributos da SEFAZ (SE), aposentada. Coautora do livro Nossa Senhora da Glória e sua História (1978). É integrante de 16 Antologias com poesias. Lançou o livro O Espelho da Felicidade, tem vários artigos e poesias em Revistas. Membro Fundadora da Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano (ALAS) e Membro Efetivo da Academia Gloriense de Letras (AGL).

 
 

 

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