FÉNIX

 

Edição Especial "Mulheres pela Paz" -  2017

 

Nequitz Miguel -  Primeiro amor

 
 
 

Lufague 

 
 

MULHER
Lufague

A mulher vista de certa maneira ainda
Entre as emoções lógicas intuitivas
Nesse comum estado de ânimo
Da feminilidade, sou essencialmente útero

Mulher descendente das batalhas silenciosas,
Opressões acumuladas, atravessando os séculos,
Grilhões semiquebrados, conquistas não lineares
(Processo lento de um universo masculinizado)

No mercado de trabalho,
Ainda valho trinta por cento menos,
Ainda sou objetificada pela moda e mídia
Estereotipada, mercantilizada.

Ainda sou fruto de uma dependência,
Cultural, financeira, patriarcal dominante
Ainda sou priorizada pelo altruísmo
Da satisfação maternal que me invade
Entre tantas outras coisas, ainda...

Não quero levantar bandeira
Ao feminismo confundido com sexismo
Nem tampouco desejo a igualdade dos gêneros
Porque somos eminentemente diversidade

Apenas almejo o verdadeiro respeito às diferenças
Sem discriminação biológica ou social,
Minha liberdade pessoal, meu âmago livre como vento...

Lufague
Fortaleza, Ceará,Brasil


Lúcia de Fátima Guedes de Lima. Pseudônimo Lufague. Pós-graduada em Gestão e Direito de Trânsito. Três livros: Biografia, "Um Homem Suas Escolhas,Sua Trajetória"; Poesia, “Duetos ao Luar” com outros autores e o mais recente: “Da Mariposa à Seda”, uma reflexão poética sobre o universo feminino. Participou de diversas coletâneas da Câmara Brasileira de Jovens Escritores, tendo seu poema “Prostituição” publicado no Panorama Literário, melhores poesias.Diversos prêmios em concursos e Antologias, È membro da Academia de Letras e Artes de Fortaleza, faz parte do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa, entre outros...

 
 
 

Luiz Carlos Rodrigues da Silva, Prof.

 
 

MULHER, SIMPLESMENTE MULHER!
Luiz Carlos Rodrigues da Silva, Prof.

Nada mais sublime que ser mulher!
Mãos suaves com tonalidades delicadas
Pensamentos em forma de coração
Porém, firmes e determinados.
Para transmitir carinho e aconchego!

Mulheres,
Possuem olhos radiantes,
Capazes de penetrar em áreas recônditas
Trazendo à tona lembranças
Do momento da criação!

Mulheres,
Que possuem lábios delineados e esculpidos pelo Criador
Lábios que pronunciam palavras de paz e harmonia.
Lábios que exalam doçura, sensualidade, mistérios e
Cantam a beleza da vida e da existência!

Mulheres,
Que se confundem com a Lua, com a face nua.
Que se amalgamam com o mistério insondável.
Com a incerteza, a gravidade, a beleza, a correnteza.
Com o perfume inebriante no ar do Universo.

Mulheres,
Com voz bonita, tênue e deliciosa de ouvir.
Com sorriso que se assemelha a uma obra de arte Renascentista
Com sensibilidade que as tornam mestras no ato de amar
Com pureza sincera e divina.

Mulheres,
Lutadoras, guerreiras, sonhadoras,
Mulheres!
Simplesmente mulheres
A mais bela de todas as joias!

Luiz Carlos Rodrigues da Silva, Prof.
Barra do Corda - Brasil

 
 
 

Madalena Ferrante Pizzatto

 
 

ATRÁS DO VÉU
Madalena Ferrante Pizzatto

Escondida atrás do véu
tem o seu choro velado
tem seu sorriso contido.
Sem sonhos, sem dizer nada
ela caminha assustada.
É uma figura sem rosto,
usa a burca com desgosto.
Vestida de um mausoléu,
marcada com um ferrete
traz o sinal de um labéu.
Carrega o peso da culpa
apenas porque é mulher.
Apesar de estar oculta
da sua cabeça aos pés,
existe uma alma atrás
daquele forçado véu.

Madalena Ferrante Pizzatto
Curitiba - Paraná - Brasil


Economista, esposa , mãe , avó e poeta. Ocupa a Cadeira 33 da Academia paranaense de poesia , é associada à união brasileira de trovadores , é membro do centro de letras do Paraná. Tem um livro publicado: ENTRE SONHOS E POESIA . Participou de algumas antologias.

 
 
 

Maia de Melo Lopo

 
 

QUANDO?
Maia de Melo Lopo

Quando só, te abandonares no sofrimento, imagina seres uma acácia de prata,
sempre que ouças o vento flutuar em cima da montanha não te lembres do adeus,
todas as vezes que olhares um sinal de luz e veres brilhar a lâmina de um bisturi,
não sintas culpa, ou medo que o tempo desgaste as lembranças do quanto foste ferida,
mais tarde é possível que a tristeza desvaneça e a próxima lágrima não seja ingrata,
pois se um dia fores acácia de prata, sente. No Outono morrem folhas espezinhadas,
em silêncio se tiveste alguém ao lado e tuas veias em devaneio desejaram ser amadas.
Quando, quando foram as vezes que fingiste dizer não? Lembra.
Quando, quando?

Quando te achares perdida na triste escuridão, sou o lírico anjo do sonho, deixa-me sorrir,
no tempo, longe da eternidade dei-te a prata, escondi meu coração pois é lá o teu lugar,
não sabes reconhecer verdade da negra realidade, aproxima-te, bate no desejo sem me abraçar,oculto-me, e se me despedir, não poderás ver-me através de ti, a alma na prisão quis fugir, acariciei a vida, voltei a olhar-te, vejo a paixão dos teus olhos tristes na maior solidão,
não te iludas, o beijo do amor caminhou num instante, foi pela ponte da palavra quebrada,
sonhas, lavras o destino que anseias encontrar, sentirás porque estou aqui e tenho de ir.
Quando, quando foi que na revolução eu quis partir?
Quando, quando?

Quando sentires lágrimas de gelo, nunca verás no céu rugas errantes da minha sombra,
enquanto teu coração prateado não morrer, terás memórias aprisionadas das noites quentes,
minha mente diferente vagueia na prata mais brilhante das tuas pétalas incandescentes,
se for embora a saudade eterna fica por cá, em perdão o doce amor no segredo vai renascer,
nas estrelas se notares um romance, digo adeus na distância e nem me saberás esquecer,
pelas serras e planícies irás perguntar por mim, sem chance flores te dirão_ o livre anjo voou,
no cemitério do rio, seu coração sobreviveu numa acácia de prata, alguém que tanto amou.
Quando, quando imaginarás que na chama de nós o amor não morreu?
Quando, quando?

Maia de Melo Lopo
Lisboa, Portugal

 
 

 

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