FÉNIX

 

Edição Especial "Mulheres pela Paz" -  2017

 

Liliana Esperanza- Esperanza Trans 1

 
 
 

Rogério Martins Simões 

 
 

BENDITA SEJAS MULHER!
Rogério Martins Simões

Só! Todos já saíram.
Só! Estou a reparar:
Nos cabelos brancos
E numas quantas marcas
No fundo do meu olhar.
Só! Daqui a pouco
Todos estarão de volta.
E o que mais me importa
É que me vejam
Mesmo que nem reparam
Como estou cansada.
Só!
Como todos cresceram
Sem darem conta
Que sobre mim recaem
Todos os cuidados.

Vou contando os anos
Festejando os danos
Pelos aniversários.

Mas amanhã será sábado.
E ao sábado tudo é diferente
Amanhã só não estarei
E à noitinha
De tão perto… Tão rente…
Noutro olhar voltarei,
E serei, novamente rainha...

Rogério Martins Simões (Romasi)
Praia do Meco - Portugal
http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt/

 
 
 

Rogério Zola Santiago

 
 

"QUE C'EST TRISTE VENISE, AUX TEMPS DES AMOUR MORTES!"
Rogério Zola Santiago

A palavra "mortas" - feminino plural - ilustra o caráter
abissal das fêmeas camadas profundas, ao mar e ao céu
- perdidas, profanadas, retidas nos corações dos homens.
Mães, irmãs, mortas, esposas que partiram, amigas na
sarabanda ciranda das épocas envoltas em cor, luz e cimento.

Feminino fomento plural das sílfides e ninfas, fundo de lago
ao largo da Vida atual! Lábios barrocos, suas modas adquiridas,
sonho de inverno ou noite de verão em Boston. Rio, BH ou Paris.
Araçuai, Long Island, Lindos ou Atenas, mecenas, falenas, amenas
carícias de mãos afáveis ao relento da emboscada paixão.

E a palavra Tempo, sem singularizar o momento que foi
será apenas delas, ela que já se esvaiu no ruído sem
som do perdido amor -
estalo de sabe-se lá quando se perdeu o sentido -
vaga sem classificação gramatical ou sintática,

só sensação adeus e vertigo.

Rogério Zola Santiago
Belo Horizonte, Minas Gerais
Facebook Rogério Zola Santiago


Conselheiro Civil eleito para a área "Literatura, Leitura e Livros" da PBH, 2014/2016 - locado na Fundação Municipal de Cultura, COMUC - Conselho Municipal da Cultura de Belo Horizonte.

 
 
 

Rosa Leme

 
 

DANÇA EM CÍRCULOS...
Rosa Leme

Anjo, olhando para tua face,
Nos teus olhos de amor
Encontrei plena paz.

É tanta ternura!

Calo-me diante de Ti
Ofereço-Te meu silêncio.

Pois as palavras quebrariam a paz
Estragariam a singularidade
Do belo momento.
A certeza da acolhida me aquieta.

A música suave do vento
Envolve a sala.

Enquanto a paz bailarina
Dança em círculos...

Há esse amor que transborda
Uma taça de paz
No meu interior!

O aroma suave de ti.
Aspira-me harmonia!
Em estado de calmaria
A paz é uma prece.

Poeta Rosa Leme
Curitiba - Brasil


Poetisa Curitibana, autora dos livros: “Deus é Fiel!”, “Decolando nas Asas do Vento”, “Uma Rosa Para Você”, “Rosa de sarom”, “Apenas uma viagem” e “Oasis De Cristal”. Tem participação ativa com poesias nas Antologias, Livro carne e Antologia Águas Vivas. Participa da Feira do poeta curitibano, revista Fênix e Eisfluencias, Recanto das Letras.

 
 

 

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