FÉNIX

 

Edição Especial "Mulheres pela Paz" -  2017

 

Carola Justo - Veio ao vento

 
 
 

 Verônica Martins Sacchetto

 
 

QUE BOM SERIA (PAZ no Mundo)
Verônica Martins Sacchetto

Que bom seria
Abrir o jornal e ler
Todos terão o que comer
A fome não existe mais

Que bom seria
Ligar o rádio e ouvir
Uma notícia dizendo que a segurança
Nos traz confiança e o medo ficou pra trás

Que bom seria
Ligar a TV e ver
Os homens se entendendo
O ocidente e o oriente só querendo a paz

Que bom seria, meu Deus, que bom seria
Que bom seria, meu Deus, que bom seria

Que bom seria
Saber que a lei do idoso
Saiu do papel e ele agora é amparado
É bem tratado, é respeitado

Que bom seria
Que toda criança
Tivesse esperança
De um futuro melhor

Que bom seria que o ser humano
Entendesse que todos são iguais
O negro, o índio, o branco, todos
Todos somos iguais

Que bom seria, meu Deus, que bom seria
Que bom seria, meu Deus, que bom seria

Que bom seria, meu Deus, que bom seria
Que o mundo vivesse em paz

Verônica Sacchetto
Belo Horizonte - MG - Brasil


Formada em Comunicação Social / Jornalismo – Pontifícia Universidade Católica – PUC/MG. Participa de Antologias Poéticas, tem algumas poesias publicadas e musicadas.

 
 
 

Vicentina Maria da Silva

 
 

ELA
Vicentina Maria da Silva

Mulher, corpo esguio, passos erguidos...
Marco de um novo tempo todo seu.
Com anel que entrelaça a doce esperança...
Veste seus sonhos em seda e debuta,
Baila na ordem de impulsos dotados de temperança,
Na conjuntura vindoura de equânime luta.

Tão logo surjam os traços do amor e da paixão,
Traduz o sorriso largo de dias marcantes...
Percorre o mundo de normas e governantes,
Livre de enfado, galga a escala da profissão,
Trabalha e metralha a rotina dos seus grilhões,
Em combate, usa como armas, o amor incondicional.

Nos recônditos da mente, na alegria renascente,
Com imagens coloridas, com fundo em vergel,
Que por sorte, ou por desventura, o outro anel...
Em espaço promissor de carinho e amor,
O ventre crescido enaltece a alma feminina,
Que faz da gratidão, o símbolo da conquista.

Ao longo do caminho, o seu exército íntimo,
Desce dos saltos, hasteia esvoaçante bandeira,
Com todo empirismo, no anonimato, luta pela paz.

Vicentina Maria da Silva
Uberlândia - Minas Gerais - Brasil

 
 
 

Victor Jerónimo

 
 

MULHER QUE SOFRES
Victor Jerónimo

Ela, mulher prazenteira o adorava
Era o seu homem!
Aquele que lhe dava prazer
Aquele que lhe sustentava a vida
Aquele que lhe deu seu filhos adorados.

Ela, mulher sublime o tratava
Era seu homem!
Consentia, suas noites de solidão
Consentia, suas noites de televisão
Consentia, suas bebedeiras de caixão.

Ela, mulher de sacrificio o permitia
Era o seu homem!
Permitiu, seus gritos
Permitiu, suas pancadas
Permitiu, sua morte.

Mulher, prazenteira, sublime e de sacrifício,
Aquela que consentiu e permitiu,
Jaz hoje sob sete palmos de terra.
Ele... continua procurando sua proxima vitima!...

Óbito: Acidente doméstico.

Victor Jerónimo - Portugal
em Recife - PE - Brasil


Victor Jerónimo é português e vive no Recife/PE/Brasil.Escritor e Poeta, tem obras publicadas em vários livros.Tem algumas menções honrosas. Co-criador e Director da Revista Cultural eisFluências que conta actualmente com 7 anos de edição virtual.

 
 

 

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