FÉNIX

 

Edição Especial "Mulheres pela Paz" -  2017

 

Nequitz Miguel -  Int

 
 
 

Vieirinha vieira 

 
 

MULHER DE PAZ
Vieirinha vieira

Tu
Que tantas vez te tem roubado
O teu mais intimo pormenor
O teu próprio calor

Tu!
Dentro do templo
vestida do teu melhor eu
Cheia de luz e esperança

Que mesmo morrendo,
entre os ossos e a pele
No teu tão sereno,
Tu!

Contra opiniões
muitas vezes fazes silêncio
Para que termine o barulho
muitas vezes terminas
Para não começar
E se ouve alturas que gritaste,
porque não mais podias calar!

Tu!
Firme, humana, mulher!
A cada dia, abrindo a pestana...
Num mundo que não sabe o que quer.
Se teu grito é protesto e eu que não presto
O silêncio que tanto detesto, muito mais!

Tu
Onde a fome é maior
A hipocrisia crescia
a morte... a sorte...
Alma em corrente
Não sei se livre, presa ou mente

Tu!
Que por fora és guerra,
dentro carregando a Paz!
que só tu,
És capaz
De lutar por ela,
Tu!

Vieirinha Vieira
Vila Nova de Gaia - Porto - Portugal


Facebook: Vieirinha Vieira - nome pelo qual assino meus textos; Escrituraria de Profissão, mãe e MULHER DE PAZ!Vieirinha Vieira, Lo Escrita e Maria de Mais são heterónimos de Cláudia Vieira,  Participou em mais de 20 Livros projectados por varias editoras, encenou e declamou em diversos eventos e lançamentos de livros.Realiza espectáculos e eventos poéticos, projecta a solidariedade "Das palavras sentidas ao sentir das palavras". Lançou uma obra em 2016 "A MENINA QUE FUI " com o Heterónimo de Lo Escrita

 
 
 

Vilma Santos

 
 

MULHERES NEGRAS
Vilma Santos

Mulheres negras gritam ao vento
Não a cor que trazem gravada na pele que as qualificam!
Gritam a dor que a sociedade cravou
Na alma de quem já nasce dor!

Mulheres negras são força sem frescor!
Nascem da luta de gerar igualdade
Em um mundo onde a cor
Separa até o verdadeiro amor!

Mulheres negras respiram luta
Que promove a exaltação do direito
A vida integral e a justiça social
Independente da dor ou cor!

Mulheres negras acalentam o amor
Que gera no útero a liberdade como beija-flor
Do pensamento que expressa no germinar da flor
Toda alegria de ser mulher, antes da cor!

Mulheres negras trazem o sorriso que encanta
A África distante, o Haiti presente
O Brasil, que no íntimo sente gritante
O Apartheid em cada esquina sempre paralisante!

Mulheres negras das tranças e turbantes
No olhar expressa conquistas brilhantes e muito importantes!
Da inteligência atuante, enche o mundo
De cores, sabores, neste universo tão destoante!

Mulheres negras de mil cores e muitas dores
Firmeza é teu chão!
Incansável luta o ar que respira!
E sucesso o que trazes contigo onde atuar é próprio caminhar!

Mulheres negras lindas e únicas
O mundo a teus pés dobram os joelhos
E depositam o respeito que todas merecem
Pois, MULHER não tem cor, apenas o valoroso amor que vence a dor!

Vilma Santos
Riacho Fundo II - DF - Brasil


Vilma Santos nasceu em Taguatinga, DF, filha de pais analfabetos, vindos do sertão da Bahia. Toda trajetória escolar em escola pública, inclusive a graduação, Pedagogia na UnB. Professora alfabetizadora na SEDF, desde 1988. Casada, 3 filhos, apreciadora da boa leitura e iniciante na arte de ver a vida por meio da escrita de poesia. Participa desde 2016 das publicações ‘LOGOS”- FÉNIX , Portugal.

 
 
 

Viviane Schiller Balau

 
 

MULHER
Viviane Schiller Balau

Creio em ti mulher com seu;
Jeito de meninona lutando contra as,
Injustiças que nos cercam.
Levando um pouco de amor
Por onde passa com seu carisma;
Mostrando que a vida tem seus altos e baixos.
Entre tantas coisas a te dizer...
Mulher guerreira e valente,
Mas quando está cansada
Não se deixa abater-se,pois existe,
Uma grande força dentro de tuas entranhas.
Infinitamente mãe que cuida de seus filhos
E lutar contra tudo e todos para salvar sua família.
A cada momento que,
Vivemos é como uma semente,
Que é regada com carinho, amor, ternura.
Que ficará para sempre em nosso coração .

Viviane Schiller Balau
Porto Alegre - RS - Brasil


Sócia correspondente da Academia Cachoeirense de Letras Espirito Santo, certificado de destaque especial, menção-incentivo, participação, e também sou ativista cultural.Participo de coletaneas e antologias e ganhei o trofeu Cecilia Meirelles e Carlos Drummond Andrade.

 
 

 

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