FÉNIX

Edição Especial "Mulheres pela Paz"

  2018

Carlos Zemek

 

 

Ana Maria Nascimento

 
 

PLENITUDE
Ana Maria Nascimento

A luta pela paz universal
requer os fortes laços da bondade,
para mudar o rumo da maldade,
de modo totalmente sem igual.

Dessa maneira faz-se essencial
ao ser humano, elos de irmandade,
para reconhecer a intensidade
de se viver de modo fraternal.

Sabemos da importância verdadeira
de caminharmos juntos e felizes,
sem importar a origem da bandeira.

Pois na beleza desses bons matizes
podemos exceder qualquer barreira
e descobrir as plenas diretrizes.

Ana Maria Nascimento
Aracoiaba - Ceará - Brasil


Ana Maria Nascimento- nasceu em Aracoiaba-CE. Licenciada em Pedagogia e Pós Graduada em História do Ceara . Sócia Efetiva da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, Academia de letras Municipais do estado do Ceará – ALMECE; União Brasileira de Trovadores – UBT – Secção de Fortaleza; UBT de Aracoiaba, na qual ocupa o cargo de Delegada. Vice-Presidente da Associação dos Escritores do maciço de Baturité – AESCRBA; Academia Feminina de Letras do Ceará – AFELCE e Academia Afrocearense de Letras. É poeta, contista, trova- dora e magnífica cordelista. Autora dos livros: Vivências; Ciranda de Estrelas; Miscelânea e Saudades; Nuances do caminho e Maaranguape – Personalidades e Conflitos

 
 

 

Ana Navone

 
 

LA PAZ ES UNA MUJER
Ana Navone

La paz es una mujer que dulcemente espera,
salvar al mundo de pena por traiciones.
No tiene miedo al porvenir porque sabe que puede.
La paz es una mujer orgullosa de serlo, luchadora y consciente,
con las manos propicias para el amor ausente.
La paz es una mujer que espera suave en la arena,
mientras contempla los hechos.
Cuando ve que son deshechos que dejan los impostores,
crea un mundo de colores con valores y justicia.
Quiere salvar la creación, los seres que la conforman.
Ella espera, pero acciona para desviar las guerras
y plantar en cada pueblo los principios, los valores,
que conforman la esperanza de una unidad bienhechora.
¡La paz es una mujer que viene galopando vientos!

Ana Navone
Mar del Plata – Buenos Aires - Argentina


Ana Navone, nació en la ciudad de Mar del Plata, Provincia de Buenos Aires (Argentina), el 12 de octubre de 1949. Maestra Normal Nacional. Poetisa desde sus comienzos, participó en diversos concursos, jornadas literarias y congresos. Posteriormente inició la etapa de publicación en antologías y libros propios:
Desde el 2004 hasta el 2010, participó en el Certamen literario de la Agrupación Impulso de Bellas Artes, Salón Provincial del Poema Ilustrado en la temática nativista. Recibió Mención especial en dos oportunidades, poemas gauchescos.
Participa activamente en el 1° Congreso Iberoamericano de Ceremonial, Imagen y Comunicación en Buenos Aires, en el cual se le otorgó una plaqueta en reconocimiento a su labor y aporte permanente al desarrollo de esas disciplinas. Año 2001.
Recibe una distinción en octubre de 2013 por su trayectoria: distinción “ALFONSINA” otorgada por el Foro Femenino Latinoamericano y la Red Cultural de Mujeres ALFONSINA STORNI.
Es Vicepresidenta de CEAL (Centro de Escritores Argentinos y Latinoamericanos) y de desde 2016 es elegida Vicepresidenta de la SOCIEDAD DE ESCRITORES DE LA PROVINCIA DE BS.AS.-FILIAL M.DEL PLATA.
Es miembro activo de la SOCIEDAD DE ESCRITORES DE LA REPUBLICA ARGENTINA (FILIAL MAR DEL PLATA)

 
 

 

Ana Rosa

 
 

SER MULHER
Ana Rosa

Sempre foi pau para toda a colher!
Manga arregaçada,
p'los outros faz e fará
sempre o que puder!
Olhos verdes, olhar despertado
Vistosa e engraçada mulher
de nariz empinado...
Joia em constante alvorecer
Raio de sol, manhã de promessas coroada
Pele morena, rosto rosado,
como que p'lo vento beijado
sem pinturas e lavado...
Tudo nela era verdadeiro
desde o sorrir ao cheiro!
Nada nela soava a falso!
Ninguém a poderá desdizer
Tesouro valioso, difícil de ser encontrado
Quem a vida lhe deu, sempre lhe dizia;
---Que vaidade era pecado!
"rosto nascido belo,
nunca se lhe deve chegar nada
jamais precisava de andar pintado"
Trazia na boca rubra um sorriso plantado
Mas cuidado!...
Quando não eram falas de seu agrado
O caldo estava entornado!...
De nobreza, somente o porte herdado.
Sem desejos de enriquecer,
pobre ao nascer, assim haveria de morrer.
Nunca olhada foi em algum lugar
por estar suja, delida ou remendada
Nunca nada tirou a ninguém,
por tal se sentia honrada
Trabalhadeira como formiga
Casa cheia e farta
Voz melodiosa como cigarra
Herança única, que lhe foi deixada
por quem um dia um colo lhe deu
por ele diariamente foi embalada
Sempre a vida a abençoou
por ela se sentiu amparada
e se algum dia se sentiu só,
mas nunca abandonada
A vida vinha de mansinho
seu rosto acariciava,
tratando as feridas
que o sol diariamente matizava.
Sussurrava baixinho ao seu ouvido
como vento que passa
confessando -lhe um precioso segredo
jurou que nunca seria revelado
Dizia-lhe que nunca deveria ter medo
O medo a vida estagna como pesado penedo!
Não havia dor maior,
que viver em constante desassossego
Trazia consigo a fúria do horizonte,
subiu ao cume da serra nevada
desbravou vales e montes
Sempre livre, sem que dada fosse como
perdida ou achada...
Não era cega, surda, nem tão pouco gaga
mas também não era santa
...muito menos sábia!
Sabia mais a dormir,
que muita gente acordada!
Mesmo no desânimo,
quando a vida não lhe sorriu
Por tudo lutou
Deu tudo em troca de nada.
Também foi tudo!
Presente, passado e jurou que seria futuro!
Foi vida ferida de morte anunciada
Nunca desistiu de dizer ao mundo,
quem desiste nada vale, nem valerá nada
Já deveu, mas pagou!
com ninguém tem divida pendurada
É mulher vivida, mulher de vida
Trazia no rosto suas marcas
nas mãos, a força da foice e enxada
Nunca se arrependeu de nada
Somente tem um defeito,
há quem lhe chame uma graça
e com ela abençoada
Sabia falar sem gaguejar,
Nasceu com língua sem trave
gostava de dizer o que pensava
mesmo que a muitos não agradasse
Nunca se arrependeu de nada
nunca traiu nem foi traiçoeira
Era danada para a brincadeira
tinha alegria no coração,
Vivia pelas palavras apaixonada
Não era bonita nem feia,
não era de "peneiras"
Deste fato tinha vaidade
Necessitava de toda a gente
De uma coisa nunca teve necessidade,
de pedir a alguém perdão por mal causado
Se algum dia lhe questionassem
porque era assim
diria não saber
Fizeram-na assim feliz
solta ao vento e desenganada
Ou a vida assim a ser, a ensinou
Sabia muito, mais do que deveria saber
e muito mais tinha a aprender
com gente que nem ler e escrever, sabe
Sua ânsia de viver, dar e receber
foi e será, ilimitada!

Ana Rosa
Arruda dos Vinhos - Portugal
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https://www.facebook.com/groups/poesiasopoesia61/?fref=ts
http://poesiasopoesia.blogspot.pt

 
 

 

Ana Rosenrot

 
 

RENASCIDA
Ana Rosenrot

Cansou da ditadura,
do peso, da beleza, da altura…
Jogou fora a revista,
que a classifica como feia,
se não for consumista...

Parou de sonhar com o tapete vermelho,
dentro da alma olhou,
fez as pazes com o espelho,
e como mulher se reafirmou…

Deu voz ao coração,
e disse bem alto,
que não aceitaria mais a opressão…

Estava disposta a lutar,
sua feminilidade ao mundo gritar…
enfrentar as batalhas que vier,
seus sonhos realizar,
renascida, feliz, humana, mulher...

Ana Rosenrot
Jacareí – SP – Brasil
https://www.facebook.com/anarosantanarosenrot
http://cultissimo.wixsite.com/anarosenrot
http://cultissimo.wixsite.com/revistaliteralivre

 
 
 
 

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