FÉNIX

Edição Especial "Mulheres pela Paz"

  2018

Eliza Grégio-1

 

 

Carmelita Ribeiro Cunha Dantas

 
 

MULHER
Carmelita Ribeiro Cunha Dantas

Mulher criança, pura inocência, cheia de esperança.
Com o passar dos anos, fica menina moça.
Aos poucos, transforma em mulher adolescente.
Que enfrenta com atitude e beleza exuberante.
Logo fica mulher, pronta para ser admirada e peitada.
Pela juventude que a remete a exuberância.
Cultivando seu cálice sagrado da espécie.
Que multiplica através da Divina Providência.
Mulher, criança, menina e moça donzela.
Várias são as fases, para serem vivenciadas.
Na condição de filha, esposa e mãe.
Dona de casa à profissional independente.
Como tantas outras, são sogras, avós e bisavós.
Em sua lembrança, perpassa por gerações.
Deixando seu modo de ser tão especial.
Para todo sempre na memória dos descendentes.
A mulher e o homem são responsáveis pela multiplicação.
Como são pela educação de seus filhos.
Que ao longo da história, se observa.
As mães cumprindo esta tarefa.
Da procriação, o sustento e a educação.
Muitas tarefas ao mesmo tempo com dedicação.
Para suprir a falta do companheiro que a deixou na mão.

Carmelita Ribeiro Cunha Dantas
Aparecida de Goiânia - Goiás - Brasil


Carmelita Ribeiro Cunha Dantas, nasceu em Corrente- Piauí, veio para Goiânia, em 1966 para estudar e trabalhar.Concluiu o Curso de Graduação em Enfermagem e Obstetrícia e Licenciatura em Enfermagem, pela UCG/1979.
Especializou-se em Saúde Pública e em Metodologia do Ensino Superior pela UFG/FIOCRUZ em 1985 e 1986.
Exerceu sua profissão como professora do ensino médio e como Enfermeira graduada no Serviço Público do Estado de Goiás, aposentando-se em ambas as funções, após trinta anos de serviços prestados.
Ingressa na carreira literária como participante de concursos de poesias da Editora Vivara.
Antologia poética, Prêmio Poesia Livre 2016. Série Novos Poetas Nº 18, maio-2016, com o poema “NÃO” (Milita) Aparecida de Goiânia. Editora Vivara Nacional.Poesias sem Fronteiras – Antologia de Poesia. São Paulo, Editor. E participações em diversas Antologias.

 
 

 

Carmem Aparecida Gomes

 
 

MULHER BELA
Carmem Aparecida Gomes

Cinderela
Princesa
Rainha
Bruxa
Ricas e plebeias!
Eis mulher bela!
Não interessa
Quanta conversa!
Não é de agora
Ela é soberana e senhora!
Mãe cuidadosa
Nova ou idosa.
Branca, negra
Ruiva, morena
Alta ou pequena!
Eis mulher bela!
Com ou sem príncipe
Na batalha da vida
É sempre cinderela!
Encanta e inspira
Poetas e artistas.
O seu corpo gera a vida
E intriga cientistas.
Não importa a raça
Ela tem o poder
Garra e graça!
Eis mulher bela!
Inteligente, sensual
Camponesa ou doutora
É digna de todo respeito
E apreço!
Eis mulher bela!

Carmem Aparecida Gomes, Profª Drª
Ipameri - Goias - Brasil


Escritora, poetisa e roteirista. Formada em pedagogia, bacharel em direito, espec. em ensino universitário e mestre.
Obras já publicada: A menina e o tesouro, A preguiça do cumpade Zé Cochoxi,A menina de olhos alaranjados, O colecionador de tatuagens, Os sonhos mágicos de Eloan, O seu Coisa e Amo eternamente uma única vez (pré lançamento).Participação em Antologias poéticas e em obras coletivas no Brasil e Portugal.

 
 

 

Carmo Vasconcelos

 
 

MULHER
"Sete fôlegos como os gatos"
Carmo Vasconcelos

“Sete fôlegos como os gatos”,
sete vidas tens de ter,
numa existência somente…
Não dá pra uma escolher,
todas terás de viver
neste palco em vários actos,
sempre a sorrir e contente,
Porque nasceste Mulher!

És a filha, és a esposa,
és a mãe e em ti repousa
toda a canseira do lar…
És pau pra toda a colher
que não pára de mexer
para a todos agradar...
Nem tempo tens de lazer,
Porque nasceste Mulher!

Nessa lida, nesse afã,
sais pra rua de manhã,
figura quase sem jeito...
Pesada ao ombro a sacola,
filho pendurado ao peito,
largado à porta da escola…
Nem tempo tens de sofrer,
Porque nasceste Mulher!

Já cansada e dolorida,
vais pro trabalho a correr,
sentindo como chicotes,
impropérios e dichotes
dos que babam por te ter...
Calas a alma ofendida,
sem tempo pra responder,
Porque nasceste Mulher!

Voltas a casa à noitinha,
lavas roupa, fazes camas,
e milagres na cozinha...
Cais na cama em gesto louco,
sufocando um grito rouco,
pois teu homem inda quer
que lhe mostres com prazer
Por que nasceste Mulher!

E já é de manhãzinha!
Foi-se a Lua sem merecer
que a olhasses um nadinha...
E volta o Sol a nascer,
reprise dos mesmos actos...
Não te podes esquecer!
“Sete fôlegos como os gatos”
Porque nasceste Mulher!

Carmo Vasconcelos, IWA
Lisboa/Portugal
http://www.carmovasconcelos-fenix.org


Membro Vitalício da International Writers and Artists Association - IWA, Toledo, Ohio/USA; Embaixadora Internacional do Movimento de União Cultural - Taubaté, Brasil; Medalha da Paz/CONINTER; Comenda Conde de Figueiró/Embaixada da Poesia; Membro Universal Circle of Ambassadors of Peace - France & Suisse; Mulher do Ano 2015/Embaixada da Poesia; Embaixadora Internacional e Imortal/AVLAC; medalha de Mérito Cultural/Curitiba - Brasil 2015; Prémio "Cultivo da Paz - Hiroshima 70 Anos", do Movimento União Cultural; Comenda da Embaixada da Poesia/AVLAC;Honra ao Mérito "Carlos Drummond de Andrade" (AVLAC); Mérito "Prata da Casa" da AVLAC;PrémioS ZAP 2009/2010/2012/ 2015 - pela Presidente do Projeto "ZAP", Elizabeth Misciasci; Académico Correspondente e Membro Honorário da Academia Pan-Americana de Letras e Artes-Rj-Brasil; Académica Imortal da Academia da Cultura Internacional da União Cultural, titular da cadeira número 7. Académica Imortal da Virtual Academia Poética Brasileira (como representante de Portugal);Prémio "MULHERES QUE TECEM O MUNDO" - Movimento União Cultural/2017 ; Académico Correspondente da Academia Inclusiva de Autores Brasilienses AIAB; Académica da Academia Virtual Imternacional de Poesia, Arte e Filosofia (AVIPAF)
Veja biografia completa da autora em:
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/CV-bio.htm
E leia seus poemas em:
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/CV-indice.htm
http://osecularsoneto.blogspot.pt/p/carmo-vasconcelos.html

 
 

 

Carolina Ramos

 
 

PAZ
Carolina Ramos

Eu quero a Paz de amar a toda a gente,
de ter amigos leais e, simplesmente,
poder cantar e não sentir vergonha
por ver ao meu redor o amargo tédio,
os sonhos que agonizam, sem remédio,
e o pranto que é escondido numa fronha!

Não quero a Paz do ilhado que, em si mesmo,
enterra o espinho recolhido a esmo...
nem quero a Paz das dúvidas caladas!
Desdenho a Paz cruel feita de medos,
que amarra pulsos... tranca em vis segredos
os anseios das almas conformadas!

Quero a Paz conquistada a cada instante!
A Paz estímulo que diz: - Avante!
Não, a Paz das renúncias doloridas,
paz da omissão, covarde, que se oculta
no rictus de um sorriso, Paz que insulta
os passos sem porquês de tantas vidas!

Não quero a Paz tristonha e silenciosa
da derradeira pétala da rosa,
que entregue à brisa, sem destino, seca.
Eu quero a verde Paz das verdes folhas,
que sombra distribuem sem escolhas,
ao pobre, ao rico, ao justo... e ao que mais peca!

Desejo a Paz do mar que beija a areia...
A Paz de crer que a vida não é feia!...
A doce Paz com gosto de esperanças,
que se partilha e jovialmente rola
de mão em mão – qual colorida bola
de um inocente jogo de crianças!

Anseio a Paz serena do Poeta!
Utópica e total! A Paz completa
que vai além da vida... sem ser morte!
A Paz que desconhece os desenganos,
que valoriza os méritos humanos
e ao trabalho enobrece e dá suporte!

Paz de crer que o Amanhã, sonhado, existe!
E que o mundo é feliz... E, não mais triste,
o irmão abraça o irmão, fraternalmente!
Eu quero a Paz do ideal, o mais sagrado,
que é ver o mundo inteiro congraçado
na PAZ feita de AMOR... de AMOR, somente!...

Carolina Ramos
Santos - SP - Brasil


Professora, Escritora, Poetisa, Musicista Artista plástica. 17 Livros ed. de Poesia, Contos, Trovas, Biografias, etc. Premiações no Brasil e Exterior.
Pres. da União Bras. de Trovadores Seção de Santos; IHGSantos, que presidiu de 2000 a 2007. Acad. Santista de Letras, Acad. de Ciências, Letras e Artes de Santos; Acad. Cristã de Letras de São Paulo; Acad. Peruibense de Letras; Membro Honorário da Clube de Poesia "Lampião de Gás. de SP, etc. Vários livros inéditos, Folclore e Lit. Infantil.

 
 
 
 

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