FÉNIX

Edição Especial "Mulheres pela Paz"

  2018

Clevane Pessoa - Desenho

 

 

Cleidirene Rosa Machado

 
 

POEMA DE EXALTAÇÃO A DEUSA TEMIS – DEUSA DA JUSTIÇA
POR UMA DEUSA
Cleidirene Rosa Machado


Ela é guerreira, ela é brava, ela é forte e escultural.
Mas seus olhos lindos estão cobertos pelo justo imparcial e não podem ver a luz do dia.
Em uma mão: a balança tem dois lados.
Em outra mão: a espada tem dois gumes.
Entrega a mim o teu poder, ó deusa “Têmis”.
Entrega toda a certeza da justiça que abranda os delitos da vida.
Que por seus lábios as palavras sejam claras e precisas.
Que por minha boca, seu encanto me traga viagens, doce família, empresas e tudo o que me permitir.
Sei que você, assim como a mim, também é mulher...
Então, que o peso dos seus pés, jamais entregue a traiçoeira serpente.
Porque nossas leis seguirão sempre os artigos de seus mandamentos.
Porque o nosso suor, gota a gota se transformarão em brilhantes lhe caindo a fronte.
E porque o nosso destino sempre a ti serão entregues a vossa sabedoria e entregues tambem a sabedoria do grande livro que esconde junto ao teu caminho.

Cleidirene Rosa Machado
Catalão - GO - Brasil


Nascida na cidade de Catalão, interior de Goiás, estudou todo o ensino fundamental e médio em uma única escola pública.
Licenciada em Letras e também bacharel em Direito.
Cursou gastronomia em instituição especializada e ainda leu livros de psicologia por conta própria.
Publicou o livro: “A Moça do Cerrado” pela editora WI, Participou de antologias poéticas, sendo autora de dezenas de texto em prosa e poesia e também fez composição de algumas musicas e estuda teclado musical.

 
 

 

Clêuma Santos Alves

 
 

MULHER
Clêuma Santos Alves

Brisa do Oceano
Caminhas nas sombras do tempo
Perfumando os segundos
Com chamas da vida...

És tu mar
Mistério e deserto...
Segue as rotas dos sonhos
Abraçada ao futuro
(in) Certo...
És guerreira
Bela de ternura em flor
Sorriso-Oceano
Semeando Paz
E pétalas do AMOR...

Clêuma Santos Alves
Jacobina - Bahia - Brasil


Clêuma Santos Alves, da cidade de Jacobina, Bahia/Brasil .Participa da Obvious com a página “Entre Rabiscos e Palavras” com alguns artigos publicados:
(http://obviousmag.org/entre_rabiscos_e_palavras/autor/)
Com publicações nas Antologias Poéticas: Concurso Nacional Novos Poetas (2015); Poetize (2016); Antologia de Prosadores e Poetas Brasileiros Contemporâneos, Porto da Lenha.

 
 

 

Clevane Pessoa

 
 

MILENAR
Clevane Pessoa


Vendou os olhos para compreender a cegueira da outra pessoa./
Ralou os joelhos quando caiu de joelhos, para orar por quem lhe jogara pedras./
Aproveitou e semeou a terra áspera e negra, com sementes de um embornal antigo./
Deu o braço para quem se dizia inseguro para caminhar sozinhas./
Abriu a bolsa e entregou suas últimas moedas a quem parecia carente/
e era apenas oportunista olhou para trás e flagrou a beneficiada /
rindo de sua pretensa ingenuidade./
Entrgou às nanosferas de paz e de bondade, essas almas mesquinhas e oportunistas.
Chorou pérolas de sua memória arcaica, quando foi peixe./
Sentiu saudades do mar./
Descalça, entreteceu com sisal sandálias fortes e continuou sua caminhada./
cabelos soltos, pés rosados, mãos em leques de dedos sinalizadores./
A intuição batia ao mesmo compasso de seu coração sofrido.Mas cantava!/
Hoje,milênios depois, voltou à aurora do ponto onde o desgosto erguera /
um montinho de pedras./
Elas estavam transformadas em fósseis preciosas.
Olhou para um pouco além e encantada, viu
que a sementeira explodira em flora variada./
Correndo com a alma de criança, foi lá e colheu braçadas de flores,/
tonta de aromas inesperados.
A pele recuperou-se, o sorriso abriu-se num grande barco./
Ele projetou-se até ao rio dos sonhos e das esperanças./
Depositou seus feixes de flores./
E remou, vendada ainda, plena de energias revigorantes.../
Queria seguir apenas suas intuições e seus instintos./
Não queria enxergar as mal agradecidas personas sobre o rosto das malvadas./
Não viu que elas andavam pelas margens sem coragem de enfrentar as ondas./
Que lhe estendiam as mãos qual antigamente, querendo roubar-lhe tudo./
Até o verbo./
Criaturas belíssimas a aguardavam./
Os instintos a levaram sem esforço, à ilha de Avalon./
E ao descer, sentiu que docemente a desvendavam./
e a levaram entoando cânticos ao solstício de primavera./
As flores que colhera, e que semeara há séculos, milagrosamente, multiplicaram-se./
Todos os espaços cobriram-se de pétalas, sépalas , folhas e galhos aromáticas.?
A festa da bem aventurança começara./
Estava do outro lado , noutra dimensão, sem que pudesse mais ser atingida!/

(In "Ad maiora natus sum")

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Belo Horizonte - Brasil


Acadêmica da AFEMIL(Cadeira 05-Cecília Meireles) ,da ALACIB (Cadeira 11-Laís Corrêa de Araújo) e da Academia Internacional ALPAS 21, cadeira Aleijadinho , entre outras.
Diretora Regional do InBrasCi (Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais ) em Belo Horizonte, membro do IWA(USA) , Representante em MG, da FALASP, representante em Mg, da REBRA, Coordenadora do Paz e poesia, em belo Horizonte, Embaixadora universal da paz, pelo cercle Ambassadeurs Universeles de La Paix e membro do ICA(Instituto de Cultura America(reg. 5041UNESCO) , desde os Anos 60, entre outros.

 
 

 

Conceição Maciel

 
 

MULHER
Conceição Maciel

Histórias ínfimas de dor
Tuas lágrimas banham a imensidão do teu sofrer
E comovem as terras por onde não andastes
Decepções que afloram tua face sofrida
O pranto escorre no teu rosto marcado
Como cachoeira abundante
Na infinita natureza
Que se erguia soberana, mas que feneceu
Diante da insensatez humana
Teu grito ecoa na lonjura do universo
E retumba nas carcaças que jazem nas sarjetas
Tua voz embargada presa na garganta
Não se sobrepõe à súplica explícita em teus olhos
Nao há mais paradoxo entre riso e lágrima
Já não mais sorris para não chorar
Por que o riso virou metáfora
E a lágrima é uma dolorosa realidade
Agora choras apenas
Choras por todas as mulheres injustiçadas
Usadas; humilhadas; sofridas
Violentadas; silenciadas
Marcadas na alma por cicatrizes que pulsam
Ainda vivas, sangrentas
Molhando o véu da tua pureza
Vilmente roubada na calada dos dias sombrios
Que assolam tua vida
Ainda é tempo de lutar
Levanta-te, mulher!
Erga tua voz imponente e lute bravamente
Tua grandiosidade supera as muralhas
Erguidas nos caminhos por onde andas
Tome as rédeas da tua vida
E caminhe para a liberdade
E viva apenas. Viva!

Conceição Maciel
Capanema - Pará - Brasil


Conceição Maciel - casada, mãe de três filhos; tem formação superior em Letras com habilitação em Língua Portuguesa pela UFPA (Universidade Federal do Pará); possui várias poesias publicadas em âmbito nacional e internacional; atualmente pleiteia uma vaga na ACLA (Academia Capanemense de Letras e Artes).

 
 
 
 

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