FÉNIX

Edição Especial "Mulheres pela Paz"

  2018

Margarida Soares Santa - LIBERTAÇÃO

 

 

Ivone Boechat

 
 

PAZ
Ivone Boechat

É possível romper
as barreiras do conflito,
desfraldar-se como exemplo,
símbolo da paz?
Existe estoque de serenidade
no interior do homem,
onde se escuta o grito
do seu coração,
em sacrifício vivo
no altar do templo,
em propósito altivo
de ser melhor?
Sim: “deixo-vos a paz”,
“a minha paz vos dou”...
Jesus, Rei do amor,
Príncipe da paz,
ao vencer a guerra
deste mundo,
subiu ao céu,
sem olhar pra traz,
sabe que mais um milagre
fez aqui na terra,
convenceu ao homem
que ele pode sim,
que a paz existe
dentro dele,
ele é capaz.

Ivone Boechat
Rio de Janeiro - Brasil
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Izabel Eri Camargo

 
 

PAZ
Izabel Eri Camargo

A noite estava serena,
O mundo silencioso,
A palavra soava pequena,
Em silêncio prazeroso.

A paz tem sentido honroso,
É a maior riqueza terrena.
A noite estava serena,
O mundo silencioso.

A paz tem a beleza da açucena,
Coração pacífico e amoroso.
A paz é herança Nazarena.
O ser feliz é consciencioso.
A noite estava serena.

Izabel Eri Diehl de Camargo, Profª Drª
Porto Alegre - RS - Brasil
www.caminhosdavida.prosaeverso.net


Izabel Eri Diehl de Camargo Especialista de Educação, professora universitária, escritora e poeta. É autora de doze livros: poesias, contos, crônicas, ensaio, haikais, poesia infantil, aldravias e romance. Cinco livros editados também em Braille pela Biblioteca Pública do RS. Colaboradora de revistas do RJ e RS. Integra várias entidades culturais como: Divine Académie Française dês Arts Lettres et Culture, Paris/France - Membre d’Honneur; o Cercle Universel des Ambassadeurs de La PaixGenève-Suisse/France; a Associação Internacional de Poetas; a Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias/RJ; a Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, POA/RS; a Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil/MG, a Academia Internacional de Artes Letras e Ciências – A palavra do Século 21; a Academia de Letras Rio Cidade Maravilhosa, a Academia Literária Feminina/RS, a Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas, Mariana/MG e a UBE/RS e SP. Foi laureada com o troféu Carlos Drummond de Andrade e com o de Cecília Meireles/MG, com Premio Victoria - Destaque 2015/ Montevideo, entre outros. Participa de inúmeras antologias nacionais e internacionais, entre as quais, Brésilen Scène. Diva Pavesi et sés invités. Divine edition. Paris, 2014/2015, bem como de “ O Brasil e seus Brasileiros”, 2016. Premiada em concursos de poesias e de contos.

 
 

 

Izabella Zanchi

 
 

CARTA AO DON JUAN
Izabella Zanchi


O amor não pulsa, o amor
Não respira,
O amor não
Arde; o amor se entrevou
E partiu-se
Com uma taça de sangue.

Sossegou, dormiu, morreu.

Agora exibe nas roseiras
A sua face exangue

O amor cortou o céu
Com o seu buril-faca
E partiu.
O amor enovelou-se.

Tristes e tão diáfanas,
Suas rosas feneceram
Com um silêncio.

Amor, meu amor. O silêncio
É a mágica do adeus:
Noite que cobriu o calor,
Neve que encerrou a luz.

Para sempre. Para sempre.

Izabella Zanchi/Respiração Boca a Boca
Curitiba - DF - Brasil
https://amorentrevado.blogspot.com.br/


Izabella Zanchi: Nascida em 1956, vive e trabalha em Curitiba. Atuou como atriz, dramaturga e diretora de teatro, migrando nos anos 80 para a área das Artes Visuais (artista, curadora e orientadora em oficinas), com trabalhos em pintura, gravuras em metal (ponta seca),linóleogravura e monotipia, sendo criadora da técnica hipertipia ou técnica do sudário(agregação de solvente, variação da técnica de monotipia). Seus trabalhos foram expostos em diversas mostras (nacionais e internacionais), integrando acervos como o do Weisman Art Museum. Em 2013, Shana Lima Adayme escreve uma monografia sobre o trabalho da artista para o Curso de Especialização em História da Arte Moderna e Contemporânea da Escola de Música e Belas Artes do Paraná intitulada "O Retrato na Gravura de Izabella Zanchi". Em 2006 fundou o grupo Salaprofunda, rebatizado de SALA em 2008, no qual atuou como artista conceitual e curadora, participando de projetos e mostras como O Espelho e seu Duplo, em 2010, no Museu da Gravura Cidade de Curitiba. Izabella publicou o diário “O Garçom B” em 1998 pela editora Rosa dos Tempos (selo da Record), sob pseudônimo; escreve poesia desde os dez anos de idade, tendo sido publicada em antologias da Revista virtual FÊNIX LOGOS, em 2013 e na revista Mallarmargens, em 2014 e 2016; participou dos grupos poéticos curitibanos Meninas que Escrevem em Curitiba e Marianas. Em 2017, tem poemas publicados na Revista digital Propulsão, edição nº 1/2017, e participa da Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea Além da Terra Além do Céu, da editora Chiado. Está com um romance inédito, aguardando editora, bem como com dois livros de poemas.

 

 

 

Jota Clavijo

 
 

AVE FÉNIX
Jota Clavijo

Cuando el silencio ahoga las palabras
y los segundos son siglos a pasar,
cuando la distancia es una gran muralla
y el camino no lleva a ningún lugar,
es tiempo de cambiar rumbo
es tiempo de crear mundos
es tiempo de comenzar.

¡Ave Fénix!
renace de esas cenizas,
desde ese punto imposible
donde se escondió la vida,
es hora de sacar fuerzas
de volver a volar.

Y con esas alas nuevas
en ese cielo infinito
¡Vuela! ¡Atraviesa eras!
Vive y muere a cada instante
Palpitante corazón.
¡Oh! Implosión, explosión,
Big-bang, gran Amor.

Con tu flamante plumaje
vuelas rumbo a un horizonte
que no existe,
no existe…


Jota Clavijo - de Punta del Este- Uruguay
em Pirenópolis – Goiás – Brasil


Jota Clavijo nasceu em Punta Del Este Uruguai, em 1951, no berço de uma tradicional família de gente do mar. Desde cedo desenvolveu seus dons artísticos. No fim da década dos anos 60 e 70, viajou por toda América do Sul, quando teve oportunidade de entrar em contato com o artesanato e arte indígenas, que marcaram definitivamente o seu trabalho. Em 1975, encontrava – se em Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil, onde estudou escultura e gravura na Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). Em 1976 e 1977, participou do Concurso Nacional de Presépios, realizado na Faop, sendo agraciado com o 1° e 2° prêmios respectivamente.
Sempre em busca de novas técnicas e materiais, viajou por vários países da Europa, África e do Oriente, onde continuou com suas pesquisas e expôs novos trabalhos. Voltou ao Brasil em1981 e fixou-se em Pirenópolis Goiás. Nessa cidade histórica participou ativamente na experiência alternativa da Comunidade Agro - artesanal Terra Nostra, propulsora do artesanato em prata no município, hoje conhecido como ´´ a Capital da Prata do Centro – Oeste brasileiro``.
Desde então, desenvolve projetos de educação ecológica e de preservação do bioma Cerrado, junto à comunidade. Trabalhando principalmente com madeira, couro, escultura, desenho de joias e recorte de papel, participou de diversas exposições nacionais e internacionais. Atualmente, suas obras figuram em coleções privadas na França, na Espanha, na Suíça, nos Estados Unidos, na Argentina, no Japão entre outros. Seus recortes de papel correm o mundo, principalmente como quadros, estampas de roupas e ilustrações de livros.

 
 
 
 

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