FÉNIX

Edição Especial "Mulheres pela Paz"

  2018

Renata Katsue Yuba

 

 

Márcia Jaber

 
 

PAZ
Márcia Jaber

Que haja Paz entre as Nações
que se agridem por um nada,
todos julgam ter razões,
sendo a Paz abandonada.

Que haja Paz nos corações
destas mães tão desoladas,
que em guerras, revoluções,
perdem pessoas amadas.

Que a graça de Deus, qual manto
venha envolver, abençoar
àqueles que ouvem o pranto

dos que choram tanto, tanto,
e que vivem a implorar:
_ Paz no mundo, meu Pai Santo !

Márcia Jaber de Barros Moreira - Márcia Jaber
Juiz de Fora – MG - Brasil


Márcia Jaber de Barros Moreira - Márcia Jaber - Nascida no município do Rio de Janeiro, pertence à UBT-JF (União Brasileira de Trovadores - Juiz de Fora).Economiária aposentada, encontra nas trovas e poesias um bálsamo para a alma e grande prazer no convívio com os demais irmãos poetas, trovadores.Possui diversos troféus e diplomas conquistados em concursos locais, nacionais e internacionais.

 
 

 

Márcia Mendonça

 
 

MULHERES COM CAFÉ
Márcia Mendonça

gosto do gosto forte do café,
existo, logo penso, alguém disse isto uma vez.
não posso falar sobre a pobreza que enche meus olhos quando ando nas ruas.
é preciso caminhar com os olhos fechados, miséria, miserável mercadoria
pessoas, persona, teatro (custa caro!)
não posso ver a mercadoria exposta do capitalismo
carne crua, cruel, desumana
podridão invadindo o corpo
arrepia, remexe a nudez escondida
não devo entender as relações pessoais,
tenho uma estranha estrada traçada
compete a minha persona conseguir
subir a escadaria da penha
não, não fiz uma prece
nas minhas entranhas as tranças trançam meus pecados ocultos
a fé leva ao encontro da trama
persona
mercadoria, dedo em riste
o pobre não entra no céu, mulher é pobre!
mulher já nasceu com pecado
mercadoria
mulher
traçado, penso
não posso pensar
não sobra verba para questionar
não sobra verba para educação
não sobra verba para saúde
para conquistar o favor dos deuses precisa-se ir ao final da fila
a fila é grande
nunca anda, nunca chega a vez daquelas que esperam
inquietas sempre no final
o privilégio conta.
os degraus nunca acabam.
carrego minha cruz, eu e tantas outras,
acredito que nossas cruzes estão sobrecarregadas
com o peso da injustiça do homem.
cadê a justiça? conheço só a justina e digo:
é uma boa pessoa
ou uma boa persona
per-so-na-gem dançarina com quem falei outro dia
ela chorou. (é a engrenagem emperrada do estado)
e confessou-me a sua incapacidade de acreditar em seu próprio personagem.
ri
disse para ela: eu também
quem somos no mundo dos olhos vendados
o qual não pensa
é impensável
o mundo
ou nós mulheres?
quem somos? cogito, ergo sum?
já disseram: se pensar vai para o inferno, (temos medo do capeta? ou ele tem medo das mulheres?)
arrumem bem seus cabelos: hoje a moda é cabelos lisos, tem dias que pode ser levemente ondulados e com mecha,
se não tiver mechas nos cabelos
você não esta na moda, você não vai para o céu! e os cortes de cabelos?
preferência para mulher: compridos (patriarcado, intolerância)
correm, amanhã será outro dia e tudo será novo.
meia volta vou ver
técnica
produção
enganação
o fruto da terra é adorado e quem cuida da terra com amor
frutifica a vida
eu sou a terra, nós mulheres somos terra!
nós mulheres somos a chuva que rega o mundo!
eu sou a chuva descendo redonda inundando a floresta abundante de flor
eu sou o solo preparado para o cultivo da semente
eu sou o orvalho que rega a terra ao amanhecer
eu sou a flor desabrochando
eu sou o canto dos pássaros
eu sou o fruto maduro e perfumado
eu sou a liberdade do leito do rio descendo
e ensinando a palavra da vida
eu sou a árvore florida à espera do fruto bendito
do nosso ventre
eu sou mulher, nós somos mulheres!
confessamos nosso pecado: existo e penso!
amém!
tá na hora do café: sente-se e sente o aroma.
café é a terra em toda a sua exuberância,
ensinando a escutar a voz do vento. as rosas vermelhas sentem muito!
amém e amém (bendita somos nós entre as mulheres)
às cortinas fecham-se. um sorriso nos escapa no amargor do café.

Márcia Mendonça
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil


Márcia Mendonça Alves Vieira: De Florianópolis, Santa Catarina. Graduada em Letras – Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Literatura (PPGLit), com ênfase em Poesia, Aisthesis e Teoria Literária, pela mesma Universidade. Apresentou palestra sobre Nietzsche, intitulada “Um olhar sobre Nietzsche” em março de 2015, evento realizado na escola Antonio Peixoto. Ministrou minicurso sobre a Estética Gótica em Alexandre Herculano, na Semana Acadêmica de Letras da UFSC (2016), coordenado pelo professor doutor Stélio Furlan. Participou da organização dos Varais Literários na Semana Acadêmica de Letras da UFSC IV e X (2015 3 2016), coordenado pelo Professor Doutor Stélio Furlan. Atualmente, é revisora crítica e textual da Revista UOX, Revista acadêmica do curso de Letras do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da UFSC. Poesia publicada Revista Mafuá (2016); escreveu um capítulo do e-book Expressões do Horror- Escritos sobre cinema de horror contemporâneo (SOB AS SOMBRAS: O horror e as mulheres em guerra, p.112, disponível: http://cinemamundo.cce.ufsc.br/publicacoes/); no prelo o livro Dicionário dos Personagens da autora Paulina Chiziane (UFSC, 2018) (co-autora).

 
 

 

Márcio Alexandre Cruz Rosa

 
 

TÍTULO DE RAINHA
Márcio Alexandre Cruz Rosa

Oh, símbolo singelo da paz!
Brandura singular das flores!
Alvura dos mais ternos amores!
Pureza insólita da humanidade!
Mulher, tu és na verdade!
Exemplo descomunal de beleza,
Riqueza inexorável da natureza.
És digna de honraria.
Mulher, Que recebestes o nome de Maria!
Título menor não lhe caberia.
Tu que desde o ventre foste Rainha!
És indubitavelmente a grande promotora da Paz!

Márcio Alexandre Cruz Rosa
Aracaju – Sergipe – Brasil


A arte literária adentrou em minha vida, quando ainda criança, na ocasião escrevi pensamentos, que foram apagados na parte obscura do meu ser, entretanto, em 25 de junho de 2017, renasceu a vontade de escrever minhas primeiras poesias, nascido no berço de uma família humilde na cidade de Aracaju - Se e com 37 anos lancei ao publico minhas primeiras poesias, intituladas de A Vida em Versos, A Poesia, A Poesia do Para e do Pra e Apologia a amizade. Essas falam sobre o resgate da arte literária, dos valores relativos a correta utilização das palavras, fala dos sentimentos que emanam da sociedade.

 
 

 

Marco Pasquini

 
 

SER MULHER
Marco Pasquini

Ser mulher
É amar

Ser mulher
É gerar

A mulher
Trás a vida

A mulher
Trás o amor

A mulher
É a flor

Marco Pasquini
São Paulo (SP) - Brasil


Marco Pasquini, escritor, roteirista e cineasta, nasceu em Rancharia (SP). Formou-se em Cinema pela FAAP. Participa da “Feira do Poeta” (Curitiba) desde a década de 80. Publicou: “Poemar”; “O Folheto Literário”; “Sujeito Oculto & Indeterminado”. Participou: “Conexão II–Antologia da Feira do Poeta”; “Poetas na Praça-Antologia da Feira do Poeta”; Antologia “Parnaso Poético”. Escreveu e dirigiu: “Ayrton Salvanini, um ator mambembe” (Documentário); “N.Y.City (Curta); “Bue/AR”(Curta); “Capital,SP(Curta); “Restos de filme (Curta); “Restos de vida”(Curta)

 
 
 
 

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