FÉNIX

Edição Especial "Mulheres pela Paz"

  2018

Renata Katsue Yuba

 

 

Marcos Antônio Lima

 
 

MULHER
Marcos Antônio Lima

És sêmen do universo angelical
Gerado do ventre das estrelas
Procriada nas entranhas das costelas
Fruto de amor terno sublime e imortal
És tua somente tua,
A dádiva de procriar e regar
Em teu ventre,
Por meses e meses,
A semente da vida.
Privilégio legado por Deus
Para o mais belo dos belos seres
Da espécie terrena
Seja tu negra, branca, ruiva, loira ou morena
Tens esculpido na alma
A energia de todas as galáxias
Tu és meiga, frágil e delicada
Ao mesmo tempo forte e soberana
És bela, és sensível, és amada
A mais desejada espécie humana
Sou grão de areia perdido na galáxia
De teu universo
Sou poeta a descrever-te em verso
Tamanha é a tua soberania
Que fiz para ti a mais pura das poesias.

Marcos Antônio Lima
Santa Brígida - BA - Brasil
(Amor em Versos e Reversos)
http://www.facebook.com/poesialima
http://marcosalima.com.br
http://www.marcosantoniolima.recantodasletras.com.br/
https://marcospoetalima.blogspot.com.br/
https://marcoslimacombr.wordpress.com/


Marcos Antônio Lima é um versátil poeta Pauloafonsino. Escritor, Cronista, Poeta e Acadêmico da ALAS, Membro da Comissão de Admissão – Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano – Ocupante da Cadeira de Número 22. É Membro Correspondente da ALPA (Academia de Letras de Paulo Afonso) Ocupante da cadeira de Nº 28. Autor das obras poéticas; Amor em Versos & Reversos (Scortecci Editora - 2001); Jardim de Árida Poesia (Editora Kazuá – SP/2016) & Aquarela Poética (Coletânea Abrindo Alas - 2017). Um homem à sombra de seu destino é seu primeiro romance regional.

 
 

 

Marcos Penna

 
 

DESTINO DE REALIZAR
Marcos Penna

um carinho mulher a ti
derramo rosas ès luz , existir, poente
um sorrir melhor, prazer
um extravassar de sentir
rumo, caminho, ser feliz
um rimar com nós homens amor
obrigado mulher
por ser sempre esse destino de realizar

Marcos Luiz Mattos Penna - Marcos Penna
São Paulo - Brasil


Me chamo Marcos Luiz Mattos Penna, tenho 40 anos, sou paulistano e resido nessa mesma capital, compositor filiado ao sicam eu adoro escrever versos e textos. Nesse derramar de busca já consegui algumas publicaçôes em revistas e jornais como a revista da hora. Inclusive participei da edição numero cinquenta da vossa importante revista EISFLUÊNCIAS. Meu pseudônimo é Marcos Penna

 
 

 

Mardilê Friedrich Fabre

 
 

CAMINHOS DE PAZ
Mardilê Friedrich Fabre

Palmilhei longos caminhos...
Subi ladeiras íngremes.
Deparei-me com ruas sem saídas,
Onde o sonho espatifou-se na desilusão.
Atalhei por vielas desconhecidas
E lutei contra dificuldades inimagináveis.
Desviei dos perigos dos labirintos,
Mas tive que voltar cansada.
Muitas vezes, cegou-me o nevoeiro,
Parei de súbito à beira do precipício.
Nem sempre me movi em retas,
As curvas deram-me tempo para pensar
Nos itinerários percorridos,
Tranquilos, felizes, sem obstáculos;
Dolorosos, amargos, repletos de empecilhos,
Que precisei afastar com dor e lágrimas.
Ainda procuro o caminho principal,
Verdejante, luminoso e florido,
Que me leve pela planície perfumada
Ao azul cristalino da paz.

Mardilê Friedrich Fabre
São Leopoldo - RS - Brasil
http://fremitosdaalma.blogspot.com.br/

 
 

 

Margarete Prado de Souza

 
 

AQUELA PAZ QUE SONHAMOS
Margarete Prado de Souza

Ao sermos filhas, não temos paz,
Pedofilia, incesto, deveres domésticos e estudar,
Provas, virgindade, ENEM, comprar guarda chuva ou casar;

Ao ser mãe, não temos paz,
Trabalhamos 24 horas, renunciamos demais,
Correr atrás de menino, cuidado que vai cair,
Não coloca isso na boca, não pode subir ali.

Ao ser esposa, não temos paz,
Cuidado, ele viaja muito e deve te trair,
Depois de casado, marido só bebe, engorda e vive a dormir.

Ao ser boa profissional, não temos paz,
Bulling, rivalidades, inveja, fofocas e levaetraz,
Salários menores, assédios do sexual aos morais.

Ao ser amante, não temos paz,
Você agora vai ser chamada de A outra,
Você se entregou fácil demais,
Nenhum outro homem vai te valorizar.

Ao sermos idosas, não temos paz,
Olha aquela velha chata, quem vai cuidar da mamãe¿
Alzheimer, Parkinson e se saímos pra dançar,
Que velha assanhada, agarrando um rapaz.

Quando a Dona da Foice vem nos buscar,
Então a Paz resolve chegar, linda, briosa,
Dá um dedo de prosa, pra depois partir, sumir, evaporar,
Porque a nossa labuta vai recomeçar....

Margarete Prado de Souza, Profª Drª
Poços de Caldas – MG - Brasil
http://negaacre.blogspot.com.br/


Margarete Prado de Souza - Mestre em Teoria Literária (UNICAMP); doutora em LETRAS (UFBA). Membro da Cadeira 32 e Secretária Geral da Academia Acreana de Letras; blogueira, membro da Academia Acreana de Letras desde 2011. Páginas no Facebook: Academia Acreana de Letras, Comunidade das Letras Notívagas e Doramalândia.

 
 
 
 

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