FÉNIX

Edição Especial "Mulheres pela Paz"

  2018

Tere Tavares - A Mulher e os colibris - técnica mista- 2018

 

 

Marina Barreiros Mota

 
 

SONHO DE MULHER
Marina Barreiros Mota

Eu me gestei mulher
Para que minha vida e minha semente
Abrissem veias na humanidade
Como uma subestação de energia
Em corrente pelo mundo
Distribuindo porções
Por onde meus braços
Transbordassem abraços de amor.

Eu nasci mulher a fim de multiplicar
Esperança e paz
Filhos talvez,
Gerados ou adotados.
Nas ladeiras da minha sensibilidade
Reza uma flor aberta,
Exarando perfume em todas as trilhas.

Eu cresci mulher
Para semear esperança
Desnudar contradições
Voar e descobrir o mundo

Porque meu corpo é minha matéria
Meu coração é meu universo
Onde bate a chama da pujança da vida.
Meu ser mulher
Quer pintar o mundo
De cores vivas
Numa aquarela
Onde brotassem virtudes.
Queria numa potente alquimia
Domar o mundo em paraíso
Onde amor fosse espontâneo como sorriso
E a paz um vestuário universal.

Marina Barreiros Mota
Palmas/Tocantins/Brasil


Marina Barreiros Mota, nasceu em Teófilo Otôni-MG, é Engenheira Civil e Contadora. Gosta de escrever poesias falando do universo, do amor e das lembranças de infância.
Antologia do V Premio Literário Marcelo de Souza, IWA, 2017
Antologia “Mil almas, Mil obras Remontando El Vuelo desde Isla Negra”. Alfred Asis, Poetas e escritores y Niños Del Mundo, 2017.

 
 

 

Marinez Stringheta - Mara Poeta

 
 

MULHER
Marinez Stringheta - Mara Poeta

Progresso gradativo
Pouco a pouco
Seu espaço conquistou
Sonho adormecido... acordou
Nova roupagem
Diferentes viagens
Lágrimas e sorrisos
Portas fechadas
Mentes trancadas
Não desistiu
Inteligência, perseverança
Muniu-se (de)
Coragem e sabedoria
Adubou, semeou
Carinho e dedicação
Diariamente cuidou
O jardim floresceu
Embora, ainda
Não cem por cento
O mundo a acolheu
Em cada espaço, ambiente
Sua flor perfuma
Realça, encanta
Alivia a dor
Espalha Amor!

Marinez Stringheta - Mara Poeta
Botucatu - SP - Brasil


Marinez Stringheta (Mara Poeta). Nasci e moro em Botucatu/SP/Brasil. Professora efetiva estadual em Educação Básica I e em Português - Educação Básica II; pós-graduação em "Teoria da Narrativa". Meu lazer preferido, a leitura. O avô materno (Vasco Pelicia, nascido na Itália) foi quem me levou a viajar através dos livros. E, desde então, não mais parei. Da leitura à escrita... E, cá estou a colocar no papel um pouco de poesia. Tenho alguns livros publicados e participações em coletâneas, antologias e jornais. Classifiquei-me no Mapa Cultural Paulista, com poesias e contos. Ganhei menção honrosa com a poesia “Amarras” (2001). Atualmente participo de vários sites da Internet, incluindo o “Luna e Amigos” e “Poetas del mundo”, do qual sou cônsul, representando minha cidade.

 
 

 

Mario Rezende

 
 

VOCÊ SIGNIFICA
Mario Rezende

Pelo teu nome eu te vejo
ardente como fogo
em seu íntimo idealista
emotivo e romântico.
Ser que exteriora puro encantamento
cheio de brilho e luz, fascínio e atração.
E, assim como o lírio, sua imagem,
de nuanças e cores variadas,
significação de pureza, mistério, magia,
sedução e amizade querendo ser romance,
carrega sempre um sentimento bom
como a oferecer o seu coração
assim você sempre será MULHER.

Mario Rezende
Rio de Janeiro - Brasil
www.recantodasletras.com.br/autores/mrrezende

 
 

 

Marisa Pontes de Faria Castro

 
 

MULHERES
Marisa Pontes de Faria Castro

Eu sei, assim como minha mãe,
da existência da noite
em cada uma de nós.
Dos sustos, soluços, bramir de ondas
e respirares intercalados.
Sei do corpo cansado
desperto em cicatrizes,
do sangue impuro, manchas nas mãos
e desgosto pelos dias indormidos.
Sei das esperas infindas de notícias,
de chegares, de rebentos...
Da poeira dos séculos
acumulada no museu da alma.
Ah! Mas sei também,
assim como minha mãe,
da existência da luz
em cada uma de nós.
Dos sorrisos, suspiros, flores do campo
e pão cozendo no forno.
Sei do corpo desperto
em ventre aprumado,
do cio, do céu, do prazer...
Louvação em madrugadas
de semblantes mágicos.
Sei das dunas dos sonhos
em melodias de flautas,
dos desaguares cariciosos
das crianças pássaros
que nos elevam e santificam.
Sei, assim como minha mãe,
que somos sol se repartindo em raios,
labaredas no inverno,
orvalho no verão.
Concretas e abstratas,
atravessamos o tempo.
Mulheres, simplesmente.

Marisa Pontes de Faria Castro
Juiz de Fora - MG - Brasil


Marisa Pontes, juiz-forana, nascida em 20.12.1952, Analista Tributário da Receita Federal por 30 anos, poeta, escritora, membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia Granberyense de Letras, Artes e Ciências.
Alguns prêmios recebidos: 1º lugar no Concurso de Contos Wilson de Lima Bastos, da Academia Juiz-forana de Letras, de Juiz de Fora, MG, conto “Herança”; 1º lugar no Concurso de Poesia Caio Fernandes, de Curitiba, PR, poesia “Se Eu Me Calo”; 1º lugar no Concurso de Poesias do Rotary Clube de Juiz de Fora, MG, poesia “Exaltação À Independência”; 2º lugar na categoria Poesia no 4º Concurso de Poesias e Contos Jorge T. Rizzini, de Jacareí, SP, poesia “Pedidos e Dádivas”; 3º lugar no 1º Concurso MF, Brasília, DF, poema “Chegança”.
Participação no concurso “Talentos da Maturidade” com o conto Sinhá; publicações nos jornais Diário da Tarde, Tribuna de Minas, O Clarim e Jornal do Poeta; poemas publicados na Antologia Juiz de Fora ao Luar, Gryphon Edições, Juiz de Fora, MG,2015; Antologia do 16º Concurso de Poemas da UFSJ, São João Del Rei, MG, 2016; Coletânea Fases & Fatos, Cabo Frio, RJ, 2016.

 
 
 
 

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