FÉNIX

Edição Especial "Mulheres pela Paz"

  2018

Tânia Brito Melo

 

 

Marlene Constantino

 
 

BANDEIRA BRANCA
Marlene Constantino

“ No vermelho está a cor da paixão,
a cor do sangue derramado
em campos minados.
É hora de descolorir a bandeira,
avançar rumo contrário às diferenças;
em solo branco vamos construir
a nossa fortaleza: - O amor ao próximo,
a harmonia entre o céu e a terra,
emanar a nossa luz, abraçar a humanidade.
É hora de hastear a bandeira branca
no topo do mundo,
decodificar o ódio e, descobrir
que o amor é a verdadeira semente da Paz.
Sim eu quero ver
um sorriso livre perpetuado na face do mundo.
Sim eu quero ver
um planeta coração, pintado de azul,
com estrelas brancas em Asas de Luz
anunciando Paz em todas as nações”.

Marlene Constantino
São Paulo - SP - Brasil
http://www.recantodasletras.com.br/
http://www.marleneconstantino.prosaeverso.net/

 
 

 

Marlete Alves

 
 

MULHER SEMELHANÇA
Marlete Alves

Amadas, amantes, manteiga e diamantes
Descaradas e ciumentas!
Braços e laços entrelaçados em enlaces e abraços, numa amargura adocicada.
Mulheres!
Fantasiantes, cobiçadas
Que carregam dores sobejantes...
Mulheres que perdem a noção
Que se recuperam e se superam a todo instante!
Mulheres literárias, loucas!
De belas curvas e mel na boca.
Que choram de prazer e sorriem na dor
Por trás dos olhos enxugam os prantos chorados
Nos corações, amores, desejos e sonhos dourados.
Ah, criaturas de fé!
Filhas, mães, mulheres...
Famintas de justiça;
Coibidas, estupefatas, sensitivas!
Abençoadas!
Mulheres!
Que dão luz, à vida.
Histórias escritas e não lidas.
Carnes bandidas, almas banidas.
Perdões que se revelam.
Sementes, arrancadas da relva!
Olhos de Deus sobre os filhos
Opacos sem brilho...
Introspectivas das próprias crias
Mulheres!
Que lamentam a hipocrisia humana
A indecência da juventude, mundana! Rumores, enfermos e avessos.
Mulheres de águas paradas
De mágoas que deságuam anseios de paz
Toscas criaturas!
Viventes de lamurias.
Larvas que morrem do nada
Não é sobre comer coisa alguma
Não é sobre o mau dos homens que os consomem
É sobre lutar pela paz que tem nome.
Pela liberdade de expressão
Gritar até ficarem roucas

É sobre as mulheres luosas
Mulheres são musas sem nomes, sem versos
De sobrenomes, "paz do universo".

Marlete Alves
Aracaju – Sergipe – Brasil
www.facebook.com/marlete.alves

 
 

 

Marli Voigt

 
 

SÓ DESEJANDO
Marli Voigt

Eu quero ser a mulher amada,cortejada,
abraçada no sereno da madrugada.
Eu quero ser a mulher que recebe rosas, de todas as cores,
de um só amor na vereda da felicidade.
Eu quero ser a mulher do amor mais lindo,
reluzindo nos seus afazeres,amando-me pelo dia inteiro.
Eu quero ser a mulher mimada no breu da madrugada,
com suas mãos leve tocando meu corpo todo adornado.
Eu quero ser a mulher que ouve sua música predileta,
no olhar secreto acaricia meu coração cheio de emoção.
Eu quero ser a mulher que dança com você,
sente seus passos borbulhando de prazer.
Eu quero ser a mulher a andar numa linha reta rodeada de flores,
distribuindo pétalas aromatizadas sentindo a alegria da verdade.
Eu quero ser a mulher a saborear um vinho tinto,
vestindo linho branco,no tim tim dos copos consagrar o amor.
Eu quero ser a mulher,onde o amado sinta em cada fração de segundo,
o amor mais profundo abraçando o seu ser desejando o melhor viver.
Eu quero ser a mulher que se ama,que se sonha, que espera,
a linda atmosfera reluzir para sempre no seu viver.

Marli Voigt
Curitiba - PR – Brasil


Autora que busca ser rosa nas palavras, renovando sua aquarela interior

 
 

 

Maura Soares

 
 

MULHERES
Maura Soares

Tenho pena das mulheres
dessas que cedo levantam
para dos filhos cuidar.
Dessas que cedo labutam
para seu homem agradar.

Tenho pena das mulheres
que amam sem ser amadas;
que atravessam insones
o frio das madrugadas.

Tenho pena das mulheres
que se sentem incomprrendidas;
que procuram sempre agradar
e não encontram guarida.

Tenho pena das mulheres
que não sentiram prazer;
que não tiveram seus seios
beijados ao entardecer.

Tenho pena das mulheres
que andam a esmo nas ruas
procurando alguém agradar.
São mulheres infelizes;
pobres seres errantes e tristes
que, na noite, abrigam-se para chorar.

Tenho pena das mulheres
que lutam, que gritam
em prol dos descamisados.
Sua luta é inglória
pois os homens, soberbos
do alto, somente fitam.

Tenho pena dessas mulheres…

Maura Soares - Grupo de Poetas Livres
Florianópolis - SC - Brasil
http://lachascona.blogspot.com/


Maura Soares nasceu em 7 de janeiro de 1943, em Florianópolis, SC. Filha de João Auta Soares e Odete Machado Soares. Mãe de João Guilherme Machado Soares, formado em Cinema e Vídeo (UNISUL). Licenciada em Letras, Português-Inglês(UFSC) e Pedagogia-Habilitação Supervisão Escolar(UDESC). Exerceu várias atividades administrativas em Secretarias do Estado e, no Conselho Estadual de Cultura, ficou por oito anos. Presidiu a Associação dos Supervisores Escolares de Santa Catarina em duas gestões(89-90 e 91-92). Autora teatral com cerca de 40 peças entre infantis e adultas. Participa de várias antologias (19 pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores) publica poemas em jornais e revistas no Brasil e na Argentina, além das Revistas Virtuais Logos, da Fénix e eisFluências (sob a direção de Carmo Vasconcelos e Henrique Ramalho) e do Portal CEN- Cá Estamos Nós, de Carlos Leite Ribeiro. Autora de “A Biblioteca e seus Patronos” e “7 Dias de Julho”, ambas pela Editora Papa-Livro. Pelo Clube de Autores,as obras: “Sobre o travesseiro”; “Uma rua chamada Pedreira”; “Um amor para lembrar”; “Cambada de invejosos”; “Velhos Guardados”; “Vida bandida”; “O teatro de Maura” e “Em poucas palavras”. Obras editadas artesanalmente: “Retalhos-poesias, contos e crônicas”(alguns poemas e crônicas já inseridos nas obras citadas acima); “Não intica co´a bucica”; “Caminho na areia”; “Geléia”(conto infantil); “Poemas para Maiores”. Novelas(editadas artesanalmente): “A Catedral”, “A vida secreta de Marilu”, “Maria das Dores”, “O violão do Amarildo”. Membro do Grupo de Poetas Livres desde 1998 e Presidente de 2000 a 2014. Edita a Revista Ventos do Sul, do GPL. Membro da Academia Desterrense de Letras, cadeira n. 33, cuja patrona é a poetisa Maura de Senna Pereira (prepara obra sobre ela com publicação de panegírico acrescido de poemas); Membro Emérito do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Possui alguns troféus “Bastidores”, por sua participação teatral; Comenda Francisco Dias Velho (Prefeitura Municipal); Troféu da Câmara Municipal de Florianópolis pela dramaturgia; Troféu Maricota de Literatura-2004 (Federação das Academias Catarinenses de Letras) e Juca Ruivo(CTG Juca Ruivo - Maravilha,SC),2008; Troféu de 1º Lugar no Concurso Nacional Geraldo Luz de Poesia (pela Academia de Letras de Blumenau, SC); Troféu Garapuvu (pelo Grupo de Poetas Livres); Placas de Prata pelo trabalho literário, Diploma de Acadêmica Honorária da Academia Alcantarense de Letras, de São Pedro de Alcântara, SC e outras honrarias. Edita a Revista Ventos do Sul, do Grupo de Poetas Livres.
Em janeiro de 2018, publicou a obra de contos "Ester & Os Outros", pelo Clube de Autores, totalizando, só pelo Clube 10 obras

 
 
 
 

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