Outubro de 2016

Ano VII - Número XLIII

 
 

 

Jussara Zanatta

 
 

EMOÇÃO SÓ!
Jussara Zanatta 


A cor do teu cabelo
É um cabelo sem cor
Num paradoxo
De espinho - flor...

No amor é preciso amadurecer
Compreender o compreender.

Que: Não saber é saber,
Que: Correr é parar
Lembrar é esquecer
Perder é ganhar
Ganhar é perder.

Partes são completos descompletos
Desencontrar é encontro pronto.

Casar é separar da casa dos pais
Aguardar é chegar
Poupar é gastar nada demais.

Aprender a desaprender e ter esperança
De ser adulto e ser criança.

Jussara Grapiglia Zanatta
Santa Cruz - Planalto- RS - Brasil


Jussara é pós-graduada em Letras - literatura - AEE; Especialização em AEE, Gestão escolar (Adm. Orientação e Coordenação Educacional) e Psicopedagogia. Cursando especialização em Educação Infantil e Séries Iniciais. Tem Participação no livro Sentimentações (2010) Bolsilivro Revelação (2010), Livro Paragens (2011) recebendo troféu revelação, Bolsilivro Despalavra (2011) Classificada na coletânea Arabescos Virarte (2012). Participação Antologia POEBRAS (2011) São José do Norte-RS, participação Eupoema série bolsilivro Santa Maria - RS 2012, participação Poéticas série Bolsilivro São Luiz Gonzaga-RS 2012, Participação no livro Premio Buriti 2012, 2013, 2014. Participação Agenda VirArte (2011- 2012 -2013- 2014) Participação no livro Alumbramento(2013), Participação no livro Melhores Sonetos de Amor(2013), Participação no livro Sonhos sem Fronteiras(2013, Participação Coletânea Transparências (2013), Participação Coletânea O Semeador de Palavras (2014). Livros editados pela CBJE: Poessencia, Por Amor Face a natureza, Haicais livres, Ideias Soltas- Para cada dia uma frase, Coração Maduro, Tercetos Soltos, O poder dos bons Poemas e Doce Invenção.
 

 

 

Laerte Antônio

 
 

ENCONTROS CHUVOSOS
Laerte Antônio 


Chovia tão bonito
quando a gente se via
que chover era o rito
de uma chuva não fria.

Meus sapatos olhavam
para os teus a esperar,
e as velas projetavam
nossa sombra a dançar.

Lá fora o vento uivava
mordendo os ramos secos,
a cainçada vaiava
fazendo eco nos becos.

E nós a fazer vinho,
a amassar belas uvas
que eu ia com carinho
prensando em tuas curvas.

E era assim tão bonito
o chover que chovias,
que se o tempo corria,
era para o infinito.

Laerte Antônio
Casa Branca-SP-Brasil

 
 

 

Lauro Kisielewicz

 
 

HOMEM DE BARRO
Lauro Kisielewicz 


Nesta minha fosca e tosca
Estrutura em corpo de barro,
Moldado pelas mãos do Criador,
Estou como deveria estar,
Ainda na etapa primária,
Da evolução tão necessária
Que se completará após corrigir
Minhas falas, falhas e atitudes.
Lapidadas na minha total entrega
À nobre tarefa de sempre servir
A quem necessita ser servido;
E quando tiver enfim evoluído,
Pelo próprio viver sendo polido
Além da carne, também na alma,
Refletindo serenidade e calma,
Benignidade, paciência e amor,
E na essência do meu interior,
Poder enfim refletir, precisamente,
A semelhança Senhor, eternamente!

Lauro Kisielewicz
Ponta Grossa - Paraná - Brasil

 
 

 

Ligia Tomarchio

 
 

DESSEMELHANÇA
Ligia Tomarchio 


Ruído estúpido e inoportuno
reduz minh'alma, já em prantos
em pequenina nuvem
ao sabor do vento...

Vento marinho e fresco
facilita o vôo
elevando o pensamento
ao alto da montanha.

Templo da floresta
resta apenas o "eu"
neste vôo insano
da alma exausta de sofrer.

O amor está nas alturas
onde posso alcançar
agora que asas tenho
pouco importa minha insanidade.

Sou o sol, o mar, a montanha,
o templo, a floresta!
Sentirei falta da areia sob meus pés...
Voar é preciso!

Ligia Tomarchio
São Paulo - SP – Brasil
www.ligia.tomarchio.nom.br

 
 

 

Lixa Palosa

 
 

SERÁ LOROTA?
Por Lixa Palosa 

Em um pequeno povoado, chamado Buriti, no Mato Grosso do Sul. Alguns irmão foram a mata para apanhar Guavira, uma fruta deliciosa! Depois de tanto chuparem a fruta, encheram os baldes felizes da vida, quando de repente , não conseguiam andar para frente, parecia que uma força maior puxava os para trás. Ficaram todos com muito medo. Lourdes, uma das irmãs, (que vem ser minha mãe) começou a incentivar seusirmãos a rezar. Logo puxou a reza, mas percebeu que não saiam do primeiro mistério. Um dos tios chamado João, com apelido de Lorota, por muito mentir começou a rezar e suas palavras foram trocadas,e ele dizia creio em Deus pai todo Pererê. E todos perceberam que o Saci Pererê estava ali. Os mais novos , começam a chorar,e João Lorota, começoua andar para trás, parecia que tinha engatado marcha Ré. Lourdes, com muita fé dizia; vamos rezar mais alto que ele, porque nosso Deus é muito maior. Nós vamos sair daqui. Todos começaram a rezar.De repente, a mata se calou, não ouviam nem o respirar dosirmãos mais próximo. Tudo indicava que o mundo tivesse parado. Mas logo em seguida veio uma grande tempestade. O vento era forte, parecia que as crianças iam ser levado pelo vendaval, mesmo estando com baldes cheio de Guavira, que fazia peso sobre suas cabeças.E logo pôde-se ver um grande redemoinho. Então tio João, o mais velho de todos, lembrou-se de seu pai, o vô Venâncio, que dizia, se um redemoinho se formasse em sua frente, bastasse jogar uma peneira que Saci Pererê aparecia dançando. E ele estava com uma peneira, que levara para colher Guavira. Não pensou duas vezes; jogou a peneira bem na direção do Redemoinho, e logo viu o Saci dançando. Só ai, começou a andar para frente. Abriu seu embornal onde havia guardado seu cachimbo,que sempre levava aonde ia, para dar umas pitadas escondido de seu pai, que era muito severo, não perdoava um errinho se quer. Pegou o cachimbo sem dó, e jogou para o Saci, pois sua mãe, Maria Madalena, tinha falado que não tinha melhor presente para o Saci Pererê que cachimbo. João Lorota, como era conhecido,conseguiu ver o Saci que dançava sobre a peneira. Em seguida conseguiram sair da mata. Andando pelo caminho, Lorota veio contando e se gabando de suas artimanhas. De repente, ele olha para seus irmãos e pergunta:Vocês não viram o que eu vi?Catarina tremendo de medo disse:
Eu não vi foi nada e nem quero ver, quero ir embora pra perto da nossa mãe. E Celina que era irmã gêmea da Catarina, disse:
Eu também Maninha, estou com muito medo e começou a chorar. Mariana,abraçou as gurias, dando-lhes mais segurança. Fia e Terezaque era as mais velhas das meninas, logo brigaram com João, para ele não assustar as meninas com suas lorotas. Quando Felipe, o irmão caçula disse:
Eu sou guri, pode dizer o que você viu, não tenho medo, home não tem medo de mentiras. Em seguida Ramão e Dida concordaram com Felipe. Pois sabiam que João era mentiroso de primeira. Lorota rosnou sua garganta como costumava fazer quando ia contar, ou inventar algo.
Cala sua boca guri de merda, você não sabe o que esta dizendo,nem saiu da fralda, ainda cheira cueiro. Era termo usado pra chamar o menino de pirralho. Bom, quando eu joguei a peneira no redemoinho, eu vi o Saci, perfeitamente, como estou vendo vocês agora.Logo joguei meucachimbo, ele colocou na bocae saiu pitando e dançando.Foi ai que ele liberoua mata pra gente sair. Logo sua irmã Conceição perguntou:
Você ouviu isso Isabel? Lorota, esta querendo dizer, que não saímos da mata com ajuda do Santo Benedito, Isabel só balançou a cabeça. Lourdes que até então estava só ouvindo, resolveu falar:
Larga mão de falar asneira Lorota,isso não foi uma brincadeira, vimos muito bem vocês sendo puxado para trás. Não é você que vira cobra quando está em perigo, fugindo de inimigos? Porque não saiu rastejando, quando estava sendo carregado pelo Saci Pererê? Sabemos que até hoje, os que ainda vivem, não sabem se João, tinha poder sobrenatural ou era tudo fantasia de sua cabeça. Mas que o Saci, estava carregando ele pro meio da mata isso estava. Foi causo contado como acontecido, com a senhora minha mãe e seus irmãos.

Lixa Palosa
Jardim Mato Grosso do Sul - Brasil
https://www.facebook.com/lixa25


Lixa Palosa, de Jardim MS,Formada em Pedagogia, pós-graduada em Psicopedagogia Clinica e Institucional.
Artes Visuais, cursando.
Atriz/diretora DRT nº 33770-SP/ Jornalista: Nº 63692-SP/ Registro na Ancine -29161
Consulesa Internacional na empresa Movimento União Cultural
Acadêmica titular da Academia Vale-paraibana de Letras e Arte
Acadêmica Correspondente da Academia Rotária de Letras, artes e Cultura.
Acadêmica Correspondente da Academia Coremense de Letras e Arte.

 
 

 

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