Outubro de 2016

Ano VII - Número XLIII

 
 

 

Luciana do Rocio Mallon

 
 

POESIA CRIANÇA E CRIANÇA POESIA
Luciana do Rocio Mallon 


A Poesia surge no útero da criatividade,
Que às vezes a cegonha da esperança traz
Voando entre as nuvens da felicidade
Entre a estrela branca e o céu lilás!

A Poesia quando ainda é imatura
Tem o formato frágil de um feto
Crescendo no útero com ternura
Através de emoção e muito afeto

Ela é um bebê nos primeiros rabiscos
Engatinhando pelo mágico alfabeto
Correndo perigos e riscos
Atrás de um verso correto!

Mas, quando a Poesia cresce e deixa de ser neném
Ela transforma-se em uma criança na balança
Cantarolando num místico vai e vem
Em busca do mistério da temperança
A Poesia é uma criança cheia de travessuras
Querendo comer, antes do almoço, a sobremesa
Porque sabe que o açúcar tira as amarguras
Até mesmo da mais depressiva princesa!

Toda criança é uma Poesia escrita por Deus
Ela forma um poema que precisa de sentimento
Vejo isto nos sagrados e piedosos olhos seus
Que para um menor deseja ofertar alimento

Toda a criança, mesmo não sendo seu filho
É um verso atrás de uma luz com estribilho
Como o trem que não pode sair do trilho!

Tem Poesia que é criança, mas todo o menor é Poesia
Necessitando de educação, saúde e bons exemplos
Para não crescer repleto de angústia e agonia
É preciso mais Poesia nas escolas e nos templos.

Luciana do Rocio Mallon
Curitiba - Paraná - Brasil


Luciana do Rocio Mallon é formada em Letras pela UFPR , Magistério pelo Colégio São José e Hospitalidade pelo CEP.
Faz repentes e pesquisa lendas desde os 6 anos de idade.Colabora com o site Usina de Letras desde 2002.
Ganhou vários concursos culturais.Lançou o livro Lendas Curitibanas em 2013.
Também participou das antologias: Poetas de Curitiba, As Herdeiras de Lilith, Ossos do Ofício e Túnel do Tempo – Crônicas Curitibanas. Participou do curso Dança e Poesia com Cida Pereira.Pratica aulas de Dança Cigana com a professora Cecília Vela na Escola Carmen Romero.Faz “performances” voluntárias em eventos.
Saiba mais sobre o livro de Luciana em:http://www.institutomemoria.com.br/detalhes.asp?id=211

 

 

 

Luciana Tinoco Bianchini

 
 

SONHOS PROFUNDAMENTE MEUS
Luciana Tinoco Bianchini


Logo haverá sonhos.
Logo as mãos alcançarão o que tem felicidade.
Logo a tristeza voará e se dissipará no ar
como nuvens carregadas e chuvosas.
Logo a felicidade fará extremamente parte
da minha existência.
Porque tudo o que mora triste em mim,
há de seguir viagem para outras
nascentes, distantes daqui.

Luciana Tinoco Bianchini
Uberaba-MG - Brasil
https://versossemdestino.blogspot.com.br/


Luciana Tinoco Bianchini Improta, nasceu em São Paulo-SP.Começou seus primeiros passos na poesia em 2012. Já possui dois livros publicados no Clube dos Autores, "Manuseio de Amar Você" em 2014 e "Versos sem Destino" em 2016. Teve participação em algumas antologias em 2015 e 2016.Suas poesias estão publicadas: Recanto das letras, Blogger e mais três de sua obra no Youtube.
 

 

 

Luiz Carlos Rodrigues da Silva, Prof

 
 

O TEMPO E O ESPAÇO
Luiz Carlos Rodrigues da Silva, Prof.


Quem sou.
Imerso nos acontecimentos.
Fragmento de tempos incertos,
Dispersos num labirinto espacial,
Onde a opacidade impera
E os presentes
Se emaranham
Nos passados remotos.

O mesmo se revela
Na existência
E
No não-existir.

Busco a luz
Como desejo a vida
Na imensidão das dúvidas.

Finalmente,
Desejo descobrir
Quem sou.

Luiz Carlos Rodrigues da Silva, Prof.
Barra do Corda - Brasil

 
 

 

Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros

 
 

NO RELÓGIO QUE PAROU
Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros 


Um close no passado e nos ponteiros
Do tempo... e a saudade se insinua
Serena, afagando a pele nua
Dos sonhos e desejos... derradeiros.

O amor tem esse dom e evocar
Ausências, dando tênues movimentos
Às formas que abençoam sentimentos
Contidos na emoção de cada olhar.

No flash de abandonos sedutores
O sonho se distrai com vãos amores
Que dormem no relógio que parou

Porém é na essência da saudade
Que o coração desperta essa vontade
De amar o que o destino não deixou.

(2° lugar no concurso de poesias da Academia Brasiliera de Médicos Escritores 2013)

POETAS NUNCA MORREM
Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros 


Poetas morrem, quando quem os admira
Mistura a lira do seu canto mais feliz
Com a própria vida que ele têm, pois quem a tira,
Atira pedra em tudo aquilo que ele diz.

Poetas morrem, quando morre o sentimento
De quem os deixa, por achá-los muito humanos,
Mas se é insano não viver cada momento,
Nenhum poeta sobrevive sem ter planos.

Que não se veja nesses seres - que são vivos -
Um lado apenas, onde os dons mais expressivos
Brotam da vida mais humana que os socorre,

Pois se viver requer bem mais que pulsação,
É na leveza especial de um coração
Que se percebe que um poeta... nunca morre.

 
Luiz Gilberto de Barros - Luiz Poeta
Rio de Janeiro - Brasil
www.luizpoeta.com.br

Presidente da Academia Pan-Americana de Letras e Artes;Poeta, escritor, músico, compositor, artista plástico.

 

 

 

Magno Guedes

 
 

O LEGADO
Magno Guedes 


Não tive a chance de conhecer meu avô e saber de sua vida, mas tive a oportunidade de ouvir histórias contadas pela minha avó.
Dona Maria, mulher destemida e guerreira, vivenciou a crise de 1932. Trabalhava na roça de sol a sol e nos finais de semana tinha outros afazeres: lavava e passava roupas para ampliar a renda e conseguir criar seus seis filhos com muito esmero e carinho. Pobre e não alfabetizada, ela acreditava que a educação seria a maneira de contribuir para o futuro dos filhos e da sociedade.
Viveu em uma época em que havia que trabalhar arduamente para sustentar os filhos ainda pequenos. Moravam num sitio, não existia luxo, não havia televisão. O dia começava às quatro da manhã e se estendia até às dezoito horas. Trabalho pesado, capinar, plantar, colher e voltar para casa e ainda preparar o alimento para os filhos pequenos que eram cuidados pela filha mais velha. Para segurança, tinha um cachorro vira-lata de nome “vencedor” que não deixava nem passarinho pousar no terreiro.
Quando era tempo de seca, minha avó acordava às duas horas da madrugada, preparava o que comer para os filhos e logo tinha que se arriscar em um transporte precário para trabalhar nas propriedades dos chamados ricos, políticos e coronéis.
Seu meio de condução era viajar em cima de um caminhão Chevrolet ou em um trator. E na marmita, ovo frito, bife e farinha. De sobremesa, um pedaço de rapadura.
Minha avó me contava muitas histórias. Episódios que ela lembrava com carinho e até mencionava situações de perigo que ela passou. Uma dessas situações perigosas que ela vivenciou foi em certa ocasião quando depois de um dia de chuva ela foi lavar roupas no açude. Enquanto lavava e batia as roupas nas pedras com sabão caseiro, viu a lama se mexendo e num instante foi atacada por um jacaré. Não era muito grande mais quase foi abocanhada pelo animal que estava à espreita.
Em outra ocasião, já era fim de tarde quando vinha da lavoura junto com seu cão quando foi atacada por uma onça sendo salva pelo valente cachorro que enfrentou a fera a ponto de perder a vida. Essa foi uma perda que lhe deixou muita saudade e minha avó contava essa história muitas vezes.
Na época das chuvas, tudo voltava ao normal, as cisternas se enchiam e o cenário da seca dava lugar ao verde.
Pouco a pouco os filhos foram crescendo. Os mais velhos já trabalhavam na venda de doces e sorvetes para ajudar no sustento da casa. Mesmo diante dos problemas passados os filhos nunca deixaram de ir para a escola.
Já não era necessário trabalhar na propriedade alheia, pois com muito esforço conquistou certo conforto em uma casa na cidade.
O tempo foi passando e Dona Maria constituiu uma família unida que sempre recebeu lições de amor, carinho, humildade e acima de tudo, honestidade.
A labuta foi grande, o desgaste fisiológico foi inevitável. O universo testemunhou suas lutas e o destino, cruel e implacável a presenteou com o descanso da morte. Ela se foi, mas deixou um legado: uma família forte, professores e empresários - gente trabalhadora, humilde e determinada.
Um sistema bem implantado pela matriarca com sabedoria, amor, carinho e união seguido até os dias de hoje pelos filhos e netos. Um legado para quase quatro gerações vivendo e usufruindo das contribuições deixadas por uma guerreira anônima que marcou uma história com seus feitos que transpuseram sua casa.

Magno Guedes
Núcleo/Itatiba - SP - Brasil


Natural de Xique-Xique Ba, atualmente reside em Jundiaí SP e faz parte do núcleo Itatiba SP
Fespecialista em Dor, Craniopunturista -YNSA, Quiropraxista,Hipnoterapeuta.

 
 

 

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