Outubro de 2016

Ano VII - Número XLIII

 
 

 

Manoel Virgílio Cortes

 
 

A PRIMAVERA NOS INSPIRA
Manoel Virgílio Cortes 


Inspira a primavera mais amores,
é tempo de criar e procriar.
Jardins cheios de cores e de flores
mais vida há pela terra, mar e no ar.

Inspira a primavera co'as belezas
que traz, a todos, nossa natureza.
Será co'a primavera a inspirar
que a paz em toda a Terra se fará.

Vivendo sem haver mais violências,
por fim, há entre os homens... igualdade!
Sem guerras e sem crimes, nem carências,
respeito ao ser humano… liberdade!

Inspira a primavera nossos sonhos,
projetos de um futuro mais risonho.

Manoel Virgílio Cortes
Rio de Janeiro - Brasil

 
 

 

Manuel Gonzalez Alvarez

 
 

RELATO DEDICADO A RAFAEL DE LEÓN Y ARIAS DE SAÁVEDRA, MARQUÉS DEL VALLE DE LA REINA Y CONDE DE GOMERA , Y ANTE TODO POETA Y ESCRITOR
Por Manuel Gonzalez Alvarez 


Me es muy fácil hablar de este gran poeta , cuando al pronunciar su nombre , siempre digo . ¡ El amigo del alma!
Rafael de León : Autor de miles de poemas , infinidad convertidos en canción .
Señorito de nacencia , pero que se entregó al pueblo . ¡ Qué pocos homenajes se la han hecho a este gran poeta ! Aquel poeta andaluz , que tuvimos todos en boca durante tantos años , que pocos homenajes , acaso unos que le rindió el Maestro Solano , o Marcos Manuel , su buen discípulo , interprete en las primeras revistas folclóricas , con Antoñita Colomé o Lola Flores , estas también fueron sus amigas del alma.
He visto llorar al Maestro Solano , delante del piano interpretando alguno del los romances que el había compuesto , y que Rafael puso letra , y llenándome de pena , ante un romance dicho por Marcos Manuel , en recuerdo del que fue su maestro y amigo.
¡ El amigo del alma !
Que pocos homenajes para este gran poeta, que nos dejó un nueve de Diciembre, hace varios años. Un poeta, no un letrista , como quieren hacer ver algunos que han venido con muchos años de exilio , y si acaso tienen media docena de versos buenos , todo lo demás, es fruto de buscarle la ocasión al regreso . Este Rafael, estuvo aquí , y le cantó al pueblo como nadie le ha cantado , y lloró y vivió con nuestras penas y alegrías . Ni una sola palabra de separación hay en su hermoso libro . " Pena y Alegría del Amor "
!. Le cantó a la vida , al amor , al amanecer y al atardecer de cada día .
Nuestra tertulia literaria también le rindió un gran homenaje a este estupendo poeta , interpretando lo mejor sus poemas , y haciendo acompañar por la música de sus compañeros , Quiroga , Solano ,etc….
Con unos versos en su honor quiero cerrar este relato que hoy dedico al que yo también llamo ¡ El Amigo del Alma! y que he titulado :

Un barco sin velamen …
Desde luego tuvo que ser/ en un barco sin velamen/remado por palomas asustadas /
el que un nueve de Diciembre te llevase / a ese "mar eterno "que cantabas / Desde luego tuvo que ser / el sol de media tarde / el que tu muerte me anunciara / el que robó la rima de mi verso/ y a mi cadencia tristemente apuñalara / No sé si mi pluma náyade / o mi capa ensangrentada / " dentro de un miedo amarillo " / por marcharse ya tu barco /
quizá navegue afectada / mas seguiré tu camino / primero por la enramada / y más tarde en ese barco / que tan sólo los poetas / trenzan remos , pegan alas / Desde luego tuvo que ser / el eco de una canción / el gracejo de tu tierra / o mis recuerdos de niño " pa " que tus pasos siguiera / Desde luego tuvo que ser / que me llegasen tus versos /
por los patios interiores / con sus penas y alegrías / o tal vez con sus dolores / No sé si sería "La Lirio" o " Petenera" / " Don Juan José el de San Lucar " / o fue el " Romance de Rueda " /o La Viuda Enamorada "/ la que mi fiebre prendiera / Mas seguiré tu camino / por patios y por adelfas / crecerá la enredadera / y se llenaran los versos /
de soles y primaveras / Desde luego tuvo que ser / en un parque de Sevilla / como aquel que tu cantabas / de rojas losetas andaluzas / " pa " que todo lo cambiaras / Desde luego tuvo que ser/ que fui dulcemente germinado / " por una rosa nueva y amarilla " / rosa que me alegro me haya herido / " salpicada por la sangre de Sevilla " / No sé si mi pluma náyade / pintará en la playa o en el río / igual que otra cualquiera / pero he de seguir por tu camino /hasta el día que me muera / Mas ya nunca descansaran/ ni tus versos . ni los míos / aunque los tuyos estén / yertos - vivos- y encendidos / y los míos …sólo yertos / Desde luego tuvo que ser ….

Manuel Gonzalez Alvarez
Madrid - Espanha


Suas publicações são numerosas. Revistas e jornais em vários países têm estampado em suas páginas este poeta de carreira exemplar, cuja obra literária é refletido nos seus livros anteriores publicados, "Continuação poéticos" e "Esticar Versos".
Como distinções reconhecido neste campo poético, destacamos: Placa e Diploma de Brasil, Argentina e Bluftón (América do Norte) Prize bilingue Poesia Catania (Sicília), Bastremoli (Itália) e Perpignan (França), Antonio Machado Award Collieure (França) para quinhentos versos bilíngüe, Award Francofonia em Agen (França).

 
 

 

Manuel J.F.D. De Sousa

 
 

“D’OIRO DA ALMA AO ESPLENDOR DO CORAÇÃO VIBRANTE E AOS SONHOS E CAPRICHOS DA VIDA”
Manuel J.F.D. De Sousa 

 
1.

Tirem-me o chocolate da boca antes que o trinque
Puxem-me o cordel das mãos para que não o estique
Marquem-me com um ferro quente a espinha dorsal
Dobrem-me os dedos para que os estale ali mesmo
Arranquem-me do interior do baú evitando que o tranque
Levem-me a força de vontade para algo longe daqui
Deixem que desfolhe junto com alguém pétalas à rosa

Façam-me a mim e a terceiros rir às gargalhadas
Contem-me as piadas mal-humoradas mais hilariantes
Permitam que faça de mim um palerma sem limites
Autorizem que se abram as portas ao Circo de lés-a-lés
Por favor não se atrevam a virar os polegares para baixo
Não me levem a mal se achar que minha carne não presta
Evitem que ela alimente envenenada os animais selvagens

Trocem de mim e da minha sombra agora e num passado remoto
Torçam-me o peito como se fosse uma frágil rodilha de vela
Troquem-me o lado direito pelo esquerdo sem piedade
Tomem-me por parvo tão logo revire a luz para dentro
Talhem-me a fruta toda sem qualquer dó ou lamento
Toquem-me na testa ao delével com toda a magia possível
Trabalhem-me a Alma e façam dela algo em filigrana d’oiro…


Escrito em Luanda, Angola, a 10 de Outubro de 2016, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Alusão ao imenso valor e beleza que os Metais e as Jóias Preciosos representam e sempre representaram na Antiguidade, para o esplendor, para os sonhos, para o poder e para a riqueza dos Tesouros da Humanidade…

2.


"
DE PASSO TROCADO RUMO AO REVERSO DO FUNDO DO VERSO
Manuel J.F.D. De Sousa

 
Tiro o pedregulho que tenho no sapato
Retiro o que disse e que não disse ainda
Franzo a testa em momentos cruciais
Fundamento-me no meteoro caído do Céu
Desligo a ficha e arranco manualmente
Carrego as pilhas e sobrecarrego o ego
Piso o acelerador de partículas ao fundo

Inicio a marcha forcada com a língua de fora
Faco tudo para não desmaiar antes do começo
Minha meta está para além do tempo espacial
Meu coração faz de batedor e vai indo à frente
Lanço a mente para o futuro como uma lança
Jogo um laço e acabo apanhando um sonho
Imagino-me a ler um livro cheio de imagens

Desfolho folha atras de folha buscando o fim
Encontro-me na derradeira página com ele
Realço as luzes da aurora boreal ali mesmo
Quero ver mesmo que não consigo apalpar
Levo pela trela uma silhueta animal treinada
Vou desfasado da realidade e da verdade
Trilho o caminho menos certo acertando o passo…

Escrito em Luanda, Angola, a 10 de Outubro de 2016, por Manuel (D’Angola) de Sousa, em Alusão ao Inicio da Estacão Chuvosa e das chuvas que então se fazem sentir, enorme riqueza para manter o viçoso verde da esperança e o poder explosivo, miraculoso, magico, expansivo e renovador da vida…


Manuel Jose Ferreira Duarte de Sousa - Portugal
em Luanda - Angola


Manuel Jose Ferreira Duarte de Sousa, nacionalidade Angolana, nasceu em Lisboa em 26/ Jan/1959.
Formação: Licenciatura em Administração de Empresas (Brasil) ; Línguas: Português e Inglês (Boa noção de Espanhol e Francês)
Outras Actividades: Membro do Rotary Clube de Luanda, Rosacruz e Pedreiro Livre…
Outros Países onde já residiu: Portugal e Inglaterra…

 
 

 

Mara Margareth Zamingnani

 
 

LEMBRANÇAS DE INFÂNCIA!!!!!
Por Mara Margareth Zamingnani 


Não via a hora de ir para a escola.
Meu pai já havia realizado a matricula para o primeiro ano do ensino primário. Tinha recebido a lista de material e havia comprado os cadernos, os lápis preto de escrever, a caixa de lápis de cor, estojo de madeira, cola, borracha, apontador, régua, a cartilha onde continha todo o alfabeto, as vogais, pequenos textos, Cartilha Caminho Suave esse era o nome.
Cheguei em casa com ele (meu pai), pois fui junto para comprar os materiais da escola, na Papelaria do Seu Sebastião, a única da cidade e era um mundo de cheiros e cores e cadernos , canetas, livros...Peguei a sacola com tudo o que compramos, levei para o quarto de minha mãe e esparramei tudo em cima da cama dela, pois queria olhar e cheirar tudo: os lápis que tirei da caixa um a um, a borracha branca e molinha, a régua, os lápis de escrever, os cadernos de brochura de cem folhas, as folhas para encapar os cadernos, eram amarelas, as etiquetas, e por último a cartilha, que era na verdade meu maior interesse.
Peguei com cuidado aquela cartilha, e antes de qualquer coisa coloquei – a perto do meu nariz e senti aquele cheiro de livro novo, que me inundou de um mundo infinito de possibilidades e encantamento. Portanto, a ansiedade para começar logo a frequentar a escola era imensa, já que eu iria aprender a ler, e com isso poderia ler tudo o que quisesse. Seria maravilhoso!!! E foi...
Consigo ainda hoje sentir a mesma emoção do primeiro dia quando me recordo: o medo, a angustia, tudo era novo, uma aventura, pois, ia ficar longe de casa, de minha mãe e de minhas irmãs por algumas horas, como seria isso? Não sabia, somente sabia que tinha medo, muito medo...
Mas fui corajosamente, com minha lancheira de plástico branca e vermelha, a garrafinha com a tampa vermelha levando suco, minha mala preta com todo o material e de uniforme como era na época, saia azul marinho de preguinhas e camisa branca de manga curta com o bolso bordado com o nome da escola “Grupo Escolar Presidente Getúlio Vargas”, meias brancas três quartos e sapato preto.
Segurava firmemente a mão de minha mãe, esperando o portão abrir, juntamente com outras crianças e, finalmente o portão abriu e entramos todos naquele pátio imenso, as pessoas falando muito, todas juntas, um burburinho sem fim, as crianças quietas com medo somente olhando tudo com olhos enormes, afinal isso era a escola?
A diretora da escola chegou, falou com todos dando as boas vindas aos novos alunos, e começou a formação da fila, onde cada professora com sua lista chamava o nome da criança e assim, depois de formada a fila caminhamos para a sala de aula...
Meu coração batia muito forte, queria sair pela boca, mas aguentei firme, olhei para minha mãe que ficou no pátio olhando a fila andar, levantei minha mão lhe dei um sorriso e um aceno e fui para a sala de aula...e desde então dela nunca mais sai...

Mara Margareth Zamingnani
Jacareí - SP – Brasil


Psicóloga / Psicopedagoga / Pedagoga / Contadora de História
Escritora, participante da obra : Antologia Palavras Abraçadas – vol 3 – ed. Scortecci

 
 

 

Mara Narciso

 
 

AS GRATAS E AS MÁS SURPRESAS DE MONTES CLAROS
Mara Narciso 


O Auditório Marina Lorenzo Fernandez do Conservatório Estadual Lorenzo Fernandez ficou pequeno para o público que se espreme para mergulhar na comemoração dos 15 anos da orquestra Sinfônica de Montes Claros. Atento, se acomoda e aguarda a apresentação. Após um breve momento de afinação, tem início a apresentação dos currículos dos dois maestros visitantes, um casal, Christiane e Juan Ortiz de Vilate, sendo ela de Campos do Jordão e ele do Peru. A maestrina Maria Lúcia Avelar que criou, dirige e rege a Sinfônica faz a leitura da carreira de ambos, enaltecendo-lhes as habilidades e preparando o público para o que virá. Destaca a importância da música no equilíbrio emocional, convidando para uma total imersão, deixando tudo de ruim lá fora, em benefício de quem está ali.
O belo maestro visitante, Juan Fernando Ortiz de Vilate, pediu atenção à harmonia e, falando com sotaque carregado, hábil com as palavras, e, bem-humorado, faz rir. Refere ser difícil pensar em Português, como também enaltece a acolhida calorosa dos montes-clarenses, palavra que ele pede como cola, por duas vezes a um dos músicos, além de brincar com a palavra “detona”. De fraque, diante de um piano preto, de cauda, rege com genuína elegância. Olha para um lado e os instrumentos obedecem, olha para o outro e o mesmo acontece. Então, se senta ao piano e dá seu show. Ele pediu e a platéia deixou a música entrar pelos ouvidos e emocionar, pois, segundo o regente, o concerto só faz sentido quando toca o coração. Acabada a música, acontece uma confusão em cena. Todos se levantam e se afastam, e o piano vai para o lado esquerdo dos fundos do palco. Juan anuncia uma música de Wolfgang Amadeus Mozart, quando acontecerá uma brincadeira de criança com pulinhos dos músicos e de fato isso acontece, e eles, além de tocar, se levantam em elegantes ondulações. A emoção explodiu na apresentação do Lago dos Cisnes, e a quarta música encerrou esta parte mágica. Os atributos citados ficaram aquém da realidade festiva e do prazer visto no auditório.
A maestrina Renata Ortiz de Vilate fala da parte prática da vida em consoante equilíbrio com a música. Mostra a visão de uma mulher apaixonada que divide a vida entre a música e os filhos (a sua filhinha aparece ao final). Menciona o fato de ter de estudar, de buscar uma profissão que a sustente, e tudo o mais do mundo real, sem parar de crescer na música, coisa que conseguiu fazer no preparo deste concerto. Elogia a qualidade dos músicos ali presentes e da sua experiência nas oficinas musicais nos quatro dias aqui. Então anuncia a Habanera, música que faz parte da Ópera Carmen, explicando ser a história de uma mulher sedutora. A soprano Simone Santana, que faz o solo, esbanja talento. Depois vem a Quinta Sinfonia de Johann Sebastian Bach (são 21, ensinou), e mais duas músicas, uma delas com Christiane Franco. Então acaba o concerto. O público aplaude de pé, e as palmas de bis começam. Maria Lúcia volta ao palco para agradecer, chama os maestros e as cantoras, havendo homenagens com discursos e flores. A maestrina faz sua apresentação musical enquanto os maestros convidados tocam baixo, junto aos músicos locais. Cultura e contentamento, pois todos merecem o enlevo e deslumbramento da contemplação. O ruim? Muita gente filmando e desconcentrando o público.
Mas os poetas de Montes Claros foram pela segunda vez expulsos do Mercado Central Christo Raef. Era sábado e foram impedidos de fazer acontecer o sarau dos 30 anos do Psiu Poético. Levar poesia aos freqüentadores do mercado seria transgressão da ordem, segundo quem ordenou o fechamento à arte. Os convidados e seu organizador Aroldo Pereira, um poeta estóico que leva poesia aos quatro cantos do município há três décadas foi impedido de falar seus versos dentro daquele espaço público. Inacreditável retrocesso cultural e de comportamento. A longevidade desse movimento poético é digna de nota, considerando a não devida valorização da poesia. Estamos regredindo, voltando ao tempo da repressão e não se pode aceitar essa volta à idade das trevas. No lugar de versos, vergonha. Montes Claros não merece essa notoriedade indigna.
8 de outubro de 2016

Mara Narciso
Montes Claros - Brasil

 
 

 

Página seguinte              

 

ASSINE

O LIVRO DE VISITAS

 

Clique aqui para ver todos os detalhes e estatisticas do site