Dezembro de 2016

 

Ano VII - Número XLIV

 

 

 
 

DA POESIA (POETA)                                                     

Anna Ribeiro                                                  

 No papel branco
Como alma nua
Sonhos e ilusões
Em prazeres escritos
Um leque de palavras
Sem rimas
riscados, rabiscados
Estrofes cortadas
De linha por linhas...
Do negro grafite no papel
O pronuncio da prosa poética
... Oculta métrica, poeta mergulha em metáforas
Goza nas entrelinhas
Exclama! Insinua encantos!
Na poesia ou na prosa...
Não se faz entender
Suspirou!
Morreu o poeta.
 

 

Anna Ribeiro
Itajai- SC - Brasil

Pseudônimo Anna Ribeiro, Casada, mãe e avó, nasceu e viveu no interior de São Paulo e há muitos anos está radicada em Santa Catarina.Desde jovem é amante das artes plásticas e da literatura, mas foi na maturidade, com consciência poética, que retornou definitivamente às letras.Tem edições individuais,participações em antologias, revistas e redes sociais,também escritora e ilustradora de seus livros infantis.Na poesia inspira-se na simplicidade do cotidiano,tendo como inspiração a palavra SAUDADE.

 

 

 
 

RUA LIMA BARRETO (Crônica)
Por Antonio Cabral Filho 

 

Rua Lima Barreto, ora...Quem vai saber se existe isso! Ninguém anda por aí se perguntando quem é o sujeito que batiza a rua. Todos cruzamos com personalidades pelas ruas a fora e nem perguntamos quem são, como se deu dia desses comigo. Fui levar um dito cujo no "Lourenço Jorge" e deparei com o Luis Carlos Prestes; saindo de lá, passei pela "Airton Senna", fiz um retorno e segui a "Abelardo Bueno"; e devido a um desvio de trânsito, fui pela "Salvador Allende", passei pela Estação Guinard do BRT, entrei na "Benvindo de Novais", saí na "Bandeirantes" e segui direto até a esquina da "Olof Palme". Aí, parei e pensei nesse troço... Quem são essas pessoas? Por que não nos perguntamos quem são? E por que elas estão sendo homenageadas dando nomes às ruas, praças, avenidas ...
Era sábado de manhã e eu tinha ido comprar um miúra, que até estava barato. Parei na esquina, olhei para os lados e vi a placa: Rua Lima Barreto. Imediatamente, veio a satisfação de saber que um escritor brasileiro, negro, pobre, discriminado inclusive por negros, entre eles Paula Barreto - o João do Rio - e Machado de Assis, o fundador da Academia Brasileira de Letras, era homenageado como nome de rua exatamente no bairro que lhe viu morrer. Dirigi-me a uma lanchonete com o intuito de tomar um café enquanto esperava o vendedor do carro.

E, mal dei dois passos, vi aproximar-se de mim um preto velho. Cumprimentou-me, educadamente, o que provocou a minha curiosidade. Queria saber se eu podia lhe pagar um lanche. E respondi-lhe "claro!"; convidei-o a sentar-se comigo e fomos adentrando o estabelecimento. Logo, sem a menor desfaçatez, apareceu um sujeito branco, estatura mediana, vestindo um uniforme azul todo puído, interpôs-se à minha frente informando que "ele não pode entrar", se referindo ao preto velho, acrescentando "é mindingo!". Informei-lhe que se tratava de um amigo meu, e que ele ia fazer um lanche junto comigo, "mas ele não tem com que pagar...", disse o moço colando seu corpo ao meu de modo a impedir mesmo que eu entrasse no estabelecimento acompanhado daquele velho negro solicitando apenas o que comer. Empurrei-o com energia e disse-lhe que se repetisse aquelas palavras e se tocasse em mim ou no velho, sairia dali preso. Imediatamente, apareceu um senhor branco, forte, atlético e se apresentando como proprietário da casa, dizendo-me que "aqui quem manda sou eu! Ele não entra e você pode se retirar junto com ele pro seu bem!" E pôs as duas mãos na cintura pra realçar o tórax, fitando-me intimidadoramente. "Pois não. Vejamos!", disse-lhe e peguei o celular, liguei para a polícia e chamei um jornal, enquanto mandava o meu amigo se sentar a uma mesa desocupada. Ordenei-lhe que servisse o que ele pedisse e que chamasse o seu advogado para acompanhar-lhe à delegacia. A polícia e o jornal chegaram juntos, e mandei fotografar o"proprietário" e todo o estabelecimento, constatando que não havia nenhum funcionário negro. Fui entrevistado enquanto tomava uma cafezinho e a audiência em torno se movimentava, assistindo à polícia algemar o dito cujo. Paguei a despesa e fui para a delegacia fazer o BO, ligando para as entidades de direitos humanos e movimento negro. Na delegacia, recolhemos os depoimentos de várias testemunhas, tudo devidamente repassado aos jornais que foram aparecendo, inclusive rádios de diversas potencialidades. Tudo concluído, o "proprietário" ficou trancafiado por prática de racismo, danos morais e tentativa de homicídio devido aos empurrões que trocamos.
Ao sair, o Preto Velho acompanhou-me pedindo desculpas pelo transtorno que me causara, e ia se despedindo quando perguntei-lhe se não podíamos sentar e conversar um pouco. Ele ficou surpreso, olhou-me com os olhos arregalados e respondeu "com prazer!" e foi se dirigindo a uma pracinha cheia de bancos de concreto. Lhe disse que iríamos sentar lá na lanchonete do valentão e iríamos lanchar melhor agora, com mais tranquilidade, e um racista na cadeia aguardando processo. Fomos, entramos e nos sentamos, e o mesmo funcionário de uniforme azul puído nos atendendo, pedindo desculpas e se desdobrando em atenção.
Depois de servidos, lhe perguntei quem era aquele sujeito "Lima Barreto" que dava nome à rua; ele começou a contar a vida do Lima, falando da doença do seu pai, da mudança para a Ilha do Governador, depois para Todos os Santos, ali bem ali mais acima da esquina, mas o Preto Velho interrompeu-lhe mostrando o livro Bruzundangas, e dizendo "aqui está a história dele...!"
Olhando para os dois ao mesmo tempo, aproveitei para inquirir ao garçon por que agira daquela forma "racista" com o nosso amigo, e ouvi-o explicar envergonhado, que "cumpria ordens, o senhor sabe comé qui é..." e informou que às vezes embrulhava comida e dava para o "Lima Barreto" apontando para o meu amigo Preto Velho, que confirmou, reafirmando inclusive que seu nome na rua era Lima Barreto.

Antologia Brasil Literario

Antonio Cabral Filho
Rio de Janeiro - Brasil
letrastaquarenses.blogspot.com.br
antoniocabralfilho.blogspot.com.br

 

 

 
 

ACORDE                                        
António D'Araújo                                        

 Porque você vai continuar aí sentado?
Acorde levante-se. Corra!
O mundo está esperando por você para ser salvo.
Pule, grite se faça ouvir.
Porque o mundo só muda se você mudar.

Outros povos não podem te ver.
Mas poderão te ouvir se você não desistir.
Não fale aos que te ouvem
Mas sim, para aqueles que fingem ser surdos.

Vamos, mostre as verdades do mundo.
Para aqueles que fingem ser cegos.

Acorde!
Hoje temos mais uma manhã de primavera
E continuamos a sua espera.
Vamos juntos salvar o mundo da hipocrisia
Da falta de alegria e gritar heresias.

Para enlouquecer aqueles que em seus
Palacetes de Mármore,
Tão frios quanto os seus sentimentos
Ignoram nossa existência.

Vamos acorde, antes que a eternidade nos leve
Em seus Navios dos acomodados.
Vamos todos somos Soldados
Juntos irão salvar a humanidade
Deste Planeta que nos resta.

Então faremos a nossa festa.
Com toda esperança que nos resta.
Vamos irmãos não temos o que temer.
Pois a eternidade dos sonhos nos espera.
E sempre haverá uma nova Primavera à nossa espera.
 

 

António D'Araújo
São Bernardo do Campo - Brasil

 

 

 
 

ADVENTO É O TEMPO DA CAMINHADA PARA A GRUTA DO CORAÇÃO
O Presépio é o Protótipo da Ipseidade (Eu) e de toda a Vida
Por António Justo  

 

Advento quer dizer chegada, é o tempo de espera e de esperança. Liturgicamente, o tempo de espera é o tempo grávido que vai até ao dar à luz: o natal acontece hoje e sempre na gruta do coração, onde se dá a revelação d’Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8). Ele não foi nascer no templo nem no parlamento, nasceu e nasce numa gruta da terra ainda virgem e aberta a tudo e todos, onde se pode encontrar pobre e rico, crente e céptico, toda a pessoa de boa vontade, aberta e disposta a deixar-se surpreender para dar oportunidade à criatividade.
A caminhada de Maria e José para Belém é o símbolo da caminhada histórica e mística da vida de cada um; é a caminhada para nós mesmos, a ida ao encontro do nosso centro e ao mesmo tempo o início e a meta de nós mesmos e do universo. José e Maria sabiam para onde ir, tinham um objectivo: Belém e dar à luz Jesus nas suas vidas e para o mundo.
O Advento é uma caminhada, um percurso com altos e baixos, com ventos e acalmias. Séneca dizia: “Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”. Todos nós andamos na barca da fragilidade e da insegurança mas, das velas da nossa vontade, depende o aproveitamento do vento para a levar ao trajecto do que fica e não passa.
 

Na gruta de Belém, longe do bulício da cidade, o divino infante nasceu na companhia dos animais e da família, onde razão e coração se encontram unidos, onde não há oligarquia nem tirania.
Hoje o presépio de Belém simboliza também a gruta do nosso coração. Se descermos os degraus da caverna do nosso interior, chegaremos ao íntimo do coração onde borbulha a água viva, tudo o que é divino e ultrapassa o tempo; nessa gruta, no limiar do nosso espírito, brota a vida e brilha a luz, o Deus menino. Vale a pena tentar; a vida é uma tentação contínua, toda ela tricotada de bem e mal numa espiral ascendente! O que fica e mais nos caracteriza é o caminho feito e o aroma do amor que o cobre.
Para se nascer e acordar para a vida não é suficiente ficar-se pela superfície seguindo caminhos já feitos; é preciso arrotear o próprio para vivermos e não sermos vividos. Para isso é preciso entrar-se numa gruta, lá onde se encontra o tesouro enterrado. Esse tesouro é o nosso eu no nós, a nossa ipseidade que participa da natureza divina, um mistério que envolve matéria e espírito, que une a “realidade” ao sonho, o todo e o particular numa relação de complementaridade. Aí poderemos ressurgir na criança que ao ser acariciada provoca em nós uma nova consciência e uma mudança na vida. O presépio é o protótipo da vida e da Ipseidade (eu integral), é a fonte do eu a brotar do nós.
Natal é a matriz (padrão) da vida individual, comunitária e cósmica e Advento é o tempo histórico e místico da sua realização. Jesus Cristo é o protótipo da realização pessoal, comunitária e cósmica equacionada na fórmula trinitária.

António da Cunha Duarte Justo - Teólogo




ATE À VISTA NO ALÉM
A Consciência humana é infinita
Por António Justo



A experiência da quase-morte (ou EQM) e do depois-morte (EDM) são uma constante histórica testemunhada nas diferentes culturas. No evangelho de Marcos, capítulo nove, é narrada a experiência do depois da morte, uma nova maneira de ser para além do estar, e na segunda carta aos corintos, capítulo 12, Paulo descreve a experiência da quase-morte, isto é uma experiência fora do corpo em que a consciência (alma) se revela sem limites por participar da infinidade divina.
A morte não tem a última palavra a dizer, como se vai constatando também na investigação científica que cada vez mais se dedica ao estudo dos fenómenos em torno da morte. A experiência, com moribundos ou com pacientes em coma, motivou médicos e outros cientistas a investigar as causas e o significado desses fenómenos: presença de um "ser de luz", "emancipação da alma", "experiência fora do corpo", "desdobramento espiritual", “contacto com o além”, “aparelhos imobilizados”, etc..
A crença materialista científica, das ideologias do século XIX, agora também posta em dúvida pela física quântica, começa a abandonar as cercas da sua certeza para admirar o que se estende para lá delas. Perante o resultado de estudos feitos vão deixando de se fixar na qualificação de tais fenómenos apenas como alucinações causadas pela falta de oxigénio no cérebro. No passado, muitos cientistas tinham medo de manifestar as suas experiências para não serem ridicularizados ou para serem conformes ao credo da ciência materialista. Charles Chaplin dizia “Não creio em nada e de nada descreio. O que concebe a imaginação aproxima-nos tanto da verdade como o que pode provar a matemática”! De facto, a experiência do inefável (Deus) deixa de crer para saber, sem poder provar a vivência porque é acontecer.
A consciência do ser humano existe independentemente do cérebro
Segundo a visão materialista, com a morte cerebral deveria morrer a consciência de ser. Muitos cientistas da medicina e da biologia chegam agora à conclusão que a consciência humana não se extingue com o apagar-se do corpo mas que continua a existir.
Raymond A. Moody, psiquiatra e filósofo investigou sistematicamente o que acontece depois da morte clínica; o mesmo se diga da psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross e de muitos outros. Eben Alexander descreve agora o que experimentou depois do cérebro deixar de funcionar. Uma experiência que pode tornar-se numa luz para quem só está habituado a avistar a matéria.
Eben Alexander, especialista do cérebro, esteve 7 dias em profundo coma com uma grave meningite bacteriana com uma chance de sobrevivência de 3% mas apenas como gravemente incapacitado. Sem funções cerebrais activas teve, apesar disso, a experiência extracorporal de uma consciência sem limites (Livro “Prova do Céu“). Neste estádio encontrou também familiares desconhecidos que depois veio a conhecer e familiares falecidos e amigos. Passados sete dias aconteceu o impossível na medicina: o neurobiólogo regressou da visagem com novas forças e experiências. Eben Alexander teve a experiência de que a consciência humana existe independentemente do cérebro.
Não há que ter medos. Deus é maior que as nossas morais aritméticas e do que os nossos conceitos e ideias de justiça. No fundo do túnel escuro a luz brilha em ti para te incrementar o sentimento de segurança, amor e felicidade, o antes e o depois num presente eterno.
Conclusões possíveis de tirar com base também nas novas investigações: pensar a vida a partir do fim, a partir do nós, do outro. A morte só é uma estacão, no caminho para Deus, onde a infinidade eterna se torna o espaço da nova consciência.
O amor é o laço que une para lá da morte e que permanece na nova maneira de ser para lá das finitudes temporais. O amor é o folgo de Deus em tudo e em todos, a relação que mantém também o cosmos.

António da Cunha Duarte Justo - Portugal
em Kessel - Alemanha
http://antonio-justo.eu

 

 

 
 

NO DECORRER DA VIDA
Por Antônio Paiva Rodrigues 

O grito admoesta sem alaridos, mas com ternuras no âmago do meu coração corre sangue pulsante, no entanto, ardiloso. Não filo os defeitos alheios. Fitá-los é uma ação negativa. Traz-lhe aborrecimentos. Cheio de arroubo eu sempre estarei provocando balbúrdia, talvez incitando o inimigo belicoso a se transformar num besugo. Saiba que a sua mente é o melhor remédio para todos os males.
Ela comanda todas as células do seu corpo, controle-se. Lembre-se de que todos nós cometemos erros. Sofre com isto? Busque a correção. Aqueles que praticam a curra devem ser severamente punidos, pois não são dignos da vida social, podem dilapidar vidas alegres transformando-as em tristes com aspectos melancólicos. Procure andar sempre dândi sem ser espalhafatoso, nada de engodar, pois nos levam a cretinice.
Não almejamos o fenecimento e sim nos tornarmos fugazes, fleumáticos, mas com pensamentos frugais. Ás vezes nos tornamos fleumáticos procurando homizios no ígneo, ser ignóbil nos deixa implícito, insolente e vamos levando tudo de roldão como se fossem uma irrupção. Todos somos falíveis. Calar ante os erros alheios é amor no coração. Estamos incólumes, somos inócuos, temos jaezes e procuramos ficar janotos e justapor os nossos desejos a todos outros sentimentos, somos loquazes, mas às vezes a nódoa pode manchar as nossas atitudes pueris.

 

Quando estamos tristes nos sentimos meios pachorrentos, mas o pacóvio não nos assusta, pois sempre fomos e sempre seremos parcos em nossas atitudes. Triste do homem pedante, pernóstico, perdulário, que pensa ser perene, causa tristeza, dó, intolerância de outras pessoas. A vida não é para ser “suportada” ou “aguentada”, ela tem que ser “vivida”, louvada em seu conteúdo belo e atraente.
Gostamos de permutar e desejamos que todos saiam do mal e absorvam o bem. O homem deveria ter atitudes petizes para que o seu espírito seja sempre benevolente e que suas atitudes agradem todas as pessoas. A experiência da vida e o tempo deixam-nos plissados com atitudes de vasculhar, perscrutar tudo que vemos pela frente. Caminhando pândego deixamos de (ser) sermos pérfidos mantendo-nos recônditos dos nossos inimigos e a vontade é de ruar sem rumo e sem destino. De levar tanto sol pelas nossas andanças ficamos rubicundos, pois queremos mostrar a todos que somos sumidades e suscito e jamais vamos tergiversar.
Muitas vezes diante do medo ficamos taciturnos, tênues, quando alguém nos aporrinha ficamos de veneta. Procuramos mudar sempre, mas a insegurança maltrata e nos faz infeliz. As esperanças se esvaem sem proporções e o nosso coração se recata em nossas ilusões. Falando de mim almejo um dia a felicidade para sarar as feridas do meu coração. Posso me transformar num poeta maluco por natureza. Poeta maluco eu queria ser e do puro vinho quero provar, para minha mente esclarecer essa bebida vou tomar. Sem regras medidas e proporções, apenas para imantar os versos, de alegrias, tristezas e ilusões.
Apondo lado a lado versos e reversos, de ideias desconexas vivem os poetas. Poetas e poetisas falam de amor com tanta lucidez que não me esqueço duma só vez de perguntar. De onde venho, de onde vim? Nasci, cresci e estou no mundo presente. Cumprindo uma missão árdua destinada para mim, O Pai dos Pais, Onipresente, Onipotente e Onisciente enviou um anjo para nos dizer que nunca existirá fim.
Quero encontrar um amor e ser eternamente feliz. Para isso, chorei, gritei e implorei bastante.
Não me deste nenhuma atenção, hoje, mais clamo imploro um instante a sua atitude de mulher de grande coração. Eu amo, tu amas, ela me ama de coração. Flui flechado pelo cupido, no entanto, extrai o seu amor contido em forma de personificação. O meu temperamento sempre estará aposto e evoluído, em imantar com todas as raízes o afago do seu coração.•.

Antônio Paiva Rodrigues
Fortaleza - Ceará - Brasil

Antonio Paiva Rodrigues-jornalista-membro da ACI- da ACE- da UBT- da Aouvirce e da Alomerce