Fevereiro de 2017

Ano VII - Número XLV

 

 
 
Rosalina Herai
 
JESUS CRISTO O MÉDICO FILHO DE DEUS
Rosalina Herai 

Eram os olhos mais lindos que tinham visto
Pareciam trazerem todas as histórias do mundo
Pareciam trazerem todos os mistérios das vidas e do céu
E as traduziam ensinando parábolas e a esclarecê-las

O que havia dentro daqueles olhos não tinha nos outros
Olhares calmos, sábios, mansos, fortes e carinhosos
Olhava tudo em volta e todos podiam ter a certeza que ali havia um diálogo
Aquele homem simples com tamanha áurea só podia ser um rei

Rei de onde, de onde viera?
Suas sandálias simples mostravam que muito ele caminhara
Mãos enormes e calejadas, mãos de trabalhador
Mãos que curavam com um simples toque e com palavras aliviava os corações

Mas, e aquele olhar o que tinha de especial
Mergulhava nos corações de todos unindo-os a paz e a beleza dos céus
Libertava de toda mágoa, de todo ódio fazendo homens livres
Curava o corpo e também os sentimentos ... Ele falava de amor

Rosalina Herai
em Campo Grande - Brasil
http://somenteporamor-vida.blogspot.com.br/
 
 

 

 
Rosalinda Pessoa Mildner
 
PRAIA DA COSTA
Rosalinda Pessoa Mildner 

Mistura de costa e vila
banhada do azul e ondas profundas
chegamdo e partindo
do amanhecer ao anoitecer.

Antigamente haviam palmeiras e castanheiras
Alí ficavamos ao relento até o sol do meio dia.
Na areia branca entre as dunas que se emergiam
construiamos castelos enfeitados com conchas.

Mar calmo, mar revolto.
Nas batidas das ondas escutavamos o som dos marinheiros
em navios cargueiros relegando ao vento
deixando seus rastros no mar desavento

Praia da costa tua maresia era um aroma encantado
embevecendo os amantes nas noites de lua cheia.
Nas madrugadas bebiamos do teu lunar
brilhando com seu azul incandecente
Clareando nossas vidas eternamente.

Rosalinda Pessoa Mildner - Brasil
em Altenberg - Alemanha
 

 

 
Rose Aparecida Giar
 
NÃO TEM MAIS LUGAR PRA VOCE!
Rose Aparecida Giar 

Acordei com vontade de fazer tudo diferente...
A começar pelo café, nao comer coisas
que vão agredir meu estomago, e a rotina
que me lembrava voce pela manhã eu mudei toda,
as musicas que ouvimos já tirei da playlist,
e exclui tudo e todo vestigio que me lembre que um
dia passou pela minha vida, não vou esperar mais,
tem um arco-iris lá fora a minha espera, hoje vou a lugares
que nunca fui, lembrar de pessoas que nunca conheci,
falar com desconhecidos, dar uma chance a quem
sempre me implorou, esquecer o passado,sim voce hoje
é passado vou viver ao maximo meu presente
e quanto ao meu futuro esse
não tem mais lugar pra voce!!!!!!!!!!!!!

Rose Aparecida Giar
S.Paulo - Brasil
 

 

 
Rosimeire Leal da Motta Piredda
 
MARGINALIZADOS
Por Rosimeire Leal da Motta Piredda 

Choque social, visto como algo normal pela sociedade. O nada é sua maior riqueza.
Sem tetos, mendigos, vadios, miseráveis, vagabundos... de vários nomes eles são chamados.
Perambulando pela existência... errantes. Levando tralhas, sujos, fétidos, marginalizados, pedindo esmolas, mas prefeririam um emprego. Cada um tem uma história para contar, contudo, o passado está fechado num livro sem páginas em branco. Nenhuma perspectiva, vagando dia após dia.
Todos passam longe deles, pois pensam: “São ladrões!” No entanto, foi a vida que lhes roubou a integridade, a cidadania. Ou teria sido o destino?
Sem casa, morando nas ruas, debaixo de viadutos, dormindo sob as marquises, praças, onde for possível.
Seu principal inimigo é a noite... trevas...
No inverno, o uivo do vento lhes murmura a injustiça social. Folhas secas voam sobre eles... gesto de zombaria.
A poeira gruda em seus corpos, bloqueia a memória. Já não conseguem folhear o álbum de suas lembranças felizes.
Choveu em cima deles, viraram lama. Tremem encolhidos, envolvendo a si mesmos, apertam os dentes, as mãos e os pés, querendo resistir, sobreviver.
Na neblina tentam visualizar a passagem no tempo, onde o melhor de seus sonhos se perderam. Porém, tentativa inútil: necessitam ajuda para encontrar a saída deste labirinto.
 


COMECEI A VIVER
Rosimeire Leal da Motta Piredda

Estava no baile dos dias vazios, sentada no banco.
Aproximava-se aos poucos uma melodia suave.
Johann Strauss II. Danúbio Azul. A valsa vienense.
De súbito, a vida agarrou-me firmemente pelas mãos,
conduzindo-me ao salão.
Fiquei espantada e admirada com o atrevimento!
Arrancaram-me do meu casulo!
Pegou a minha mão direita e segurou-a com sua mão esquerda.
a outra mão na minha cintura.
A minha outra mão por cima do ombro do dançarino.
Tam, tam, tam!
Passo-passo-espera – resultado:
dois bailarinos elegantes!
Muitas voltas!
A noite se findava, momentos finais!
E a vida tomou conta de todo o meu ser,
dizendo-me: “_ Serei o seu par constante!”
A partir daí, comecei a viver!

Rosimeire Leal da Motta Piredda
Vila Velha – Espirito Santo – Brasil
http://www.rosimeiremotta.com.br/
https://www.facebook.com/profile.php?id=100011114436011


Sou, por formação, Professora, Técnica em Contabilidade e Secretária Aposentada. Portadora De Deficiência Auditiva, faço leitura labial.
LIVROS PUBLICADOS -
1.º Livro – Voz da Alma – 11 Crônicas – 04 Contos – 37 Poesias – Editora CBJE- 2005
2.º Livro – Eu Poético – 01 Crônica – 05 Contos – 54 Poesias– Editora CBJE - 2007
3.º Livro – O Cair da Tarde - 01 Crônica – 32 Poesias– Editora CBJE - 2012

 

 

 
Rosinha Bonette
 
CARNAVAL
Rosinha Bonette 

Tá chegando a hora, de colocar a fantasia.
Fantasia? Não me falta.
Cubro-me de confetes, serpentinas e purpurina.
Carnaval alegria e folia dura só quatro dias.
Deixa eu ser sua fantasia nesse carnaval.
Porque no carnaval, ninguém é de ninguém.
No enredo do meu samba só dá você.
Venham com alegria, euforia e muita poesia.
Se eu me sentir mal, e você for bonito cuide bem de mim.
E em caso de emergência cubra-me de carinho.

Rosinha Bonette
Itatiba - Brasil

Rosa Bonette, conhecida como Rosinha Bonette.Funcionária Pública Municipal. Graduada em Pedagogia, Pós-graduada em Psicopedagogia e Educação Especial, atuando na area da Educação com Atendimento Educacional Especializado com alunos da Rede Municipal. Escrever é minha paixão.