Abril de 2017

Ano VII - Número XLVl

 

 

Alfredo dos Santos Mendes

 
 

PAPA FRANCISCO
(Em homenagem ao Papa Francisco)
Alfredo dos Santos Mendes

Ele é um homem simples, sem vaidade.
Sua figura, só ternura exala.
Quando ouve uma mentira, não se cala,
Até que tudo seja uma verdade!

Seu rosto tem ternura, lealdade!
Suas mãos são um berço, nos embala.
O seu olhar tem brilho quando fala,
Seu falar tem acordes de bondade.

No seu peito reside um coração,
Que imana muito amor, muita paixão,
E quer longe de nós, o sofrimento.

Quem se dispõe a ser o nosso abrigo.
E considera todos, um amigo.
É um amigo maior que o pensamento!

Alfredo dos Santos Mendes
Lagos - Portugal

 
 

 

Alfredo Pérez Alencart

 
 

MIGRANCIA
Alfredo Pérez Alencart

No importa
que vengas o vayas:

siempre te seguirá
un trozo de suelo

o una mirada arisca
declarándote
extraño.

Serán días grises
que no podrás quitarte
de encima.

Y te declararás
deudor,
aunque a diario ganes

la partida.

(In http://metaforologia.com/aqui-es-el-cielo-alfredo-perez-alencart/)

Alfredo Pérez Alencart - Peruano
em Salamanca - Espanha


Alfredo Pérez Alencart (Puerto Maldonado, Perú, 1962). Poeta y ensayista peruano-español, profesor de la Universidad de Salamanca desde 1987. Fue secretario de la Cátedra de Poética Fray Luis de León de la Universidad Pontificia (entre 1992 y 1998), y es coordinador, desde 1998, de los Encuentros de Poetas Iberoamericanos, que organiza la Fundación Salamanca Ciudad de Cultura y Saberes. Actualmente es columnista de los periódicos La Razón y El Norte de Castilla, así como de varios diarios y revistas digitales de España y América Latina.

 

 

Alvaro Danjo Reis

 
 

FIM DO AMOR
Alvaro Danjo Reis

Victoria
posso assumir
que valeu-me
muito
os dias
que vivemos
antes de partir
do que o tempo
em que retornou
a vida.

POEMA DA MORTE
Alvaro Danjo Reis

Que importa a miragem
O canto da gaivota
E o silêncio do mar
Se tudo que vejo é morte.

 

Alvaro Danjo Reis - de Moçambique
em São Paulo - Brasil

Álvaro Danjo Reis, nasceu talvez em Moçambique, descendente da arte Brasileira e filiado a cultura lusitana, nas escritas de Fernando Pessoa, Luís de Camões, entre a imaginação de um poeta emergente na fase revolucionária, não teve pai e nem mãe, senão o bastardo que o crio e o fez gente. Estudou o nível médio. Tornou-se poeta por amor aos livros líricos e a arte de escrever palavras. Ainda não tem livro publicado, senão poemas espalhados pelo mundo fora em diversas línguas. Vive na sepultura duma mente crua na poesia de rua do mundo da lua que o aprisiona.

 

Amilton Maciel Monteiro

 
 

PÁSCOA
Amilton Maciel Monteiro

A Páscoa dos cristãos no mundo inteiro,
conforme também crê qualquer troveiro,
é a festa da vitória sobre a morte
injusta, imposta ao nosso Bom Jesus,
que exangue sucumbiu na dura cruz,
porque nos quis salvar de triste sorte.
Páscoa é a memória da Ressurreição
vivida por Jesus, o nosso irmão,
que o mesmo para os crentes garantiu
ao fim dos tempos, já na parusia,
que ele presidirá naquele dia
para levar os bons ao seu redil.
É a Páscoa, enfim , e nisso não transijo,
a razão de meu grande regozijo,
com a vitória estupenda de Jesus;
que, vencedor da morte, é a segurança
de eu viver minha fé, minha esperança
de que sempre hei de ter a sua luz!
Celebremos a Páscoa, pois cristãos!
Elevemos aos céus as nossas mãos,
que essa data merece ser lembrada!
Com quitutes, ou só mesmo rezando,
numa festa Pascal muito abençoada!

Amilton Maciel Monteiro
São José dos Campos - Brasil


Amilton Maciel Monteiro, brasileiro, advogado, casado, pai de três filhos e avô de sete netos, nasceu na cidade paulista de Guaratinguetá e, há mais de cinquenta anos, reside em São José dos Campos. Nesta cidade trabalhou no Banco do Brasil e, depois de aposentado, também colaborou, no CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e na então Faculdade de Direito do Vale do Paraíba, onde, em 1969, se formou em Ciências Jurídicas e Sociais. Bacharelado e concursado para Juiz do Trabalho,,ministrou aulas de Educação Moral e Cívica no Colégio Estadual Maria Luiza Guimarães Medeiros e, por mais de dez anos, lecionou Teoria do Estado e Direito Constitucional na mencionada Faculdade de Direito, que hoje integra a Univap, Universidade do Vale do Paraíba. Desde o ano de 1968 participa do Movimento das Equipes de Nossa Senhora (ENS).

 

 

Ana Maria Dias

 
 

“NATÁLIA FUMA NA MINHA CASA”
(À memória de Natália Correia)
Ana Dias

I
Ping-ping, ping-pong…
Cadente matraquear das horas
Como a máquina de um relógio
Mergulham iguais as gotículas
Que quebram o silêncio da noite
Corpos sem alma que regressam
Ao lugar das moribundas inapetências
Enfiam-se pantufas de esperanças
Nos lençóis que hão-de aquecer
Corpos nas pontas das esporas
Que mortificam os sonhos,
Que aceleram a ignomínia
De já não se saber
Senão de sexo fugaz, rápido,
Para enganar ausências,
Para mascarar realidades
Tão gastas de habituais,
Tão sem sentido de repetidas,
Tão repelentes de abominadas,
Tão sujas em bocas que gritam
Desassombros, ódios, vinganças
Depois… dormir
Que amanhã voltará
Tudo de novo uma vez mais
Para não deslassar o hábito

13/12/2014 (22h:05’)

II
Dão-nos…
Dão-nos quimeras e sonhos
Temperados de Endoenças
Dão-nos testemunhos bisonhos
E tantas, tantas malquerenças

Deixam-nos depois um rasto
Em busca de sôfrega espera
Dão-nos crivos e um pasto
E a gente mais desespera

Já não há vida, nem morte
É a anódina atonia / distimia
Este cansaço, esta sorte
De ouvir a mesma melodia

Que nos caleja os sentidos
E nos trunca a vontade
Temos os braços tolhidos
Pela consciente nulidade

De saber que tudo nos dão:
Dão-nos fome, sede e frio.
E a gente, de comoção,
Perde até qualquer brio

De lutar pelo que queremos,
De desejar outro mundo
Por tantas graças que recebemos,
Que mágoas temos, no fundo?

13/12/2014, (01h:35’)

 
Ana Maria Dias
Vale Vite - Vimeiro - Portugal