Abril de 2017

Ano VII - Número XLVl

 

 

Ana Paula Costa Brasil

 
 

TOI!
Ana Paula Costa Brasil

J'ai couru… ah, ce que j'ai couru
Pour te sauter au cou,
Pour faire fusionner nos corps,
Mordre tes lèvres,
Caresser ton corps, respirer ta peau,
M’enivrer de ton goût… te découvrir mon âme,
Croiser nos bras, mêler nos cheveux,
Entrelacer nos jambes.
J'ai couru… ah, ce que j'ai couru,
Mais,
J’ai vu que ce toi n’était pas toi,
Que ce toi, je ne le connaissais même pas.
J’avais rêvé, je m’étais construit un toi.
Ah, ce que j'ai couru ! Je ne savais pas que ce toi,
N’était pas mon toi !
Toi… mon toi,
Tu m'avais fait vivre… tu m'avais refait rêver,
Tu m'avais appris à aimer… Tu m'avais fait agir.
Toi… l'autre toi
Tu m'avais fait pleurer, souffrir,
Oublier
Combien j'avais aimé !
Oh ! Mon toi,
Le toi qui j’ai construit pour aimer
Mon toi à moi !

Ana Paula Costa Brasil - Brasil
Em Richmond Hill - Ontário - Canadá

 
 

 

Ana Rosenrot

 
 

RENDIÇÃO
Ana Rosenrot

Queria que você me olhasse,
E se esforçasse para me ver como eu sou;
Esqueça o que dizem, perdoe o que julgar imperdoável,
Olhe em meus olhos, não veja cores, estigmas, intrigas,
Dê-me uma chance, se dê uma chance,
De nos tornarmos almas amigas...

Não lute contra o que você não entende,
Não lute para tentar entender,
Aceite o que te ofereço de coração aberto,
Veja que não somos assim tão diferentes;
O mesmo amor se espalha em nosso ser,
Só você não compreende,
Ou não quer compreender.

Nossos caminhos se encontraram por um motivo,
Lutaremos injustamente, friamente, eternamente,
Numa batalha que nunca terá fim;
Pelo que não pertence a você, e nem a mim...

Entregue suas armas, lhe ofereço as minhas,
Renda-se, aceite minha rendição,
Não há vencidos, nem vencedores,
Numa guerra que nunca existiu...

Reconheça que a vida nos uniu,
Para semearmos a paz que tanto buscamos,
Pois nossas diferenças nos fazem iguais,
E é na fraqueza, que nos pune, nos levando a lutar,
Que reside à força para se render, e perdoar.

Ana Rosenrot
Jacareí – SP – Brasil
eisFluencias_Abr_2017_7_46-03.htm
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Ana Rosenrot é escritora, cineasta e ativista cultural, assinou por 4 anos a Coluna CULTíssimo, na Revista Suíça Varal do Brasil, já teve trabalhos expostos no Consulado Brasileiro da Suíça, participou de diversas antologias e recebeu vários prêmios literários; no cinema trabalha com produções independentes, longas e curtas-metragens onde também já recebeu prêmios. Criadora e editora da Revista LiteraLivre.

 

 

Ana Wiesenberger

 
 

DIA DA POESIA
Ana Wiesenberger

A poesia é a água cristalina
Que jorra leve e livre
Da cascata do Eu recluso
Que em nós vive

A poesia é o grito
Feito de sombras e de fogo
De lágrimas retidas no silêncio
De mortalhas dos sonhos
Que em nós sepultámos

A poesia é Sol, luar
E também chuva
É murmúrio com maresia
Restolhar de folhas
Leque caprichoso
Com que o poeta
Nos deslumbra
Ao abrir e fechar
As emoções dentro de nós

Em 21-03-2017

Ana Wiesenberger
Setúbal - Portugal
querotrazerapoesiaparaarua.blogs.sapo.pt

 

 

André da Silva Flores

 
 

POETA
André da Silva Flores

Olá velho amigo
Por onde te esconde?
Tem um tempinho para mim?

Sabe velho companheiro
Andam dizendo que a poesia saiu de moda
A onda agora é o computador
Os livros ficaram para trás.

Saudades dos teus versos
Das tuas rimas
Sonetos soltos ao vento
Embalando os casais apaixonados.

Acredita que ouvi falar
Que a grande sacada agora
É um tal YouTube
E os pobres livros
estão empoeirados.

Muita falta, sinto muita falta
De você meu amigo poeta
Trovando versos
Exaltando o céu e as estrelas.

Aquele cordel feito de improviso
Um riso virou rima
Uma tigela se transformou em festa.

Sabe que eu sonhei ser Drummond
Mas acordei André
Aprendiz de poeta
Poetando saltitante feito saci
Querendo fazer arte com as palavras.

André da Silva Flores
Portão - RS - Brasil


André da Silva Flores, 42 anos, natural de Novo Hamburgo – RS. Criado na cidade de São Sebastião do Caí, aonde muito do material de inspiração para seus poemas, vem de experiências e vivências nesta pacata, simpática e acolhedora cidade. Formado em setembro de 2010 em Administração de Empresas pela UCS - Universidade de Caxias do Sul, (Vale do Caí), Pós Graduando em Especialização em Educação a Distância pela UNOPAR. Trabalha no Setor de Faturamento do Hospital Nossa Senhora das Graças em Canoas – RS. Premiado em concurso realizado pela Academia de Letras e Artes de Porto Alegre e Expresso das Letras, em Agosto em 2011, com o poema Porto de nossas Vidas. Premiado em Concursos realizados no estado do Rio de Janeiro em, 2013, 2014, 2015, premiado no concurso Artífices da Poesia, da Editora A.R Publisher em 2016, Mérito Cultural da FECI, ( Fundação Educacional do Sport Club Internacional), em 2016 assim como participa ativamente de blogs e jornais literários. Participou de uma dezena de antologias no Rio Grande do Sul e Brasil, 07 e-books, onde em três oportunidades escreveu o prefácio.

 

 

Anna Ribeiro

 
 

UM DEDO DE PROSA
Anna Ribeiro (Pseudónimo)

No céu azul o revoar das andorinhas
A tarde esta morna
Olá, passe do portão
Não precisa bater palmas
O portão não tem trinco
Entre, entre seja bem-vindo!
Veja o jardim tem roseiras
Mas, a primavera ainda não tem flores
No capacho espreguiça o gato
Só mia, não arranha
Se não sair pule por cima
Ah, a vizinha?
Coitadinha, gosta de ficar aí atrás da roseira
Não liga não, é gente boa!
Ela diz ser vidente e saber todos os segredos
Mas...por favor, venha vamos para a cozinha, jogar conversa fora.
Puxe o trinco, a porta só está encostada
Vamos tomar um café fresquinho e beliscar o pão de milho
E você está servido?
PODE CHEGAR!

Anna Ribeiro (Pseudónimo)
Itajai - SC - Brasil
www.neydebohon.com.br


Pseudônimo Anna Ribeiro, Casada, mãe e avó, nasceu e viveu no interior de São Paulo e há muitos anos está radicada em Santa Catarina.Desde jovem é amante das artes plásticas e da literatura, mas foi na maturidade, com consciência poética, que retornou definitivamente às letras.Tem edições individuais,participações em antologias, revistas e redes sociais,também escritora e ilustradora de seus livros infantis.Na poesia inspira-se na simplicidade do cotidiano,tendo como inspiração a palavra SAUDADE.