Abril de 2017

Ano VII - Número XLVl

 

 

Eugênia Diana Silva de Camargo

 
 

O DOM DE ESCREVER
Eugênia Diana Silva de Camargo

É carisma divino
o dom de escrever
deixar emanar
a inspiração.
É como a abelha
que pousa na flor
cumprindo serena
a sua missão.
É carisma divino
o dom de escrever
momento sublime
repleto de paz.
É como um amor
incondicional
e como a energia
que emana do sol.
É carisma divino
o dom de escrever
cantiga suave
que embala
e acalma.
É como o artista
que expressa na tela
o retrato da alma.

Eugênia Diana Silva de Camargo
São Sepé - RS - Brasil

 
 

 

Fatima De Royes Mello (Fofinha)

 
 

DEPOIS DA JUVENTUDE
Fatima De Royes Mello (Fofinha)

Quando somos jovens o mundo todo nos parece feito de sonhos.
Sonhamos dormindo,
sonhamos acordados,
sonhamos o tempo todo,
somos corajosos e atirados
nada nos é perigoso, somos arrojados.

Os anos passam sem que apercebamos,
de repente acordamos,
não somos mais jovens
e descobrimos que não estamos mais sonhando, sentimos que a vida não mais nos açoita com grandes surpresas,
é onde nos encontramos com mais experiência.

Estão nos amadurecemos,
nos tornando mais equilibrados,
contidos e ponderados,
perdemos a espontaneidade da jovialidade,
Mas ganhamos experiências pelos anos vividos,
essa experiência faz
com que juntemos
os pequenos e os grandes momentos
e aproveitemos
investindo melhor em sonhos e pensamentos.

Uma das grandes bênçãos
da vida é a experiência
que os anos vividos nos
concedem por excelência
Após a juventude uma nova era se abre
diante de nossos olhos,
é a sabedoria que nos é dada pela vida
nos ensina que a beleza está na escolha de novos horizontes.

Depois da Juventude nos vem uma era de reflexão onde nossos horizontes são conduzidos,
calcados nas experiências pelos anos vividos.
Damos outro sentido em nossas vidas
conduzindo-a com maturidade e serenidade.

Quando nos amadurecemos compreendemos
que é vital olharmos para o futuro com esperanças,
nunca pararmos no tempo, termos sempre metas e aspirações.
É crucial darmos sentido em nossas vidas
para torna-la repleta de alegrias e realizações.
Pena que muitas vezes deixemos a vida a rolar sem dar valor a toda essa experiência vivida.
Agora que é nossa hora de curtirmos de nos unirmos em prol da velhice que chega, que aproveitemos nossos momentos sós que vivamos o que não vivemos por causa das preocupações com o bem estar dos filhos em vez do nosso.

Eles cresceram se tornaram independentes e nos nem nós percebemos, o corre corre foi maior em busca de melhores condições a eles a à nos mesmo.
Mas uma coisa ficou o amor que tenho e sempre tive, embora muitas vezes nem mesmo tenhas me olhado e visto as rugas que o tempo me deu...
Os cabelos brancos cada vez em maior número, mas no peito apenas uma vontade..
SER FELIZ!!!

Fatima De Royes Mello (Fofinha)
Bagé - Brasil
http://fofinha56.blogspot.com.br


Professora, nascida em Dom Pedrito mas morando há 32 anos em Bagé.Sou humana, sei que não posso mudar o mundo, mas sou como beija-flor no incêndio da floresta , faço minha parte, procurando da vida colher o melhor...Dar sem ver a quem, e nem tampouco dar querendo retorno...
Mãe e avó que descobriu a escrita há muito tempo , mas como caramujo se escondia com medo de que não fossem gostar do que escrevia...

 

 

Felipe Aquino, Prof.

 
 

QUAIS SÃO OS SÍMBOLOS DA PÁSCOA?
Por Felipe Aquino, Prof.


 

Cordeiro


O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.
Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa Páscoa” (Cor 5, 7).
João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns;
Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. AP 5,6.12; 13, 8).discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jô 1, 29 e 36).Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12).


 

Ovo


O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida. A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal. Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.


 

Coelho


Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.


 

Pão e vinho


Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor.
Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.


 

Cruz


A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo.
No Conselho de Niceia em 325 d.c., Constantim decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo.
Então não somente um símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.


 

Círio Pascal


É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras “alfa” e “Omega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.

Prof. Felipe Aquino
Vale do Paraíba - SP - Brasil
http://blog.cancaonova.com


Escritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica

 

 

Francisco Ferreira

 
 

POETA
Francisco Ferreira

Concebo-me ser inteiro
em única palavra
dita ao relento
num beco escuro e frio.

Nasço de tua voz
em evocação às sombras
de árvores despidas
grafitadas nos muros sujos
da cidade invernosa.

Cresço se praguejas à sorte
à sina, ao destino, à falta
que o acalento faz
em tua alma assustada
de menina travessa.

Vivo em tua poesia gauche
quebrada, aviltada em letras
inelegíveis das fachadas
de teus edifícios sonho.

Matam-me porém as letras frias
de palavras sem vida do matutino
que envolve o corpo morto
que atravanca o trânsito.

Francisco Ferreira
Conceição do Mato Dentro - MG - Brasil
http://impalpavelpoeiradaspalvras.blogspot.com.br/


Francisco Ferreira - Poeta natural de Conceição do Mato Dentro, com mais de 600 classificações em concursos literários (Brasil, Portugal e Itália), participante de centenas de antologias e de várias academias literárias (RS, SP, ES, RJ, BA). Administra o blog http://impalpavelpoeiradaspalvras.blogspot.com.br/

 

 

Frassino Machado

 
 

ABRIL, O MÊS DOS CRAVOS
Frassino Machado

Abril, Abril, cravos mil
Num Abril claro e nublado,
Nasceu o Abril primaveril
De horizonte engalanado.

Esperança multifacetada
De franca energia viril
Fez brotar da madrugada
Abril, Abril, cravos mil.

Mês de encantos e de cores
Qual romance apaladado
De mil matizes e valores
Num Abril claro e nublado.

Os cravos não têm espinhos
Como os da rosa juvenil
Mas com brilho e pergaminhos
Nasceu o Abril primaveril.

O cravo tornou-se povo
Num sonho apaixonado,
Haverá um Abril de novo
De horizonte engalanado?

Há meses por todo o ano,
Cada um a sua quimera,
Mas este Abril soberano
É um coração-primavera.

Em Abril há sempre cravos,
Com bailados de emoções
Sublimam-se ideais bravos
Com magníficas canções.

Que seja Abril hospedeiro
Para gente que vem de fora
Dando imagem a tempo inteiro
De uma terra acolhedora.

Não mascaremos Abril,
Ele tem a beleza natural,
Que a tradição fez gentil
De norte a sul em Portugal.

Há forças da natureza
Que todo o Abril contém
Mas a principal riqueza
É a alma que o povo tem!

(In JANELAS DA ALMA)

Frassino Machado
Lisboa - Portugal
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