Abril de 2017

Ano VII - Número XLVl

 

 

Irane Castro (Beco da Preta)

 
 

“MEDIANTE QUAISQUER JULGAMENTOS, JÁ NOS COLOCAMOS DE FORMA SUPERIOR ‘POR CONDIÇÃO’.
Por Irane Castro (Beco da Preta)


Experimente mudar o seu olhar em relação ao outro:
Sem RÓTULOS, sem MEDOS, sem MÁGOAS, sem DORES, sem PRANTOS, sem DESIGUALDADES, e, sobretudo, adeque RESPEITO em TUDO e com inteiros.Do mesmo modo, não se deixe isolar por ideias preconcebidas por aí:
- Maldizer diferenças;
- Espalhar correntes;
- Atrapalhar caminhos;
- Acelerar discórdias;
- Aumentar o fel;
- Estipular barreiras.
Já que, a peleja do CHEGAR, VIVER e PARTIR, são equivalências para TODOS.
A proposta é, simplesmente, um DESPERTAR DE CONSCIÊNCIA do RESPEITO e da VALORIZAÇÃO do SER GENTE, SER HUMANO e SER EU, aqui, ali e acolá.
Permita-se ser agente, imediato, da construção de um mundo melhor que reine a PAZ e o AMOR!
Comece ajustando o seu mundo interior!”

Irane Castro - Pseudônimo: Beco da Preta
São Luís - Maranhão - Brasil


Especialista em Educação Especial, Especialista em História do Brasil, Graduada em História e Filosofia. Professora de História.Pequenos-grandes detalhes:
“… nasci maluquete, cresci irreverente e fortaleci meu jeitinho de ir voltar bem contínuo agora’s de mais vIDA, hoje’s!

 
 

 

Irene Mercedes Aguirre

 
 

CONVOCATORIA A LA PAZ
Desde la poética del lenguaje
Irene Mercedes Aguirre

Entre el ruido y la prisa, develamos
el mundo circundante, sin el vuelo
de la emoción oculta, en el subsuelo
de los imaginarios que portamos.

El peso de las cosas al revuelo,
se adosa a nuestros sueños cuando andamos
y a las acciones diarias que pensamos,
mientras nos gime el alma sin consuelo.

¿Y si abrimos al mundo ese lenguaje
que a la espera dormita en su barbecho?
¿Si alumbramos conceptos, al viraje

de un copérnico giro? ¿Si al estrecho
corredor de palabras, su engranaje
lo aceitamos de Paz en nuestro pecho?

(Para su Libro Paz en el mundo)

Irene Mercedes Aguirre
Buenos Aires - Argentina


Poeta mundial por el Humanismo y la Paz.
Nombramiento como Faro de Paz Universal, otorgado por SIPEA/IMAL, 2014
Presidente del Comité "Educando para la Paz", Asociación Nacional de la Alianza de Mesas Redondas Panamericanas, reg. en OEA
Embajadora de Paz Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, France/Suisse



NOTÍCIA DA AUTORA:

La escritora Irene Mercedes Aguirre invitada al Perú


Invitada por la Organización Mundial de Trovadores, sede Perú, la escritora y Poeta del Humanismo y la Paz, Irene Mercedes Aguirre, participó del Congreso de Intelectuales, escritores y poetas bajo el lema"Por una sociedad libre de violencia", en el Museo Nacional del Perú, en el centro limeño. Será panelista sobre el tema señalado y junto con los representantes de diversos países, presentaran una propuesta por la Paz que será elevada a organismos internacionales. El Congreso tuvo lugar entre el 17 y el 19 de febrero.
participación asimismo presentando su libro Las Eternas preguntas. Humanismo y Paz siglo XXI, en la Cámara Popular del Libro, en el centro limeño convocada por instituciones literarias internacionales como Movimiento Poetas del Mundo, Red Mundial de Escritores en Español y Semillas de Juventud, sede Perú.
Además, recibio su premio por su trova ganadora Violencia, en los Iros. Juegos Forales del Perú y el trofeo César Vallejo , otorgado por la UMT de Perú.

 

 

Isabel C S Vargas

 
 

SOU MULHER
Isabel C S Vargas

Fui criança, adolescente, jovem ciente
Que poderia ser o quisesse.
Minha mãe assim me criou.
A meu pai, que desejava direcionar
Meu futuro profissional,
Minha avó já dizia, categoricamente,
Em pouco mais da metade do século passado:
-Deixa a menina ser o que desejar!
Mulheres de grande sabedoria
Que conseguiram ser livres, mesmo casadas
E dentro de suas limitações financeiras.
Ser mulher é ser um universo,
Rótulos não cabem.
Diante de tanta diversidade e pluralidade,
Mulher é sempre ser em mutação,
Em caminhada constante e livre,
Rompendo grilhões,
Gritando com fervor,
Lutando por si e por todas,
Rompendo paradigmas
Orgulhosas de sua missão.
Ser mulher é ser múltipla:
Mulher, companheira,
Esposa, mãe, filha, avó,
Profissional de todas as áreas
E, com tantas tarefas
Sua vida é pura doação.

Isabel C S Vargas
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil
http://www.icsvargas3.blogspot.com.br/

 

 

Isabel Furini

 
 

MENSAGEM
Por Isabel Furini


Quando a emissora abriu, já havia uma fila de milhares de palavras. As arrogantes empurravam, e as tímidas, acovardadas, cediam os seus lugares. Algumas palavras eram boas, mas também havia palavras ruins. Algumas eram arcaicas, outras, sofisticadas. Entre as piores estavam as difamatórias e as depreciativas. A fila foi andando. A última palavra, cabisbaixa, apoiou-se na porta.
– Pode entrar. – falou o porteiro.
– Para quê? Ninguém se lembra de mim.
– Neste lugar inspirarás poetas, participarás de diálogos e discursos. Ressurgirás!
A palavra fraternidade entrou e propagou-se pelo mundo.

Isabel Furini
Curitiba - Brasil


Isabel Furini é escritora, poeta, palestrante e educadora. Colunista do Paraná Imprensa. Autora de 30 livros, entre eles, dos livros de poemas “Os Corvos de Van Gogh” Editora Instituto Memória, 2013 e “,,, e outros silêncios” Edit. Virtual Book, 2012. É membro da Academia de Letras do Brasil/Paraná.

Foi nomeada Consulesa da Academia Poética Brasileira; recebeu Comenda Ordem de Figueiró e foi nomeada Embaixadora Internacional e Imortal da Poesia pela Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura do Brasil, em 2015; Embaixadora da Palavra pela Fundação Cesar Egido Serrano (Espanha); Embaixadora da Rima Jotabé, Espanha.

 

 

Izabel Eri Diehl de Camargo

 
 

TRANSPARÊNCIA - CONTO
Por Izabel Eri Diehl de Camargo


A sala de reuniões do edifício Nefertiti parecia um castelo no ar. Estava localizada no décimo primeiro andar. A visão de dentro da sala para fora do prédio era como se fosse de um elevador panorâmico. A Mulher Transparente convocou seus assessores para uma reunião de trabalho no horário da manhã, quando o reflexo do sol brilhava nos vidros das paredes. Na entrada da sala, havia um aquário enorme onde os peixinhos coloridos dançavam à vista dos visitantes.
A transparência determinou certa elegância no falar e no vestir dos participantes da reunião. As pessoas viam suas imagens em todas as paredes da sala. Os transeuntes da rua observavam a entrada de todas aquelas pessoas no prédio e se perguntavam o que estaria acontecendo lá dentro. Olhavam, olhavam... , mas sua curiosidade ficou no ar, pois do lado de fora o prédio não passava de paredes opacas – vidro fumê.
A Mulher Transparente despertou a atenção do grupo, pela coerência demonstrada. Ela estava vestida com uma linda camisa de seda transparente; usava sapatos e bolsa de ‘marca’, confeccionados com material transparente. Ela fez a abertura dos trabalhos, dando início à reunião. Destacou atitudes e comportamentos exigidos no perfil dos convidados. Durante sua fala, entre muitas observações, disse:
¬ Ser transparente não é apenas ser sincero; implica em não enganar os outros. Faz-se necessário desnudar a alma, deixar cair a máscara, baixar as armas. É preciso ter coragem de ser frágil, de falar o que sente, de ser verdadeiro em todos os momentos. Tenho convicção de que todos os senhores são pessoas confiáveis, estão comprometidos com a lei da consciência; porém é importante lembrar a expressão: “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Ainda não se pode esquecer de que a paciência é fundamental para a jornada do trabalho que se inicia, mesmo que as raízes dela sejam amargas, ela pode produzir doces frutos.
Houve uma pausa na fala da Mulher Transparente e deu-se início à projeção de transparências, com as seguintes comendações:

a) mantenha acesa a chama do saber;
b) fique atento ao movimento dos olhos;
c) abra as janelas da memória;
d) substitua os muros por pontes;
e) evite afogar-se em palavras falsas;
f) não se compare a ninguém;
g) sonhe;
h) olhe o arco-íris;
i) tenha amigos;
j) aprenda a amar o próximo;
k) seja verdadeiro e honesto;
l) compartilhe a doçura, a compaixão, a compreensão;
m) trabalhe;
n) não permita que a TV amoleça seu corpo;
o) não se deixe contaminar pelos raivosos;
p) mantenha a calma.

Ao final da projeção, os participantes da reunião fecharam as agendas e um homem pediu a palavra para apresentar algumas considerações sobre o assunto em apreço. Ele fez, com propriedade, um resumo, o qual encerrou expondo alguns conceitos relacionados com o amar, o sentir, o agir e o viver com sabedoria.
A Mulher Transparente elogiou as atitudes do grupo, agradeceu e se despediu.
Todos se levantaram, olharam a paisagem através das paredes externas, vestiram uma capa de chuva transparente; colocaram o capuz e se abraçaram.

Izabel Eri Diehl de Camargo
Porto Alegre/RS/Brasil
www.camnhosdavida.prosaeverso.net


Izabel Eri Diehl de Camargo Especialista de Educação, professora universitária, escritora e poeta. É autora de onze livros, sendo cinco editados também em Braille pela Biblioteca Pública do RS. Colaboradora de revistas do RJ e RS. Integra várias entidades culturais como: Divine Académie Française dês Arts Lettres et Culture, Paris/France - Membre d’Honneur; o Cercle Universel des Ambassadeurs de La PaixGenève-Suisse/France; a Associação Internacional de Poetas- Secretária; a Representação Distrital do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais no Rio Grande do Sul- Vice-Presidente; a Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias/ RJ; a Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, POA/RS; a Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil/MG, a Academia Internacional de Artes Letras e Ciências – A palavra do Século 21; a Academia de Letras Rio Cidade Maravilhosa, a Academia Literária Feminina/RS, a Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas, Mariana/MG e a UBE/RS- secretária. Foi laureada com o troféu Carlos Drummond de Andrade e com o de Cecília Meireles/MG, com Premio Victoria - Destaque 2015/ Montevideo, entre outros. Participa de mais de 50 antologias nacionais e internacionais, entre as quais, Brésilen Scène. Diva Pavesi et sés invités. Divine edition. Paris, 2014/2015, bem como de “ O Brasil e seus Brasileiros”, 2016. Premiada em concursos de poesias e de contos.