Abril de 2017

Ano VII - Número XLVl

 

 

Maria João Brito de Sousa

 
 

NUM SONETO...
Maria João Brito de Sousa

Num soneto poria o que soubesse,
Se acaso me coubesse saber mais,
Tornando-o num cais que recebesse
Ideias que entendesse bem fulcrais.

Das guerras virtuais que o mundo tece
E entende quem conhece os seus iguais,
Saberei pouco mais do que parece
No pouco em que fornece alguns sinais.

Umas coisas, porém, conheço bem
E, a outras, bem melhor do que ninguém,
Porque por mim criadas e vividas,

Mas se entendidas porque as sinta alguém,
Tanto quanto eu as sei saberá quem
Sentiu tê-las vivido enquanto lidas...

Maria João Brito de Sousa
Oeiras - Portugal


Maria João Brito de Sousa nasceu em Lisboa/Portugal.É Poeta e Pintora.
"Desde o ano 2000 e enquanto a saúde mo permitiu, fui membro da Associação de Artistas Plásticos - Paço De Artes, sediada no Concelho de Oeiras e, nessa qualidade, participei em inúmeras exposições de pintura de carácter colectivo e de uma individual, sob a temática Auto-Retrato, em 2007.
Em Janeiro de 2000, estreara-me, no âmbito das exposições individuais, em Lisboa, na Voz do Operário, onde tive expostas vinte e oito telas sob o título Promessas Traídas, tendo ainda participado na Voz D`Arte - Primavera 2000, no hotel Roma, em Lisboa.
Sou também membro da Associação Portuguesa de Poetas, e tenho apenas três livros publicados; Poeta Porque Deus Quer, Autores Editora, 2009 e Pequenas Utopias, Corpos Editora, 2012 (World Art Friends) e Almas Gémeas, em Março de 2016, sob a chancela da Euedito.

 

Vários sonetos meus foram editados, em 2014, na colectânea de poetas lusófonos Enigma(s), sob a chancela da Sinapis Editores - Editorial Minerva - e na Antologia "Tertúlia da Gandaia", Hórus Editora, 2016, bem como na Antologia da Academia Virtual de Letras, no mesmo ano."

 
 

 

Maria Lorenci

 
 

BRUXARIA
Maria Lorenci

São minhas tuas manhãs
De domingo
E as noites escuras
De Lua Cheia.

Cardo, enrolo e corto
O fio da tua vida
Amarrando-o
Ao da minha.

Bênçãos e maldições
Que viajaram pelo Tempo
Dissolvidas nos teus sonhos,
No que não controlas.

No soluço aflito
Que te acorda pensando em mim.
No grito parado
No meio do caminho de casa.

Tenho-te nas mãos
Pra todo Bem
Pra todo Mal
E tudo em torno.

Te crio todas as manhãs
Do jeito que me apetece.
Doce amante
Guerreiro feroz.

Destruo a cada por de sol
Tuas crenças e convicções
Naquela fogueira
À qual me condenaste.

Pode haver turbulentas
Perturbações na Força
Passo incólume
Hiper-zen Bruce Lee .

Nada se altera
Sem meu comando,
Movo sem dó
A tua Rosa dos ventos.

Tenho em mim
O Poder que negaste,
Só existes ainda
Porque EU TE PERMITO

Maria Lorenci
Curitiba - PR - Brasil


https://www.facebook.com/bekodamako/ - Poemas e textos em prosa poética.
https://www.facebook.com/CASADEDONACOISA/ - contos curtos a respeito do arquétipo feminino .
Maria Lorenci é Engenheira Civil, Especialista em Planejamento e Controle de Obras e Engenharia de Segurança do Trabalho, Designer de Interiores, Mestre Feng Shui e REIKI e Taróloga. Funcionária do Banco do Brasil desde 2007.
"Nasci em Curitiba. Os poemas e a prosa poética que escrevi pertencem`à minha forma de ser desde criança: descobri o prazer da leitura e das redações na "lição de casa" que trazia do Colégio da Divina Providencia.Em fevereiro de 2014 resolvi, com o apoio das companheiras do coletivo "Meninas que escrevem em Curitiba", abrir os tais baús e mostrar os tais textos.
Voltei a escrever, e a experiencia de teatro e ballet me valeu pra apresentar com sucesso os novos trabalhos em saraus poéticos ao longo dos últimos três anos. Participo ativamente do Coletivo Feminista Marianas e tenho trabalhos na coletânea "Herdeiras de Lilith" do Instituto Memória e na obra coletiva independente "Folhetins dos Poetas Malditos"
"Playlist para poemas selvagens"é meu primeiro livro individual, lançado em Abril de 2016 pela Coleção Marianas Edições, Ed. Bolsa Nacional do Livro."

 

 

Maria Luiza Bonini

 
 

NO TERCEIRO DIA ...
Maria Luiza Bonini

Foi no terceiro dia que o mundo assistiu...
A mais bela de todas as cenas, em resplendor
Após a triste escuridão que se fez, pela imensa dor
Quando o homem Deus, que, em silêncio, partiu

Foi no terceiro dia que os céus se abriram em luz
Para anunciar a volta de nosso Redentor
A anunciar com todo o Seu verdadeiro amor
Sua Santa identidade:- Eu sou Jesus !

Foi no terceiro dia que, a todos, por Ele, foi legado
O presente, por todos, jamais esperado
Pela vida eterna e a remissão de nossos pecados

Foi no terceiro dia, que foram honradas, todas as Marias
Pela mais sublime e suprema de todas as honrarias
Ao ser levada aos céus, pelas mãos de seu Filho amado

Foi no terceiro dia ...

Maria Luiza Bonini
São Paulo - Brasil


Formação: humanista. Minha relação com a arte pode ser confundida com o meu nascimento.Talvez por uma influência genético/cultural, de meus ancestrais fiorentinos... (Itália).Sou paulistana, descendente de italianos, por parte de pai, oriundos Di Lucca, na Toscana, vizinha de Firenze, berço das artes.Quando me deparei com mais uma pedra no caminho, mergulhei na poesia, nos contos e nas crônicas. O que era para ser mais um escape se avolumou de tal maneira, que não consegui parar.
Amo a poesia, adoro escrever, pois foi a maneira que encontrei para ser feliz.

 

 

Maria Olga de Oliveira Lima

 
 

VAZIO
Maria Olga de Oliveira Lima

Que vida é essa, despreocupada,
Sem pensar em nada, pra se bem viver?

Nem te ocupas de algum trabalho
Pra quebrar o galho e viver-se melhor?

Assim não se vive! É só vegetar!
É só engordar pra um dia morrer!...

És algum animal? O que te faz mal?
Pra não se viver vida tão melhor??

Vives sem crença, só tens descrença
Pra te justificar uma vida assim!!?

Coloques a cabeça no lugar certo!!
Pões-te bem perto! E fiques a espelhar! ...

Então te observes que u’a vida melhor
Só virá e só terás ao poder te virar!!?

É dura a luta, mas é tão bonita
Quando se acredita, num mundo melhor.

Então?... Por que não? Deixar a descrença
Passar à crença e chegar a lutar!!???

Se achas difícil, o irmão te ajuda
A encarar a luta... e continuar a LUTAR!

Somente assim, tranquilo envelheces!
E não te aborreces, porque soubeste ENFRENTAR!!!

Confiaste em teu Deus! Foste Bom Cristão!!
Não viveste só de Não! E chegaste a VENCER!

Viver nesta vida, não é enriquecer!
Pra tudo se ter e poder OPRIMIR!!!

Todo opressor que chega às alturas,
Só fazendo juras, cava a própria sepultura
Perante de DEUS!

Vencer é ser: pessoa melhor,
Deixando o pior, pra ser importante.

Importante é aquele: que bom sabe ser
Pra um dia poder chegar ao seu DEUS!

E, com bom juízo, num paraíso,
Viver então, tão melhor;

Porque trabalhaste, não oprimiste!
Assim VENCESTE! Honestamente! Pra eternamente
Merecer descansar ... E tudo colher...
COLHER DE TUDO ... DE TUDO, TUDO: O MELHORRRR!!....

Maria Olga de Oliveira Lima
Botucatu - Brasil


Maria Olga de Oliveira Lima, professora do Ensino Fundamental, formada em Pedagogia e Estudos Sociais. Nascida em Conchas (S.P.), mês de maio. Reside em Botucatu, há mais de trinta anos. Aprecia uma boa leitura, gosta de escrever. Foi classificada no Mapa Cultural Paulista em 1999 - nível municipal com o poema "Queda". Tem trabalhos publicados por mais de dez anos em livros de coletâneas de poetas botucatuenses (desde 1997). Participou do livro “Memórias da EECA" - páginas 183 e 184 (Centenário da Escola Normal de Botucatu 1911- 2011) - Graf-Mais. Também contém poemas de sua autoria no livro "Coração de Poetas” - páginas 28 e 29 - Projeto 48 horas (O livro de poesia interativo) - Ed. All Print. Tem alguns trabalhos no site “Recanto das Letras”, ao lado de outros poetas. Publica também em outros sites. Faz parte do livro "Reflexões de Bem Viver" (Coletânea-página 168); no livro "Admirável Mundo Feminino de Botucatu", (homenagem aos cento e cinquenta anos da cidade - páginas 122 e 123), Comunicação & Visual; Latinidade Poética - O Melhor da Poesia Latinoamericana (página 134), Ed. All Print.

 

 

María Sánchez Fernández

 
 

EN LA NOCHE
Por María Sánchez Fernández


Todos somos depredadores. También la luna.
La noche respira solapada en el regazo del tranquilo jardín que guarda con celo los latidos de todas sus criaturas. Los gorriones duermen confiados mecidos por las ramas de las acacias, y dos parejas de tórtolas velan con mimo sus eternos y siempre renovados nidos construidos en las ramas más altas del colosal y viejo cedro. Las rosas y las adelfas, lámparas diurnas, han apagado sus colores, y el jazmín y el galán de noche, lámparas nocturnas, han encendido sus aromas.
Todo es calma y silencio en la noche, pero la vida palpita con fuerza en el alma del jardín.
Por una abertura de finos troncos apretados, al pié de un seto, se asoma una salamanquesa mostrando sólo la mitad de su cuerpo. Desconfía. Acecha mirando muy quieta a su alrededor. Sale por entero. Con cautela explora la noche. Con un rápido impulso corre imparable, veloz. Cruza una estrecha senda y asciende por su ancho, luminoso y soñado mundo de cal. Las patas anchas y abiertas, como simétricas aspas, se prolongan en unas manos grandes y aplanadas que se agarran a la blanca pared desnuda de hiedra. Escala el muro, zigzagueando, hacia el farol encendido y habitado por un enjambre de mosquitos y vuelos de mariposas de luz. Se detiene alzando la cabeza de diminuto caimán y sus ojos redondos, inquietos, en un continuo revoloteo de miradas, se centran en un punto que se mueve. Abre su gran boca triangular mostrando una lengua afilada que se estira hasta alcanzar su objetivo: un enorme mosquito. Lo traga con avidez y espera el momento de atacar a otra presa. Mas algo extraño ocurre. Algo presiente. Algo la inquieta. Queda inmóvil, como atrapada, como un dibujo alargado pintado en la cal de la pared. Quiere huir…, huir desesperadamente pero no puede. Sus miembros y sus sentidos han quedado paralizados.
Un aliento silencioso de plumas blanquecinas se mueve en la noche y cruza el cielo como una rápida y pequeña nube pálida. Un siseo apagado rompe la quietud. La lechuza no duerme. Se aposta sobre una rama de acacia que acompaña a un farol poblado de mosquitos y vuelos de mariposas de luz. Inmóvil observa a su presa. Los enormes ojos, como redondas y negras lunas nuevas, son espejos donde se refleja un dibujo alargado pintado en la cal de una pared. Es rápida. No se detiene, y como un relámpago emergido de la calma atrapa lo que considera que es suyo. Despliega las poderosas alas, asciende en la oscuridad y se pierde en silencio entre los aleros y los campanarios de las torres cercanas.
Allá en la altura, el cielo estival es un inmenso y oscuro remanso que va palideciendo con lentitud. Los picos agresivos de la luna en creciente se levantan e iluminan grandes macizos de estrellas engullendo con su luz helada y blanca a las más inquietas y cercanas.
La fuente de piedra, indiferente, sólo susurra en la noche infinitas canciones de agua que se expanden como ondas concéntricas sobre el tranquilo jardín que duerme. Levanta y lanza al aire, como en un rito de ofrendas, las risas cantarinas de sus alegres surtidores que se escapan de las bocas abiertas de petrificados peces tallados. En su caída el aire las devuelve derramadas en lluvia vivificante y fresca sobre unos tiestos de tristes y apagadas margaritas.
Las luciérnagas, en descarados reclamos eróticos, juegan a ser medias lunas que crecen en el ramaje cónico y oscuro del majestuoso cedro, que en la noche, y en el murmullo de las ramas movidas por el aire, susurra entrelazando confidencias con la canción callada de la cercana fuente.

(Del Libro “En el desván de los sueños” Úbeda - 2017)

María Sánchez Fernández
Úbeda - Espanha


María Sánchez Fernández nace en Almería y crece y se educa en Úbeda. En esta ciudad se desarrolla su gran afición por el arte y cursa estudios de música con su padre, el compositor don Emilio Sánchez Plaza, obteniendo más tarde los títulos de Graduada en Decoración y en Delineación Artística por la Escuela de Artes Aplicadas de Úbeda y el Título de Delineante Industrial por el Instituto Politécnico de Úbeda. Su inquietud por la música, la poesía y la literatura en general la lleva a escribir constantemente y cuenta con varios libros publicados.
En poesía: “Notas íntimas”, “Júbilo, pasión y gloria”, “Desde mi orilla” , “Pintar palabras ”y ”En los silencios del alma”
En prosa: “Doce relatos breves” , “Comentarios sobre rincones de Úbeda” (obra que acompañó a una colección de acuarelas de su hermano Emilio) y en preparación el libro de cuentos “En el desván de los sueños”
En temas para niños: “Retablo de Navidad” –obra poético musical ya en su segunda edición– y el libro didáctico “Canciones infantiles”.

 

         


En música tiene compuestas y armonizadas para coral numerosas canciones, nanas y villancicos, así como el Himno a los Poetas del Mundo.
Figura en numerosas antologías y es colaboradora en diversas revistas nacionales e internacionales
Ha pronunciado varios pregones, entre ellos el Pregón Oficial de la Semana Santa de Úbeda en el año 1995 y el Pregón Oficial de la Patrona de Úbeda, Stma. Virgen de Guadalupe, en el año 2001.
Ha impartido charlas literarias en centros docentes e intervenido en diversos recitales poéticos.
Su obra se ha estudiado en la tesis doctoral “Poesía Femenina Andaluza a Finales del Siglo XX” de
Susana de los Ángeles Medrano. Universidad de Patagonia “San Juan Bosco” -Argentina
Pertenece al Movimiento Internacional Poetas del Mundo
Es miembro de la Sociedad General de Autores de España.