Abril de 2017

Ano VII - Número XLVl

 

 

Maria Teresa Freire

 
 

O SORRISO DA ALMA
Por Maria Teresa Freire


“Felicidade é quando a boca é pequena demais para o tamanho do sorriso que a alma quer dar” (Barbara Matoso). Uma mensagem. Recebi de uma amiga. Amiga de coração, amiga de alma. No whats, em que outras amigas de coração, outras amigas de alma também receberam.
Que sorriso é este que a alma pode dar? É na leitura de mensagens bonitas, significativas, que o coração se aquece, a mente se acalma e a alma ... a alma sorri. É bem verdade que a alma não sorri somente nesta situação. Existem outras, várias outras. Não, existem algumas outras. A alma não sorri por qualquer motivo. Mas, estas mensagens tão singelas, vindo de pessoas amigas, fazem a alma sorrir.
E sabe por que ? Porque “na alma ninguém manda ....ela simplesmente fica onde se encanta (Fernando Pessoa). E no afã de agradar, de se fazer presente, as mensagens vão chegando, anunciando um desejo, uma vontade, uma lembrança, um carinho. Desejando um bom dia, uma boa tarde, uma boa noite com frases inteligentes, outras nem tanto; com frases carinhosas outras nem tanto; interessantes, outras nem tanto; esquisitas, outras nem tanto; assim seguem ... o que importa é que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena” (Fernando Pessoa).
Mas como saber se almas se reconhecem? Mestre e discípulo conversam sobre este reconhecimento quando “o discípulo pergunta ao Mestre: o que é um encontro de almas? O Mestre responde: é quando você, ao conhecer alguém diz: muito prazer! Enquanto sua alma sussurra: que saudade! (Miryan Lucy). E verdadeiramente se reconhecem, pois “a mais linda forma de saudar se dá quando a alma sorri para outra alma”.
Então, quando se conhece alguém, que não se conhecia, a gente repara que “tem gente que a gente simpatiza, sem saber endereço, nome completo, nem procedência. Quando isso acontece é porque em algum pontinho lá dentro, a alma foi feita igual.” (Gustavo Aschar). E aí comprovamos que “existem pessoas que nos inspiram... outras que nos fazem bem... e aquelas que, simplesmente sem pedir licença, tocam a nossa alma... (Ligia Guerra).
E neste conhecer e reconhecer a gente deve “escolher quem nos olha por dentro. O corpo tem prazo de validade, a alma não !” (Abner Santos). Tanto é verdade que se a gente prestar bem atenção nas amizades, nos relacionamentos a gente repara que ”a riqueza de uma pessoa não está nas coisas que ela tem, mas no brilho que a alma dela possui.”
E a gente torce para “que o afeto nos cure a alma, que o carinho permaneça, que a gentileza prevaleça, que as coisas boas se multipliquem... (Camile Heloise), pois “cada frase carinhosa, cada gesto delicado são pedacinhos de amor que alimentam nossa alma” (Bebel Franco).
Dessa forma, a alma sorri, quando sente o coração feliz, a mente solta e o corpo pulsando com animação. E fica atenta ao ouvir alguém sussurrar: “existe um lugar onde tudo é possível... esse lugar chama-se coração e é nesse lugar que eu guardo pessoas especiais, que nem sempre eu vejo, mas que nunca as esqueço!”(Alexsandra Zulpo). Porque “para estar junto não precisa estar perto, basta estar no coração” (Leonardo da Vinci). E se satisfaz mais ainda quando ouve outro alguém falar baixinho que “há abraços que não são para o corpo, são para a alma”. (Luara Quaresma).
Então, a gente pensa na vida, naquilo que se tem e não se tem e percebe que “as coisas mais lindas da vida não podem ser vistas, nem tocadas, mas sim sentidas pelo coração”. E entende que acumular riquezas não nos torna mais felizes. Portanto, “acumule o que clareia a alma, ilumina o sorriso e perfuma a vida!”
O carinho nos faz bem. O carinho contido em um abraço faz bem. Por isso, “o abraço é um aperto que alivia”. Além disso, “o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço. Um, dois... mais abraços “foram feitos para expressar o que as palavras deixam a desejar” (Anne Frank). Dá para dispensar abraços ?
E tem mais, mais palavras, que juntas em uma frase dão uma sensação de bem estar, de consideração, de preocupação, de demonstração de que quem enviou se importa com você, pois deve ter escolhido a mensagem que combina com quem a recebe, com a situação que vivem, emissor e receptor. Pois, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências” (Pablo Neruda).
Portanto, não as envie a toa. Envie-as porque é gentil, amoroso fazer isto. Não porque os outros fazem. Porque “receber um bom dia de quem a gente gosta faz o dia mais feliz (Estrela de Minas). E a gente tem que viver “um dia de cada vez, que é para não perder as boas surpresas da vida” (Clarice Lispector). E as mensagens que não chegam, quem não envia “se soubesse como gosto de suas cheganças, você chegaria correndo todo dia” (Chico Buarque, do livro Leite Derramado).
E sem mensagens, a saudade aumenta. Todavia, “a saudade não depende do tempo que você não vê a pessoa, e sim da vontade que você sente de estar com ela”, porque “até de longe você me faz bem” (Luara Quaresma). Mensagens não enviadas e distâncias mantidas são fatos difíceis de serem modificados, mas “há muros que só a paciência derruba... e pontes que só o carinho constrói” (Cora Coralina).
No final, a gente constata que o sorriso faz a diferença. Toda a diferença, pois “gosto de gente que sorri com os olhos, que sorri com a alma, que sorri de dentro para fora e vice-versa. Gente que sorri apesar de tudo, que contagia quem está ao seu redor. Gente que nem parece viver num mundo tão injusto, porque sorri, sorri de verdade”.
Você concorda que a alma tem que sorrir depois de tudo isto?

Obs.: coletânea de mensagens recebidas por mim; qualquer falha de referência não foi proposital.

Maria Teresa Freire
Curitiba - PR - Brasil


Doutora em Comunicação e Saúde (PUCPR), Mestre em Educação (PUCPR), Graduada em Comunicação Social/Jornalismo (UFPR). Graduada em Francês e Inglês. Professora Universitária de Comunicação Social. Consultora em Educação e Comunicação. Escritora com livros publicados; participações em revistas científicas, em congressos nacionais e internacionais e em vários sites literários e Coletâneas.

 
 

 

Marinez Stringheta - Mara Poeta

 
 

AMIGO
Marinez Stringheta - Mara Poeta

Amigo não é coisa de momento.
Já dizia Milton Nascimento:
“... é coisa para se guardar...”.
É bem mais que mero sentimento.
Não tem jeito, não é perfeito,
Vem com defeito.
Mas, carrega-te no peito,
Consola e aplaude.
Fica do teu lado, na caminhada.
Amigo, confia e é confiável.
O que é teu, não inveja e não deseja.
Respeita... Respeita... Respeita...
Sem dúvida, nem suspeita.
A nada te obriga,
A não ser o prazer da saudável amizade.
Companhia, perante a possibilidade.
E, te quer bem pelo que és,
Não pelo que tens.

Marinez Stringheta - Mara Poeta
Botucatu - SP - Brasil


Marinez Stringheta (Mara Poeta). Nasci e moro em Botucatu/SP/Brasil. Professora efetiva estadual em Educação Básica I e em Português - Educação Básica II; pós-graduação em "Teoria da Narrativa". Meu lazer preferido, a leitura. O avô materno (Vasco Pelicia, nascido na Itália) foi quem me levou a viajar através dos livros. E, desde então, não mais parei. Da leitura à escrita... E, cá estou a colocar no papel um pouco de poesia. Tenho alguns livros publicados e participações em coletâneas, antologias e jornais. Classifiquei-me no Mapa Cultural Paulista, com poesias e contos. Ganhei menção honrosa com a poesia “Amarras” (2001). Atualmente participo de vários sites da Internet, incluindo o “Luna e Amigos” e “Poetas del mundo”, do qual sou cônsul, representando minha cidade.

 

 

Mario Rezende

 
 

AMOR DE CARNAVAL
Por Mario Rezende


O trio elétrico vinha entrando na Avenida Atlântica, na altura do posto seis, em frente ao Forte Copacabana. Eu e meu amigo Betinho estávamos sentados no banco do Drummond, batendo um papinho com o poeta, já de óculos novo, insensível ao batuque e à animação do carnaval.
Quando o carro passou pela gente, o Betinho falou:
- Tem uma mina lá no trio elétrico que é maravilhosa. Que gata, meu!
Então eu vi, no alto, a coisa mais linda, feliz, entregue à folia. Eu não consegui mais desviar os olhos dela. Decidi acompanhar o carro na esperança que ela me visse. Tropecei no pé do Drummond, quase caí e acho que destronquei o dedão, porque doeu muito. Ao por o pé direito no chão, justamente o que estava machucado, quando levantei da cama pela manhã, eu sabia que aquele era o meu dia de sorte.
Ela estava me olhando, achando graça do que ocorreu comigo e comentando com a garota que estava ao seu lado. Mandei um beijo e ela retribuiu. Então eu gesticulei pedindo o número do seu telefone e ela ficou tentando me dizer, mas, obviamente, eu não conseguia ouvir nada e nem decifrar pelos movimentos dos seus lábios - lindos, muito lindos, por sinal -, para que pudesse anotar no meu celular, que foi derrubado duas vezes da minha mão.
Ela começou a mostrar os números com os dedos: sete, cinco, quatro... Alguém a puxou para o outro lado. Era um sujeito que estava tentando atrapalhar a nossa comunicação. “Será que era namorado dela?” - Eu pensei, com raiva do sujeito – “Com certeza, um bobão”.
Quando ela voltou, ficou me procurando enquanto eu pulava no calçadão para chamar sua atenção, até que me viu. Jogou uma bolinha de papel, mas o vento que soprava do mar impediu que me alcançasse e caiu no meio do bloco. Eu tentei encontrá-la, mas não consegui. Era quase impossível parar e me abaixar, a fim de encontrar a bolinha de papel atirada pela minha musa no meio de tanto lixo que os cariocas jogam no chão.
Ela, então, anotou o número na ponta de uma serpentina e jogou na minha direção. Eu consegui pegar, mas o pedaço onde ela escreveu ficou em outras mãos e se perdeu no meio de tanta confusão. Ela jogou outra, mas não chegou perto de mim. Mas uma tentativa mal sucedida da dupla ansiosa por fazer rolar aquela súbita paixão.
A minha Julieta, do alto de sua sacada, depois das tentativas infrutíferas, ainda tentou me dizer o telefone, enfiando um papelzinho dentro de uma latinha de cerveja. Vitória! Daquela vez nós conseguimos. Pudera! Ela jogou em cima de mim e acertou na cabeça. Só que, pela abertura da lata eu não consegui retirar o bilhete. O jeito foi raspar a borda na calçada, feito reco-reco, até soltar a parte de cima. Enfim obtive o número de telefone dela, apesar de o papel estar todo encharcado de cerveja. Digitei no celular e fiz a ligação. Ela não atendeu. Fui para a praia e insisti várias vezes, sem sucesso. “Será que ela está de gozação comigo e me deu o número errado?” – Pensei.
O trio elétrico já se afastara bastante e eu andei rápido até alcançá-lo. Quando cheguei perto, vi que ela estava com o telefone na mão, falando com a garota que estava ao lado dela. Pelo jeito, o telefone não havia tocado, e ela estava me procurando na multidão.
Eu havia até esquecido do Betinho. Procurei por ele e o encontrei achando graça do meu desespero.
- Aí, tá fissuradão, hein!
Ainda tive que ouvir essa do meu amigão. Pior que, o meu camarada tinha razão. Resolvi seguir o bloco até terminar o desfile, eu não queria perdê-la de vista.
Quando nos aproximamos do carro, eu não a vi, mas logo a encontrei num bar, junto com outras pessoas que estavam no trio elétrico com ela. Eu identifiquei a garota que estava ao seu lado e o rapaz que estava tentando impedi-la de me dizer o número do telefone.
Ela me viu e veio ao meu encontro, puxando a companheira pela mão.
- Oi, meu nome é Romeu, e o seu?
- O meu é Julia...
- Romeu e Julia... – a companheira dela falou – isso pode dar um romance.
- Minha prima Beth – ela falou apresentando a outra, com um sorriso lindo.
- E eu sou o Betinho – ele se apresentou.
Fomos, os quatro, caminhando para a praia. Ela me disse que era de Itabira, em Minas, justamente a terra de Drummond, por isso ele subiu mais o meu conceito. Também foi o motivo de ela não ter atendido à minha ligação, esqueceu de me dizer o código da cidade. A Beth e o Betinho ficaram sentados junto a um quiosque e nós fomos para a areia e ficamos perto da água. Namoramos até cerca de três horas da madrugada, quando a Beth aproximou-se de nós.
- E aí, já se acertaram? A gente tem que ir, Julia.
Demos o último beijo e elas se afastaram.
- Depois eu te ligo – ela disse para mim.
Ligou, realmente, na quarta-feira à tarde, dizendo que estava indo embora e iria ficar com saudade, e tínhamos que dar um jeito de nos encontrarmos novamente.

Mario Rezende
Rio de Janeiro - Brasil
www.recantodasletras.com.br/autores/mrrezende

 

 

Marli Voigt

 
 

MAJESTOSA NATUREZA
Marli Voigt

Seria o sol a bater
na janela do quarto
anunciando um novo amanhecer.
O calor dos seus raios solares aquece
o corpo deitado espreguiçando na cama.
Pela cortina florida em verde
imagino
o céu azulado sem as nuvens de algodão.
Ouço de longe
a orquestra do passaredo
numa melodia amorosa no ar.
Estaria a natureza num dia festivo
de debutantes florindo a praça.
Onde as árvores frutíferas aguardam de um lado
as árvores ornamentais convidarem a bailar.
Haveria um jardim de rosas multicor
em seus galhos floridos
sendo cortejadas pelos cravos brancos em traje de gala
reverenciando seu sorriso em flor.
Presente no jardim as abelhas
zum zum para lá zum zum para cá
sob as flores alaranjadas ao lado do roseiral
retirando o pólen para produzirem o delicioso favo de mel.
Quão lindo seria as borboletas
no espaço floril desfilando
suas lindas saias adornadas de pérolas em seu corpo esbelto.
Sem aviso a chuva chegou muito breve ficou
com pingos leves orvalhou num mágico encanto ao sol cruzou
um belo arco-íris formou selando a majestosa natureza
que sua linda festa findou.

Marli Voigt
Curitiba - PR - Brasil


Autora que busca ser rosa nas palavras, renovando sua aquarela interior.

 

 

Maura Soares

 
 

O FILHO. A MÃE.
Por Maura Soares


Não importa como nasce um filho, se num casebre ou numa mansão; se num berço de luxo cercado de enfermeiros ou sozinho com aquela que o gerou.
Um filho é um filho – a continuação de tua espécie, que geraste em teu ventre por nove meses; é aquele em quem depositaste teus sonhos, tuas esperanças em um mundo melhor.
Um filho é uma bênção de Deus; é o desejo que se torna realidade para muitas mulheres.
O ser gerado no amor ou na dor, não importa; será aquele que irá seguir seu caminho na evolução da espécie.
Um filho, de acordo com o gens, poderá ser bom ou mau; poderá reconhecer o sacrifício daquela que o gerou, ou não.
Toda mãe deve orientar seu filho nos primeiros sete anos, ou no primeiro setênio,, como tão bem disse Rudolf Steiner(*).
Todas as virtudes, todos os caminhos para o bem devem ser incutidos na mente e no comportamento do filho, seguindo até completar os sete anos.
Se demonstrares irregularidades em tua vida e achares teus comportamentos verdadeiros, teu filho irá seguir, pois assim tem o exemplo.
Desde cedo oriente teu filho para o bem, para a amizade, para o carinho, para a compreensão, para o amor ao trabalho.
Mães displicentes geram filhos desgarrados.
Por mais humilde que seja o lar, ele deve ser asseado, cada coisa em seu lugar.
A desordem gera a desordem.
Assim é tudo em nossa vida e deve começar pelo lar, com compreensão, com fé num mundo melhor, com carinho.
Dá, mãe, tudo de ti para orientar teu filho, dá coragem para ele enfrentar o mundo – “embora venham ventos contrários” -; dá a ele a força, a energia, a vontade de vencer, não sobrepujando outros, mas vencer pelo trabalho, pela honestidade, pela competência.
Tendo tudo isso, teu filho poderá sair de casa, deixar tua proteção diária e ir em busca do seu destino. Dirás para ele: “Vá, filho, és o Senhor de tua própria história. Siga teu caminho e não te abate ante os problemas. Vence. Sei que serás capaz”.
Poderás, mãe, ter certeza que ele sozinho saberá vencer todas as adversidades e se tornar um homem capaz de também orientar seu filho quando ele vier para continuar no caminho da evolução.
Lembra, mãe, que tudo, tudo mesmo, tudo o que acontecerá ou que deverá acontecer ao teu filho no futuro, deverá ter passado pelo Amor, pois se não houver Amor, nada valerá a pena. Mesmo que teu filho fique coberto de ouro a sua alma será vazia, pois faltará o único elemento deixado pelo Mestre Jesus: o AMOR – aquele que move todas as montanhas das adversidades.
E que assim seja, porque assim será.

Profª. Maura Soares
(Por inspiração, dia 14 de agosto de 2013, às 05.28h, manhã)

(*) Rudolf Steiner, nasceu em Kraljevec, na fronteira austro-húngara, em 27 de Fevereiro de 1861, e faleceu em Dornach, Suíça, em 30 de Março de 1925). Foi filósofo, educador, artista e esoterista. Foi fundador da Antroposofia, da Pedagogia Waldorf, da agricultura biodinâmica, da medicina antroposófica e da Euritimia, esta última criada em conjunto com a colaboração de sua esposa, Marie Steiner-von Sivers.
Seus interesses eram variados: além do ocultismo, se interessou por agricultura, arquitetura, arte, drama, literatura, matemática, medicina,filosofia, ciência e religião.
Sua tese de doutorado na Universidade de Rostock foi sobre a teoria do conhecimento de Fichte.
Após terminar os estudos dedicou-se a partir de 1883 a editar as obras científicas de Johann Wolfgang von Goethe. Tornou-se profundo conhecedor da obra de Goethe, escrevendo inúmeras obras sobre este, dedicando-se à explicação do pensamento do autor alemão. Ao mesmo tempo escrevia sobre assuntos filosóficos.
Após um período de vivência em Berlim, Alemanha, no qual sobreviveu como escritor de uma revista literária, Steiner ininterruptamente aderiu a uma trajetória de conferencista e escritor, desenvolvendo a Ciência Espiritual Antroposófica, ou Antroposofia. Entre 1902 e 1912, ele foi o líder da Sociedade Teosófica na Alemanha, mas rompeu com esta e fundou a Sociedade Antroposófica. O motivo do rompimento de Steiner com a Sociedade Teosófica foi que eles não davam a Jesus Cristo e o Cristianismo um lugar especial, mas ele também incorporou conceitos do Hinduísmo, como karma e reencarnação.
Em Dornach construíram a sede da Sociedade Antroposófica, denominada Goetheanum onde está atualmente a Escola Superior Livre de Ciência Espiritual. O primeiro Goetheanum foi destruído por um incêndio em 1922. Foi reconstruído e tem participação importante na obra de Steiner como um grande centro de contribuições para os campos do Conhecimento Humano. Steiner, entre outras obras, dedicou-se principalmente aos campos da Organização Social, Agricultura, Arquitetura, Medicina, e Pedagogia; também Farmacologia e no tratamento de crianças com a Síndrome de Down, dentro da Pedagogia Curativa.
Oferecendo alternativas além das condições materiais de soluções de todos os problemas dos quais tratou, Steiner obteve reconhecimento mundial. Em todos os continentes surgiram centros de atividades antroposóficas como desdobramentos práticos da Ciência Espiritual por ele desenvolvida.Fonte:Wikipédia

Maura Soares - Grupo de Poetas Livres
Florianópolis - SC - Brasil
http://lachascona.blogspot.com/


Maura Soares, nasceu em Florianópolis, SC. Licenciada em Letras, Português-Inglês(UFSC) e Pedagogia-Habilitação Supervisão Escolar(UDESC). Exerceu várias atividades administrativas em Secretarias do Estado e, no Conselho Estadual de Cultura, ficou por oito anos. Presidiu a Associação dos Supervisores Escolares de Santa Catarina em duas gestões(89-90 e 91-92). Autora teatral com cerca de 40 peças entre infantis e adultas. Participa de várias antologias e possui poemas em jornais e revistas no Brasil e na Argentina. Autora de “A Biblioteca e seus Patronos”. Possui obras editadas artesanalmente: “Retalhos-poesias, contos e crônicas”; “7 Dias de Julho”; “Cambada de Invejosos”; “Não intica co´a bucica”; “Caminho na areia”; “Geléia”(conto infantil); “Um amor para lembrar”; “Poemas para Maiores”; novelas: “A Catedral”, “A vida secreta de Marilu”, “Maria das Dores”, “O violão do Amarildo” .

 

       

 Prepara Livro de Memórias “Remembranças” e “Amor para ficar – poemas curtos”. Membro do Grupo de Poetas Livres desde 1998 e foi Presidente de 2000 a 2014. Membro da Academia Desterrense de Letras, cadeira n. 33, cuja patrona é a poetisa Maura de Senna Pereira; Membro Emérito do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Possui alguns troféus “Bastidores”, por sua participação teatral; Comenda Francisco Dias Velho (Prefeitura Municipal); Troféu da Câmara Municipal de Florianópolis pela dramaturgia; Troféu Maricota de Literatura-2004 (Federação das Academias Catarinenses de Letras) e Juca Ruivo(CTG Juca Ruivo - Maravilha,SC),2008; Troféu de 1º Lugar no Concurso Nacional Geraldo Luz de Poesia (pela Academia de Letras de Blumenau, SC); Troféu Garapuvu (pelo Grupo de Poetas Livres); Placas de Prata pelo trabalho literário, Diploma de Acadêmica Honorária da Academia Alcantarense de Letras, de São Pedro de Alcântara, SC e outras honrarias. Edita a Revista Ventos do Sul, do Grupo de Poetas Livres.