Junho de 2017

Ano VII - Número XLVII

Suplemento Junino

 
 

Beco da Preta

 
 

CARTA À FESTANÇA JUNINA
Por Beco da Preta


Somado mês que é metade do ano, celebração de Santo Antonio, São João, São Pedro. Inda, a segunda maior festança folclórica dentre tantos estilos, danças, rítmos pelas terras brasilis.
Aqui temos o São Marçal, padroeiro do boi de matraca numa comemoração que emenda o 29 com o dia 30 ao som de pandeirões, fogueira, diversão, desfile de várias representações de localidade da Ilha no Bairro do João Paulo. O grupo e a música de coração que o cantador Chagas aclama em palavras sobre o grande amor por eu, tu, nós todos que venera_te Boi da Maioba que ‘se não existisse o sol, como seria pra terra se aquecer? Se não existisse o mar, como seria pra natureza sobreviver? Se não existisse o luar, o mundo viveria na escuridão, mas como existe tudo isso meu povo, eu vou guarnecer meu batalhão de novo. Ê boi rapaziada’. Se fez bela poesia sobre tudo e o nada que a mente indaga jeitinho de agracecer e esperançar lindas manhas e amanhãs de vida sempre.
O gosto por ti período dentre tantas alegrias juninas, meu louvor a São Benedito que segundo pesquisa do IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) o santo protetor dos negros que parece no teatro das memórias como um escravo que foi à mata cortou um tronco de árvore, ensinou os outros negros a fazer e a tocar o tambor. Outras vezes ele surge como o cozinheiro do monastério que levava comida escondida em suas vestes para os pobres.
Ontem mesura por tua popularidade no período da escravidão - no estado brasileiro do Maranhão - a maneira de agradecimento aos oxalás em festa, chegada ou despedida do preto velho ou dos amigos através da magnânima dança Tambor de Crioula de origem africana exercida por descendentes e herança que corre em minhas veias ludovicense.
Aqui é imensidão de lindas melodias afinadas onde a mulher de saia rodada com estampas em cores vivas, blusa branca e renda, adornos (flores, colares, pulseiras e torços coloridos na cabeça) denomina embeleza os corpos. O homem veste calça escura e camisa estampada para formarem andeiros afinado fogo, coreiro de mão (tocadores e cantadores) e tambores de mão (instrumento).
A partir da Lei nº 13.248 (12.01.2016) o 18 de Junho ergueu-te Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Tão grandiosa dança-poema bem marcada por muito movimento dos contos dos brincantes e canto de muita descontração.
Contínua cultuação da historicidade afrodescendente que explode o rufante, a ginga descente, a sensualidade pura, a punga ou umbigada (toque com a barriga) para convidar para a roda de júbilo cantado, afinado que não dá pra segurar. Apenas faz qualquer tristeza se alegrar, faz olhares admirar, boca babar e os dançantes rebolarem o terreiro na palma da mão.
Grata herança dos nossos avós e tão curtida pelo Maranhão em hoje’s!

Irane da Conceição Ribeiro de Castro (Pseudônimo: Beco da Preta)
São Luís - Maranhão - Brasil

 
 

 

Carla Cristina de Oliveira Gomes

 
 

NA GAROA DO MEU SERTÃO
Carla Cristina de Oliveira Gomes

Na garoa do meu sertão
O dia canta feliz
É frio, é São João!
É tempo de sorrir...
Já tem fogueira
Tem milho, e tem quadrilha
Tem muito forró
E muita gente bonita...
Pra dançar muito forró...
Não esquecerei da poesia matuta
Que vivi na minha imaginação
É por isso que acordo feliz!
E canto o meu amanhecer
Trago a poesia junina
Prazer que divido vosmecê.

Carla Cristina de Oliveira Gomes
Aracaju - SE - Brasil

 
 

 

Carmelita Ribeiro Cunha Dantas

 
 

FOGUEIRA DE SÃO JOÃO
Carmelita Ribeiro Cunha Dantas

Como segue a tradição,
Mastro alto e colorido,
Recheado de prendas,
Com muitas guloseimas.
A criançada faz a animação,
Na espera de pegar as prendas.
Que ficam presas no mastro,
Com o fogo a queimar.
A fogueira com lenhas em chamas,
Para aquecer e mastro queimar.
E a meninada eufórica esperar,
No calor da labareda esquentar.
Afastando do local para prevenção,
De acidente com a queda do mastro.
Após a queima de seu tronco,
Com a lenha em chamas.
Quando cai o enfeitado mastro,
As prendas espalham pelo chão,
Acontecem o corre e corre das crianças,
Em uma gritaria e pega-pega das prendas.
Fica a lembrança de infância,
De momentos divertidos na tradição,
Da festa de São João.
Onde todos são iguais e irmãos.

Carmelita Ribeiro Cunha Dantas
Aparecida de Goiânia – Goiás - Brasil

 
 

 

 

 

 

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