Junho de 2017

Ano VII - Número XLVII

Suplemento Junino

 
 

Isabel C S Vargas

 
 

FOGUEIRA DE SÃO JOÃO - ACRÓSTICO
Isabel C S Vargas

 

F  ogueira de São João, oh beleza!
O  dia mais alegre do mês de junho.
G  arotos faceiros se exibem às meninas,
U  m mais corajoso que o outro.
E  les tentam impressionar a todos,
I  mpetuosos pulando a fogueira.
R  apaz altaneiro! Os olhos da menina brilham.
A  conquista está se estabelecendo.

D  onzelas cantam em roda, batem palmas
E  m esfuziante alegria.

S  aias balançam no ritmo,
Ã/Aplaudem todos os convivas,
O  festerê está no ápice.

J  oão é o Santo famoso
O  que inspirou a fogueira,
Ã/a alegria que aquece corações
O  sinal de um amor que nasceu.



Isabel C S Vargas
Pelotas - RS - Brasil

 
 

 

Izabel de Azevedo Guimarães

 
 

FOGUEIRAS DA ALEGRIA
Izabel de Azevedo Guimarães

A cidade inteira se reveste de cores
ouve-se o som alegre da sanfona
seu ritmo animado invade o ar
a fogueira arde em estalos vibrantes
despertando a alegria, tudo se anima
no alegre tremular das bandeirinhas
no gostoso entrelaçar de abraços
nas intensas batidas dos corações

É dia de São João! Minha gente!
Cavalheiros e damas atenção!
a quadrilha já vai começar:
Balancê ...! Anavan ...! Returnê...!
Olha a cobra no caminho!
Olha a chuva! Pessoá!

Rapazes de chapéu de palha enfeitados
moças de coloridas saias rodadas
não disfarçam a grande emoção
cantam, dançam, trocam promessas
estampando nas faces excitadas
os ardentes segredos do coração
crianças enfeitadas de laços e fitas
seguindo no céu os brilhantes balões
pulam, saltam, correm para lá e para cá

É grande a animação ao redor da fogueira
as fagulhas da alegria crepitam
nas danças, nas cantigas, nos risos,
não param de tocar o zabumba e a sanfona
tem a fartá: milho assado, pamonha, canjica,
ninguém pode esquecer o quentão para animar

Os festeiros invocam Santos e orixás
fazendo suas tradicionais simpatias
para afastar a inveja, se livrar de mal olhado
ou quem sabe para um grande amor encontrar
e no topo do mastro vão amarrar bandeirinhas
para São João, São Pedro e Santo Antônio agradar.

Izabel de Azevedo Guimarães
Brasília - DF - Brasil

 
 

 

Izabel Eri Diehl de Camargo

 
 

JUNHO E AS FESTAS JUNINAS
Por Izabel Eri Diehl de Camargo


Sabe-se que o nome junho é derivado da deusa Juno, mulher do deus Júpiter. De acordo com o calendário gregoriano, junho é o sexto mês do ano e tem trinta dias. Ao aproximar-se o dia vinte e um, o sol em sua trajetória, atinge o ponto mais ao norte, pois é o solstício de junho, começo do verão no Hemisfério Norte e vem o solstício de inverno no Hemisfério Sul. De origem européia, a tradição junina incorporou-se à cultura brasileira.
A manifestação popular da festa junina ocorre com mais ênfase no nordeste. O porquê da festa junina encontra explicações com o nascimento de João. O dia 24 de junho foi inserido ao calendário cristão como comemoração ao nascimento de João Batista. Existe outra explicação, mas relataremos a de tradição católica. Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus, engravidou enfrentando dificuldades, pois dizia-se estéril e tinha idade avançada. Precisava de ajuda no parto, então acendeu uma fogueira para anunciar o nascimento do filho a sua prima Maria que também estava grávida e depois de seis meses daria luz a Jesus. Assim, João cresceu e se tornou um pregador, batizava os gentios nas águas do Rio Jordão.
Para ganhar notoriedade com o apelido de Batista, batizou e abençoou Jesus, nas águas do Rio Jordão. Lembro deste local com muita alegria, pois tive a felicidade de entrar no Rio Jordão onde Jesus foi batizado e me molhar com águas de batismo por uma companheira Therezinha (nova madrinha). São João Batista tem um lugar de honra entre os santos católicos, pois ele é o único que se comemora no dia do nascimento, 24 de junho.
Existe a tradição de acender fogueira na noite de São João que tem duas informações, uma de origem pagã que associa a fogueira às festas realizadas na Europa, para comemorar o solstício de verão, ocorrido em 24 de junho. A outra tradição está explicada na lenda da religião católica que foi explicitada acima. Diz-se que Isabel acendeu uma fogueira sobre um monte para comunicar à prima Maria o nascimento do filho João e receber ajuda pós-parto. Quando se fala em festa junina, vem a idéia da fogueira, símbolo da festa popular. No que se refere a fogueiras, para cada santo junino, há na tradição, uma forma, como: para São João deve ser arredondada, para Santo Antônio deve ser quadrada e para São Pedro, triangular.
O significado da fogueira está relacionado com o do fogo, simbolizando a purificação e o renascimento. A simbologia da fogueira está ligada a seu uso. O fogo é um símbolo divino universal, cujo significado é purificador e regenerador, de acordo com algumas crenças. Houve épocas em que nas festas juninas, as imagens de Santo Antônio, São João e São Pedro eram gravadas em grandes bandeiras coloridas. Estas, deram lugar às famosas bandeirinhas, hoje presentes nas decorações dos locais festivos. A festa junina trouxe vários costumes, na música, na dança, na alimentação.
No século XIX, foi trazida a dança dos camponeses europeus chamada quadrilha e, no Brasil, praticada principalmente no meio rural. Nas festas juninas do nordeste, estão presentes o forró e o xote, assim como músicas, entre elas o baião. Luiz Gonzaga cantava “...a fogueira ta queimando em homenagem a São João..” Os costumes variam de região para região brasileira e nas bebidas incluem-se o quentão. Não faltam doces e outros alimentos. Pode-se considerar junho um mês promissor, chegando nova estação com fé, com festas juninas, com três santos a proteger os irmãos cristãos. O aniversário é do homenageado João Batista, mas Santo Antônio e São Pedro também escutam nossas preces.

Izabel Eri Diehl de Camargo
Porto Alegre - RS - Brasil

 
 

 

 

 

 

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