Junho de 2017

Ano VII - Número XLVII

 

Rozelene Furtado de Lima

 

 

FIQUEI NUVEM
Rozelene Furtado de Lima

A chuva veio de mansinho
Foi acariciando meus cabelos
Meus ombros e eriçando meus pelos
Colando no meu corpo devagarinho
Como quem não quer nada, meio pacata
Foi encorpando e vindo de todos os lados
Deixei lavar minha alma, meus pecados
Escorria pelas minhas costas em cascata
Batia da cabeça aos pés, sem nenhum pudor
Fustigando meu rosto nu e meu corpo inteiro
Em conluio com um vento sorrateiro
Eu tremia e tilintava a balançar num torpor
Chovia a chuva em gotas fortes
Soprava e cantava com o vento
Uma cantilena ritmada sem sentimento
As folhas como dançarinas eram lançadas à sorte
Na luta covarde, tão sem forças que me abracei
Na prova temporal, senti solidão
Fiquei nuvem no céu do chão
Sem resistência me entreguei
Deixei chover, chovi também
Chorei

Rozelene Furtado de Lima
Teresópolis- Rio de Janeiro - Brasil
www.rozelenefurtadodelima.com.br


Professora, bibliotecária, escritora, contista, poeta, artista plástica. Coautora em 405 Antologias nacionais e internacionais. Textos publicados em Portugal, França, EUA, México, Espanha, Itália, Alemanha, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e Suíça. Cinco livros publicados. Membro de diversas Academias de Letras de Artes, entre elas, a Academia Teresopolitana de Letras. Prêmios Nacionais e internacionais: Menção Honrosa Prêmio Nosside de Poesia Calábria-IT 2016; 1º lugar no Concurso Sem Fronteiras pelo Mundo Poesia-2016 ; Prêmio Literarte “Melhores Coletâneas de Conto” 2016; Prêmio Nordestino de Literatura Ed.Mágico de OZ 2016. 2º Prêmio Talentos Helvéticos-Brasileiros “Melhores livros de Contos” 2017;

 

Ruth Gentil Sivieri

 

 

QUANDO SETEMBRO VIER
Ruth Gentil Sivieri

Quando setembro chega em alegria,
há flores pelo chão em noite fria,
trazendo a primavera.
Os dias são mais claros e bonitos,
as nuvens não fazendo mais atritos,
onde o sorriso impera.

Pássaros que revoam pelos ares,
borboletas cintilam nos pomares,
tudo que Deus nos deu.
A meninada brinca em algazarra,
enquanto ao longe zune uma cigarra,
em grande jubileu.

Os mares com suas águas mais tranquilas,
que ao longe nem podemos mais ouvi-las,
pois tudo é calmaria.
Parecendo que Deus acende o mundo,
e acorda os poetas para em um segundo,
virar tudo poesia.

É a bela primavera ostentosa,
que chega em grande gala e poderosa,
mostrando: Aqui estou!
Na grande reverência que fazemos,
é ao nosso Pai que agradecemos,
dizendo: Feliz, sou!

Ruth Gentil Sivieri
Belo Horizonte - MG - Brasil


Ruth Olinda Gentil Sivieri nasceu em Ituiutaba-MG. Descendente por ambos os lados, de família italiana.Incentivada desde a infância, gosta muito de ler, principalmente poesias, sendo seus autores preferidos: J.G. de Araújo Jorge, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Mário Quintana, Drummond e outros.
Graduada em Letras ( Português/Inglês) e Pedagogia, sendo pós-graduada em Análise e Produção de Textos e também pós-graduada em Supervisão Pedagógica. Mestrado incompleto em Linguística pela PUC. Ministrou aulas de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira para o Ensino Fundamental e Médio, aposentando-se pela Secretaria de Educação de Minas Gerais . Foi Supervisora de Divisão de Ensino, concursada e aprovada e Assessora Pedagógica da Faculdade de Uberaba. Ainda como professora, publicou alguns artigos pedagógicos, um livro - que apenas circulou no colégio - pois tratava-se de auxílio aos alunos e professores de outras áreas: FUNDAMENTOS ESSENCIAIS DA GRAMÁTICA (1987). Tem um livro editado : TECENDO SONHOS (Corpus Editora- 2013- Portugal). Possui várias páginas na internet, de site amigos e vários sonetos no site de Regina Coeli Ribeiro Rocha, O SECULAR SONETO. O que gostaria de passar a quem lê seus textos, é que é uma pessoa simples, espiritualista e que ainda crê na bondade das pessoas.

 

Sanjo Muchanga

 

 

MINHA ÁFRICA
Sanjo Muchanga

Nos tempos de siavuma
Isto era uma África unida
Madiba lutava por isto
Machel morreu por isto
Até Khadafi foi vítima disto
Que hoje se chama África
Fortuna da América
Museu dos golpes políticos
Cemitérios dos intelectuais
A minha África morreu
Com Muammar Khadafi,
Madiba
Samora Machel,
Eduardo Mondlane
Patrício Lumumba
Júlios Nherere
Reformou com Tabo Mbeke
E Joaquim Chissano
Isto que hoje se celebra
É clone duma África
Ainda por nascer.

Sanjo Muchanga
Maputo - Moçambique


Sanjo Muchanga, nascido em Moçambique, província de Maputo, residente na Cidade de Maputo, funcionário Público, poeta e escritor, com participações em Antologias da Solar de Poetas, ALPAS, Colectânea Horizonte, Colectâneas Leveza da Alma, Colectânea Som de Poetas, Colectânea Palavras de Veludo, Colectânea Poetizar o Mundo, Revistas Literárias Trupe Reticencias em Versos, Folhinha Poética e Entrementes. Distinguido duas vezes pela Solar de Poetas e reconhecido pelo mérito pela Solar dos Poetas, e certificado pela Sociedade Mundial de Poetas pela participação na colectânea Leveza da Alma. É Membro e criador do Movimento Literário Ensaísta Kamubukuane. Leitor da Associação de Escritores Moçambicano, Membro da Sociedade de Direitos de Autores – SOMAS

 

 

Sidnei Piedade

 

 

COM TODO MEU AMOR
Por Sidnei Piedade


Antes de você nunca existi....pois não se ama sozinho , o meu coração ama por nós dois, te amo com todas as letras e palavras, em todos sentidos e jeitos onde nosso amor é um sentimento forte, único e verdadeiro. Meu amor minha vida, você é o motivo e realização do meu dia a dia, nós somos o amor, tu és o maior presente que Deus me deu, te amo hoje e sempre até o fim dos meus dias. Minha felicidade não tem preço tem o seu nome... pois você é minha mulher, amo estar ao seu lado até que a morte nos separe, mais saiba que preciso de você por mais de uma vida ..... com todo meu amor.

Sidnei Piedade
Assis - S Paulo - Brasil