Agosto de 2017

Ano VII - Número XLVIII

 
 
 
 

Deby Veneziano

 
 

EFEITO MÚSICA
Deby Veneziano

Cada segundo de cada dia,
eu penso em você.
E você não sai da minha cabeça.
Mais que tatuagem,
você é miragem.
Eu penso em você,
e como você me fez sorrir.
Eu penso em você,
e por que você não está aqui.
Eu penso em você,
feito música que vicia.
Eu penso em você,
todas as horas do meu dia!

Deby Veneziano
São Paulo-SP
https://poesiaemfotografia.wordpress.com/

 
 
 
 
 

Décio de Moura Mallmith

 
 

A LUZ
Décio de Moura Mallmith

A luz que em mim habita
Um dia em fractais se fará
E me transportará às estrelas e além delas,
E serei tudo,
E serei nada.
Serei tu, você e eu mesmo;
Serei terra, ar, fogo e água;
O céu, um grão de areia e apenas a luz.
E serei o espaço, o tempo, a matéria, a energia.
E serei todos e um único ser.
E serei o amor que nos une e nós mesmos,
O criador e a criatura.
Ah! Como me separei de ti sendo tu, eu mesmo?
Como a mim mesmo não me amei?
A luz dia deste me dirá!

Décio de Moura Mallmith
Porto Alegre - RS - Brasil

 
 
 
 
 

Deodato António Paias

 
 

POEMA SOBRE A LEI DAS SESMARIAS
(Publicada em 1374)
Deodato António Paias

Nova Lei das Sesmarias
Devia ser implementada
Já são tantas avarias
As terras não são tratadas.

D. Afonso IV, a governar
D. Fernando, obrigado
Aquela Lei publicar
Que deu grande resultado.

Chama conde e prelados
Cidadãos e fidalgos
Todos foram alertados
Queria campos semeados.

Falou das necessidades
Falta trigo e cevada
Eram grandes realidades
Quero terra cultivada.

Quem tivesse as herdades
Ficava assim obrigado
Semear qualidades
No seu terreno tratado.

Ordens designadamente
Quero terrenos lavrados
Semeadas doravante
Acabar desempregados.

Dar ao povo subsistência
Aumento de rendimentos
Vamos ter inteligência
Fazer desenvolvimentos.

Só assim evitam incêndios
Campos têm de ser tratados
Certamente com dispêndios
Esses gastos dão resultados.

Deodato António Paias
Lagoa - Algarve - Portugal

 
 
 
 
 

Diego Mendes Sousa

 
 

REFLEXÃO
Diego Mendes Sousa

Eu…

Embora refletisse que a vida continuaria

Vi meus marcos mortais
minha infância
minha juventude
minha fogosidade

Em meio a essa viagem fui interrompido

Retornando a ela

Senti um arrepio
que pela primeira vez
me vi poeta

(In: DIVAGAÇÕES/2006)

Diego Mendes Sousa
Parnaíba - Piauí - Brasil
http://www.proparnaiba.com/artes
https://diegomendessousa.wordpress.com/

Diego Mendes Sousa nasceu em Parnaíba (PI), em 15 de julho de 1989. Bacharel em Direito, escritor, jornalista, documentarista, roteirista, promotor cultural e blogueiro literário. Editor literário de O Bembém. Bibl.: Divagações, 2006; Metafísica do Encanto, 2008 (Prêmio Nacional de Poesia da UBE – RJ); 50 poemas escolhidos pelo autor, 2010; Fogo de alabastro, 2011; Candelabro de álamo, 2012; O viajor de Altaíba, 2013; Alma litorânea, 2014; Gravidade das xananas. Participa do Poemário, 2008 (Biblioteca Nacional de Brasília) da I Bienal Internacional de Poesia, que reúne os maiores nomes da poesia nacional e estrangeira.